sábado, 12 de fevereiro de 2011

12.02.2011

“Cumulai-vos desde a manhã com as vossas misericórdias, para exultarmos alegres em toda a nossa vida” Sl 89, 14

Olá queridos irmãos e irmãs, a paz de Jesus!
Hoje a Igreja nos indica a meditação das leituras do livro do Gênesis 3, 9-24 e o Evangelho segundo São Marcos 8, 1-10.
As leituras de hoje me ensinam duas coisas. A primeira é que é necessário obedecer! O primeiro pecado, e raiz de todos os outros, é a desobediência, ou seja, o pecado de achar que posso saber como ou mais do que o próprio Deus. Este pecado fez com que Adão e Eva perdessem a presença de Deus, eles foram expulsos do paraíso... e penso que o paraíso não é nada mais nada menos do que ESTAR COM DEUS! Na leitura do evangelho da segunda multiplicação dos pães, os apóstolos obedeceram e permaneceram com Jesus! Eu quero ser obediente!!!
A segunda coisa que aprendi é não ficar me desculpando com Deus. Deus sabe tudo! Não posso ficar me desculpando e arranjando outros culpados, como fizeram Adão e Eva, por ter desobedecido e também não posso fazer como os apóstolos que ficaram arranjando desculpas para fazer o bem. Se eu errar, errei... me arrependo, peço perdão sendo verdadeira com Deus – tipo: fui eu!!! – e recomeço! Também, se Deus me dá uma missão, eu preciso confiar e não ficar arranjando desculpas dizendo que não dá... pois mesmo que humanamente pareça impossível, se Deus disse que dá é porque dá!
Que neste dia possamos obedecer confiando na graça de Deus!

Virgem do Carmo Peregrina, peregrinai conosco!
Ana Paula Kirchhof MVC
11.02.2011

Mc 7, 31-37

Nós vemos neste evangelho a humildade de Jesus que faz o surdo ouvir o mudo falar.

Quantos de nós devemos falar e ouvir, pronunciar que Jesus é o senhor de nossas vidas e também ouvir falar de Deus. Quando tomamos essas atitudes de mudança, que é de dentro para fora, entramos em um jardim do paraíso, para estar perto de Deus e aberto a uma conversão, onde temos liberdade e espaço para participar da vida de Jesus, os benefícios que esta decisão nos traz é maior do que uma simples cura, é integração em uma nova sociedade.



Dionatah

vocacionado da comunidade Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
10. 02.2011Mesmo as “migalhas” do poder de Deus são suficientes no suprimento de nossa vida espiritual. As autênticas palavras da mulher diziam tudo ao coração de Jesus. Quando ela falou de migalhas, para Ele, estava se referindo ao mínimo, ao que nos parece o mínimo do poder de Deus da cura e da salvação, que segundo Jesus era o alimento dos filhos de Israel.

Mas o que a mulher queria dizer com isso era algo mais autêntico para mover o coração de Jesus como, de fato, o fez. Em outras palavras: ela dizia para Jesus que mesmo as “migalhas” de Seu poder seriam suficientes para expulsar aquele demônio da vida de sua filhinha. Quer mais do isso?

A mulher, com sua humildade, fez um cerco a Jesus de todos os lados, de tal maneira que Ele não teve escapatória. Vejam bem: recebeu uma resposta como ela recebeu, da boca de Jesus era um verdadeiro “não”, que podia deixar o coração de qualquer um partido. Mas ela se apresentou com sua versão, a mais humilde possível naquela hora de incertezas, de receber Sua bênção. Veja o que ela disse: “Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores“.

Pai, tenho diante de mim o mundo todo a ser evangelizado. Transforma cada circunstância e cada momento da minha vida em chance para dar testemunho do Teu Reino.
10.02.2011

Mc 7, 31-37

Nós vemos neste evangelho a humildade de Jesus que faz o surdo ouvir o mudo falar.

Quantos de nós devemos falar e ouvir, pronunciar que Jesus é o senhor de nossas vidas e também ouvir falar de Deus. Quando tomamos essas atitudes de mudança, que é de dentro para fora, entramos em um jardim do paraíso, para estar perto de Deus e aberto a uma conversão, onde temos liberdade e espaço para participar da vida de Jesus, os benefícios que esta decisão nos traz é maior do que uma simples cura, é integração em uma nova sociedade.



Dionatah

vocacionado da comunidade Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
09.02.2011

9.02.11
Gn2,4b-9,15-17;Sl103(104),1-2a.27.28.29b-30(R1a);Mc7,14-23
Pax tecum!
Estimados amados em Cristo Jesus, hoje o Mestre nos ensina que: “Nada há fora dos homens que, entrando nele, o possa manchar; mas o que sai do homem, isso é que mancha o homem”(Mc7,15).Muitas vezes deixamos de falar do amor incondicional que o Senhor tem por nós por causa do medo que temos de sermos pecadores, fracos ou até mesmo por preconceito com aquilo que é diferente. Algumas pessoas na época de Jesus eram especialistas em classificar o “PURO” e o “IMPURO”.Será que ainda hoje conseguimos encontrar os “mestres da pureza”? O próprio Cristo nos adverte p ara que aquilo que sai do nosso coração, nossos pensamentos, palavras, projetos e atos, sejam puros (retos).No mesmo Evangelho ele diz que : “Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos...”(Mc7,21). Jesus nos mostra que tudo vem do coração. Julgamos, agimos, intencionamos e somos conforme o nosso coração. Para o povo da Antiga Aliança o coração é a sede dos pensamentos e sentimentos: “Senhor, quem há de morar em vosso tabernáculo? Quem habitará em vossa montanha santa? O que vive na inocência e pratica a justiça, o que pensa o que é reto no seu coração”(Sl14,1-2); “Aceitais as palavras de meus lábios e os pensamentos de meu coração”(Sl18,15). O Senhor é o único que “sonda os corações”(Sl7,10). Ter o coração puro é condição para estar com o Senhor: “Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou de permanecer no seu lugar santo? O que tem as mãos limpas e o coração puro”(Sl23,3-4a). Junt amente com o salmista podemos dizer: “Ó meu Deus criai em mim um coração que seja puro, e renovai-me o espírito de firmeza”(Sl50,12). Também é no coração que se gera a força e a esperança em Deus: “Fortifique-se o teu coração e espera no Senhor!”(Sl26,14b). É claro que se tivermos os olhos aguçados encontraremos várias passagens que fale sobre o sentido do coração. “Felizes os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus!”(Mt5,3). Jesus é o “manso e humilde de coração”(Mt11,29b). Pedimos a intercessão daquela que fez do seu coração o lugar da acolhida da Palavra de Deus. Que a Virgem Maria ajude nos momentos de nossa vida que não compreendemos os desígnios do Senhor. E assim como ela possamos “conservar todas as palavras, meditando-as no coração”(Lc2,19)

Leonardo Zaromski

Bacharel e Licen ciado em Filosofia
Diocese de Pelotas
08.02.2011

Seguir a tradição dos homens é andar conforme a onda do mundo até no que damos como oferta a Deus. Quando deixamos de lado a nossa obrigação de filhos, de filhas, de pais e mães de família, de irmãos de comunidade, para impressionar as pessoas com o volume que oferecemos a Deus, caímos no erro de querer aparecer. E, assim, deixamos de agradar a Deus, porque o Senhor deve ser servido nos nossos irmãos e irmãs, a começar pelos da nossa casa. Não podemos nos desviar nem confundir as nossas oferendas: uma coisa é o que se deve ao próximo, outra coisa é o que se deve a Deus. Aliás, São João afirma: quem diz amar a Deus e odeia o seu irmão, este é mentiroso, porque Deus é amor incondicional pelo irmão.

Você tem deixado de ajudar a alguém na sua casa por que está ajudando na Igreja ou na comunidade? – A quem você acha que deve dar prioridade? – Quando você louva a Deus, você o faz de coração? Você presta atenção a suas palavras? – Qual é sua atitude antes de ir para a Celebração Eucarística? Qual é seu pensamento? Como você vê as pessoas que encontra na Igreja?

Pai, coloca-me no caminho da verdadeira piedade, a qual me leve a estar em perfeita sintonia Contigo, realizando aquilo que, de fato, é do Teu agrado.

Padre Bantu Mendonça

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

07.02.2011

Depois de os discípulos terem anuído ao convite do Mestre, abandonaram a casa de Simão e partiram para outras regiões da redondeza. E no Evangelho de hoje vemos os discípulos fazendo a travessia do mar agitado, com o próprio barco, desembarcando em Genesaré e logo o povo reconhece Jesus.

O povo vai em massa atrás de Cristo. Eles vêm de todos os lados, carregando seus doentes. O que chama a atenção é o entusiasmo do povo, que reconheceu o Senhor e vai atrás d’Ele. O que move essas pessoas na busca de Jesus não é só o desejo de encontrar-se com Ele, de estar com Ele, mas também o desejo de obter a cura das suas doenças.

A salvação é dirigida a esta multidão formada por gentios e judeus marginalizados. São os moradores dos povoados, cidades e campos por onde Jesus andava, com os discípulos. O Senhor realiza a Sua missão sobretudo entre as camadas mais sofredoras e abandonadas do povo, constituindo, praticamente, a única esperança dessa gente.

O enfoque é a presença física libertadora de Jesus Cristo. As curas são conseguidas com o toque, mesmo que seja na franja do manto d’Ele. A doença generalizada é fruto das barreiras e da exclusão.

A cura resulta da libertação da exclusão e é fruto da acolhida. Assim como, fisicamente, o pão foi partilhado, o mesmo vale para o corpo. A comunicação não se faz apenas pela palavra, faz-se também pela partilha do corpo. A presença física, o toque, o abraço, o sorriso acolhedor, o olhar compreensivo e atento e a compaixão complementam a força comunicadora da palavra libertadora.

Desde o começo da Sua atividade apostólica, Jesus anda por todos os povoados da Galileia para falar ao povo sobre o Reino de Deus, que estava chegando (cf. Mc 1,14-15). Onde encontra gente para escutá-Lo, Cristo fala e transmite a Boa Nova de Deus, acolhe e cura os doentes, em qualquer lugar: nas sinagogas durante a celebração da Palavra nos sábados (cf. Mc 1,21; 3,1; 6,2); em reuniões informais nas casas de amigos (cf. Mc 2,1.15; 7,17; 9,28; 10,10); andando pelo caminho com os discípulos (cf. Mc 2,23); ao longo do mar na praia, sentado num barco (cf. Mc 4,1); no deserto para onde se refugiou e onde o povo O procurava (cf. Mc 1,45; 6,32-34); na montanha, de onde proclamou as bem-aventuranças (cf. Mt 5,1); nas praças das aldeias e cidades, onde povo carregava seus doentes (cf. Mc 6,55-56); no Templo de Jerusalém, por ocasião das romarias, diariamente, sem medo (cf. Mc 14,49)! Curar e ensinar, ensinar e curar era o que Jesus mais fazia (cf. Mc 2,13; 4,1-2; 6,34). Era o costume d’Ele (cf. Mc 10,1). O povo ficava admirado (cf. Mc 12,37; 1,22.27; 11,18) e O procurava em massa.

Na raiz deste grande entusiasmo do povo estava, de um lado, a pessoa de Jesus que chamava e atraía, e, de outro lado, o abandono do povo que era como ovelha sem pastor (cf. Mc 6,34). Em Jesus Cristo, tudo era revelação daquilo que O animava por dentro! Ele não só falava sobre Deus, mas também O revelava. Comunicava algo que Ele mesmo vivia e experimentava. Ele não só anunciava a Boa Nova do Reino, Ele mesmo era uma amostra, um testemunho vivo do Reino. N’Ele aparecia aquilo que acontece quando um ser humano deixa Deus reinar, tomar conta de sua vida. O que vale não são só as palavras, mas também e, sobretudo, o testemunho, o gesto concreto.

Pela fé, todos nós esperamos e sonhamos com o Reino de Deus, como um novo tempo, no qual não haverá dor nem lágrimas. Ao curar muitas pessoas, Jesus mostra que Deus reprova tudo o que faz o ser humano sofrer. Mergulhemos na certeza de que nossa missão é seguir os passos do Mestre para construir este “novo tempo” entre nós.

Pai, que a misericórdia seja o traço característico do meu modo de ser no trato com os meus semelhantes, de maneira que eu possa atrair, como Jesus, muitas pessoas para Ti.

Padre Bantu Mendonça