segunda-feira, 22 de novembro de 2010


21.11.2010

Neste Evangelho, que hoje a Igreja nos apresenta, é narrada uma Palavra muito dura, mas a única capaz de nos curar verdadeiramente. Essa passagem bíblica nos diz que todos trazemos dentro de nós realidades de hipocrisia, porque queremos sempre apresentar aos outros alguém que não somos, mas que, na verdade, gostaríamos de ser. Essa é a verdade de cada um de nós. Isso é dito a partir da atitude na qual é depositada a oferta no templo. Os hipócritas fazem-na [oferta] para aparecer; os que doam por amor são como a viúva: doam de coração, pois não precisam provar e mostrar nada a ninguém. A viúva é livre; enquanto os hipócritas são escravos de tudo e de todos.

O que gera essa hipocrisia é o medo que trazemos de não sermos aceitos por Deus e pelos outros. E para que sejamos aceitos e quistos, colocamos máscaras e fantasias, instrumentos estes que nos dão uma imagem que agrada a pessoa que nos vê. O problema é que essas pessoas passam a conhecer apenas nossa imagem, mas não a nós mesmos. Um dia essas máscaras cairão.

Ao agirmos com hipocrisia, colocamos “panos quentes” sobre nossas feridas e traumas e nunca seremos curados se não tomarmos a decisão de nos assumirmos, amarmos a nós e nossas enfermidades.

O que significa amar nossas enfermidades? Significa entender que essa ferida é o canal usado por Deus para se encontrar conosco, pois ela se tornará o ambiente de nosso encontro com o Senhor. Então, depois de termos feito a experiência do Amor Divino, teremos condições de trazer cada pessoa necessitada de cura para esse lugar, pois saberemos que, ali, o Senhor vai querer se encontrar com a pessoa ferida e machucada.

Quando passamos por essa experiência, tudo fica diferente. Em vez de julgar e condenar a pessoa ferida – atitude característica do hipócrita e do fariseu –, passamos a nos compadecer dela. Só julga e condena quem é fariseu, hipócrita, aquele que mente, o mascarado; ele, podre, reclama e aponta o mau cheiro do outro. Todavia, aquele que estava doente, quando curado – pois arrancou as máscaras da hipocrisia – se compadece do irmão e passa a não olhar mais para a ferida deste, mas para a sua necessidade de amor e de cura.

A hipocrisia é fruto do amor não experimentado por Jesus. Quem faz uma profunda experiência com Cristo, com o Seu amor, nunca mais precisará mendigar amor, ou seja, não dependerá do amor dos outros – do falso amor – na ilusão de que será feliz. Carência gera escravidão e mentira, pois quem está nessa situação sempre terá de mentir: usar mascará apropriada para cada pessoa e situação. Todavia, quem é amado por Jesus, não mendiga amor; é livre. Logo, nunca precisará mentir e se travestir para poder receber um pouco de amor, reconhecimento, status… Que pobreza!

A hipocrisia é a pior doença que existe, pois ela desfigura, arranca a identidade mais profunda do ser humano; a pessoa deixa de viver e de ser o que ela é para viver a vida e a vontade dos outros; ela nunca é livre! É escrava de tudo e de todos.

Quem ama, ama o outro a partir do que ele possui de pior. Então, não tenhamos medo de nos apresentar como somos diante dos outros, a começar diante de Deus. Aliás, o grande filtro capaz de filtrar os nossos relacionamentos se realiza quando nos apresentamos por inteiro diante de quem se aproxima de nós; nesse momento, só fica ao nosso lado quem nos ama. O resto, some! Por outro lado, quando queremos nos apresentar como se fôssemos as melhores pessoas do mundo, sem defeitos e carências para agradar a todos; estas pessoas vão nos sugando, se aproveitando de nós, vão se amando em nós; mas quando viermos a precisar delas, elas se afastarão, pois descobrirão nossos defeitos e problemas que sempre procuramos esconder delas.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

sábado, 20 de novembro de 2010

20.11.2010

Jesus, no Evangelho de hoje, deixa muito claro acerca do que acontece na ressurreição: todos viveremos como irmãos. Mas devemos nos aprofundar nesse assunto e nos perguntarmos o que significa ressurreição. Ressurreição para a vida é a resposta frente uma vida vivida, na qual tivemos a coragem de produzir muitos e bons frutos de santidade. Pelos frutos, a ressurreição começa aqui, nesta vida.

Uma das realidades mais lindas existentes em nossa vida é a certeza de que Deus nos criou por amor e para o amor. A nossa vocação fundamental é a vivência do amor; as demais vocações – sacerdócio, vida religiosa, matrimônio, vida leiga – são consequências disso, ou seja, serão a maneira como viveremos esta vocação primeira: o amor. Somos frutos do amor; não somos frutos de um acaso, de uma sorte boa ou má; não, somos frutos do querer misericordioso, amoroso e terno da Trindade Santa.

Ora, se somos frutos deste amor da Santíssima Trindade (e o somos!), não tenhamos dúvidas disso nunca – logo, no que depender de Deus, tudo concorrerá para que venhamos a dar certo. Repito: no que depender de Deus tudo já deu certo, indiferentemente das dificuldades e sofrimentos pelos quais passamos ou estejamos passando. Nós precisamos acreditar nessa verdade.

No Evangelho, Jesus pela boca de Lucas, é taxativo ao dizer: “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos”. Na verdade, essencialmente, o que Cristo quer dizer com isso? O Senhor quer nos dizer que não existe árvore ruim, pois esta árvore – analogicamente falando – somos cada um de nós; ora, se somos filhos de Deus – repito: e o somos! – por natureza somos bons; o que é ruim, muitas e muitas vezes, são nossa atitudes, ou seja, ou frutos maus que produzimos no lugar dos bons [frutos].

O agir segue o ser. Para dizer que os nossos gestos, as nossas reações, as nossas posturas informam tudo a respeito de nós. Repito: o agir segue o ser. Biblicamente falando: a árvore é conhecida pelos seus frutos.

E quanto a nós? Quais frutos estamos produzindo? Veja, aqui não adianta perguntar quais frutos queremos produzir, mas quais podemos produzir diante do fato de que exteriorizamos em nossa vida não o que gostaríamos, mas o que podemos proporcionar. Não basta querer, pois é uma questão de poder.

E como o demônio procura jogar na nossa cara (por causa dos frutos que produzimos, os quais gostaríamos e lutamos para que sejam bons, mas muitos são de qualidade inferior) que somos árvores más, estéreis, que nunca daremos certo na vida! E como existem pessoas que já assimilaram essa palavra de maldição em suas vidas!

Não, não existe árvore má; existem frutos maus, por causa da falta de nutrientes dessa árvore. Sim, o problema está na falta de nutrientes desta árvore, pelo local em que ela se encontra plantada; no solo do qual ela se alimenta.

Existe uma afirmação sobre a qual se diz que para resolvermos algo precisamos ir à raiz do problema. Neste caso, com relação à Palavra de hoje, é preciso ir mais fundo ainda, ou seja, é preciso ir ao solo e analisar quais nutrientes essa terra pode nos proporcionar, para que produzamos frutos de qualidade. De que solo estamos nos alimentando? Onde estamos plantados? Só existe um solo capaz de fazer com que venhamos a produzir os frutos: um solo que seja fértil, nutritivo. E esta nutrição é a Palavra de Deus; é a Eucaristia; são as práticas de misericórdia a serem vividas e praticadas na vida do irmão – materiais e espirituais –; é a vida fraterna com aqueles com quem convivemos… dentre tantas outras.

Estamos produzindo frutos ruins, pois estamos nos alimentando com veneno; estamos plantados em lugares contaminados; quantos alimentos estão aí sendo oferecidos que são verdadeiros venenos: muitos programas de televisão e músicas que são verdadeiros venenos, pois só nos instigam a uma vida de prostituição e promiscuidade; falsas amizades que nos propõem sempre a fazer aquilo que é contra a vivência dos valores e das virtudes…

Um outro fator que nos impossibilita de produzirmos bons frutos é o medo, que é a pedagogia do demônio para nos destruir. O medo do sofrimento, da cruz, faz com que venhamos a nos acomodar. Todos querem ressuscitar, mas ninguém quer morrer, ninguém quer cruz. Isso é contraditório. Não adianta, meus irmãos e irmãs, árvore que dá fruto sempre tomará paulada, já diz um ditado antigo. Livremo-nos deste medo das pauladas, pelo fato de darmos bons frutos. Não olhemos para as pancadas que tomamos, mas olhemos para Jesus, para os frutos que Ele produz em nós e para os outros por intermédio d nós.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
19.11.2010

Somos templos vivos do Espírito Santo. Ora, se somos templo vivos - e o somos - isso significa que esta casa - que é de Deus - precisa ser uma casa de oração. O que rezar? Como rezar? O que é oração, na verdade?

Precisamos confessar uma coisa: não é fácil rezar! Aliás, rezar é uma das coisas mais difíceis para o cristão, simplesmente pelo fato de trazermos dentro de nós, fruto do pecado original, uma indisposição para isso. Todavia, é fundamental que venhamos, num primeiro momento, a entender o que verdadeiramente significa oração.


Para responder a essa pergunta, somos convidados a recorrer à definição de Santa Teresa d’Avila sobre a oração: a oração é um diálogo entre duas pessoas que se amam. Ana, a mãe de Samuel (I Sm 1,1ss) também traz uma definição espetacular do que é oração, quando interpelada pelo sacerdote Heli sobre sua atitude, aparentemente estranha no templo, ela lhe diz: “meu senhor, eu simplesmente derramo a minha alma na presença do Senhor”. A atitude dos maiores homens e mulheres da Sagrada Escritura também nos mostra sobre o que é oração, pois sempre tiveram a coragem de rasgar as vestes na presença de Deus, ou seja, tinham a coragem de rasgar o coração, arrancar as máscaras e desnudar-se diante do Senhor, numa atitude de profunda transparência e verdade diante do Pai. Isso é oração!

Ora, se oração é intimidade diante de Deus, é rasgar o coração diante d’Ele, é derramar a alma diante d’Ele, aqui está o grande motivo pelo qual não conseguimos rezar. Por quê? Porque somos acostumados a ir para a oração e colocar máscaras diante do Senhor, pois achamos que Ele vai nos atender se formos “bonzinhos”, pois o mundo só aceita os “bonzinhos”, aqueles que não possuem dificuldades e limitações. Então para sermos aceitos pelas pessoas, precisamos disfarçar nossas misérias e pecados; e o mesmo comportamento temos diante de Deus Pai. Aqui está o ponto pelo qual não somos atendidos pelo Senhor: queremos usar máscaras diante d’Ele.


Os Padres do Deserto vão dizer que a alma da oração não é a piedade – estar inteiro na oração; isso é consequência da oração. Da mesma forma, a alma da oração não é a fidelidade – todos os instantes, momentos e dias, estamos em oração; isso também é consequência. Para os Padres de Deserto, a alma da oração é a verdade, ou seja, tudo aquilo que está dentro de nós, cujo conteúdo não temos a coragem de partilhar com ninguém. Aliás, o Senhor quer conversar conosco nesse diálogo de amor – a oração – sobre tudo aquilo que não veio d’Ele, ou seja, nossas misérias, nossos pecados.


Tudo aquilo que temos de bom, de virtudes e talentos em nós, na oração o Senhor quer que, no máximo, venhamos a agradecer e colocar tudo isso a serviço dos irmãos. O que Ele quer conversar conosco é sobre aquilo que não veio d’Ele: nossas misérias, nossos pecados, nossas feridas, pois Ele quer transformar tudo isso em carisma, em dom, em vida para a vida dos outros. Para isso é preciso rasgar o coração e suplicar com confiança, pois esta é a mãe da oração; a confiança é este vaso que colhe a Misericórdia de Deus, que se derrama do Coração Misericordioso de Jesus, do Seu lado aberto da cruz redentora.


Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova
18.11.2010

Ah, se soubéssemos quem pode nos trazer a paz! Na verdade, teoricamente falando, até sabemos quem nos pode trazê-la. A questão é que não sabemos por onde, de uma maneira toda especial, o Senhor quer nos trazer a paz: na família. A falta de paz no mundo é decorrência de famílias desestruturadas; por isso o mundo está sem paz, pois as famílias estão se destruindo, não ficando pedra sobre pedra. Jesus chora a realidade das famílias. Mas o que está acontecendo no interior das famílias, cuja paz está sendo impedida de reinar em nossa vida e na vida dos nossos filhos?

O problema do divórcio na vida matrimonial não é de hoje: é de todo o sempre, desde que o homem é homem; foi legalizado há pouco tempo, mas já é uma prática desde muito tempo. Aliás, o divórcio sempre foi um dos principais projetos do coração de satanás para destruir os filhos de Deus. A carta de divórcio – fruto de uma lei positiva, ou seja, uma lei criada pelos homens – não deve ser obedecida e seguida, pois vai contra a lei natural, lei esta que Deus colocou dentro do coração do homem, que é a sua consciência. A lei do divórcio é legal – por ser lei -, mas é imoral – não é nada “legal”, pois é projeto do coração do diabo colocado no coração dos homens.

Por que o número dessa prática [divórcio] está cada vez maior? Porque só é capaz de se casar com alguém aquela pessoa que se casou consigo primeiro. Como vou viver uma comunhão com alguém se em mim está tudo fragmentado, dividido? Não tem como!

Por outro lado, as famílias encontram-se – especialmente esposo e esposa – totalmente distantes do tripé que rege o sacramento do matrimônio: espiritualidade, diálogo e cultivo.

Espiritualidade: Onde estão as famílias? Alimentando-se da Palavra de Deus e da Eucaristia dominical? Existem muitas famílias que se reúnem para quinze horas de novela semanal e não têm uma hora de seu tempo para a Santa Missa no domingo. Há famílias que sabem da vida de todo o mundo, mas não sabem da história da salvação contida na Sagrada Escritura. E depois queremos perguntar o porquê de as coisas estarem indo de “medonho para infernal”?

Diálogo: Dialogar é diferente de conversar. Conversar é falar daquilo que está fora; dialogar é falar daquilo que está dentro, dentro do coração; é partilhar vida, intimidade. É dar-se a conhecer e conhecer o outro; significa rasgar o coração na presença da pessoa amada, sem medo de não ser acolhido (a). Quantas meninas buscam o colo de outros homens em casas de prostituição e motéis, porque não encontram o colo do pai dentro de casa; aliás, pai que não pega filha no colo, pega a filha no colo dos outros. Quantos esposos em prostíbulos, à beira de um balcão de bar, buscando diálogo, pois não têm condições e espaço para dialogar em casa? Quantos filhos cheirando “uma carreira” de cocaína, “beijando um baseado” de maconha, um cachimbo com crack, porque não encontram o rosto de pai e mãe em casa, para poder cheirar e beijar… E assim por diante. Onde estão os casais que dialogam e não brigam? Que estendam a mão para acolher e não para apontar erros e defeitos?

Cultivo: Cultivar uma planta significa cuidar, zelar, exige cuidado, exige abaixar-se constantemente em direção à planta para arrancar as ervas daninhas que estão ali e querem impedir o crescimento e o desenvolvimento dela [planta]. Esposos e esposas são convidados para se cultivarem mutuamente. Como fazer isso? Namorar! Os casais não namoram mais; um para um lado e outro para o outro.

O casal é convidado, os dois juntos, a se abaixar num gesto de profunda humildade e a arrancar aquilo que não presta em cada um; não “do pé da planta” que é a outra pessoa, mas da sua vida, ou seja, cada um dos cônjuges ter a humildade de reconhecer seus erros e mudar. E se colocarem a serviço para servirem-se mutuamente, colocando a pessoa amada como aquela que deve ser servida.

Se vivermos esse tripé, não precisaremos exigir uma carta assinada por satanás. O divórcio existe, pois pessoas divididas só podem querer se separar das outras. Nunca nos esqueçamos desta verdade: o amor é mais forte do que a morte! Porém, ele morre. Como? O amor nunca morre de morte natural: ele é sempre assassinado. Principalmente, quando algum dos pés é quebrado deste tripé: espiritualidade, diálogo e cultivo.


Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

Jesus vem, nos dizer no evangelho de hoje,que tudo aquilo que recebemos pela graça de Deus,deve ser frutificado. Assim como os dois primeiros empregados deste homem nobre, que lhe fizeram render suas moedas de prata.

Em nossa comunidade, Deus nos confia um tesouro de grande valor para o reino as 5:00 da manhã , que é a Palavra de Deus. Nos como missionários e Cristãos, devemos fazer render essas palavras de vida e salvação, ou seja, uma espera ativa pela salvação.

Se não formos capazes de adiantar para nossos irmãos e irmãs o que nos foi confiado, não formos fiéis a tão pouco que nos é dado com medo de uma conversão, por que é isso que a palavra nos revela, conversão,então estaremos agindo como o terceiro empregado do homem nobre,encarcerando a palavra em seu coração e deixando de conduzir outros a salvação.

Que a paz do nosso Senhor Jesus esteja com todos.



Maikon Coelho MVC

Consagrado de vida integral da Comunidade Obra Missionária Virgem Do Carmo Peregrina
Diocese de Rio Grande
16.11.2010

Jesus entra em Jericó, que é a cidade mais antiga do mundo, com cerca de 10 mil anos. Essa cidade se encontra no deserto da Judeia. Ali mora uma pessoa muito odiada por todos pelo fato de ser cobrador de impostos – profissão que se caracteriza numa traição ao seu povo, pois toma impostos dos próprios irmãos conterrâneos, para serem dados ao Império Romano. Esta pessoa, cobradora de impostos, odiado por todos, é Zaqueu.

Zaqueu é esta pessoa, segundo Lucas, de estatura baixa e, como qualquer pessoa, por mais que se encontre perdida, em seu mais íntimo possui uma sede de felicidade, de realização, que o dinheiro não lhe trouxe e nunca trará. Ele é um homem rico, mas paupérrimo em seu mais íntimo nos valores e nas virtudes.

Zaqueu sobe no sicômoro na perspectiva de ver este tal de Jesus e poder ser acolhido por Ele; o Senhor também o vê. A surpresa para Zaqueu é que, além de ter visto o Senhor, Ele lhe diz que quer ir à sua casa. Zaqueu, surpreso e maravilhado, não desce da árvore, e sim, desaba – acredito eu.

Em casa de Zaqueu, Jesus o ama profundamente, fazendo refeição e partilhando a vida com aquele que, nem ele mesmo acreditava mais em si. O que mais me deixa maravilhado nesta passagem acerca do encontro de Cristo com Zaqueu é que Lucas – profundamente detalhista no seu Evangelho – não narra o assunto, a partilha que Zaqueu teve com Jesus. Isso é para nos dizer que aquilo que se encontra no mais íntimo do nosso coração, a nossa intimidade, é uma realidade que não diz respeito a ninguém; mas somente a nós e a Jesus.

Cristo passa hoje pela vida de cada um de nós. Creio profundamente que esta árvore hoje não seja um sicômoro, mas sim Nossa Senhora. Por quê? Porque Maria é esta árvore, cujo fruto é Jesus Cristo, o Salvador da humanidade. Para termos o fruto da vida, que é Jesus, subamos nesta árvore que é Nossa Senhora, ou seja, sejamos íntimos da Virgem Maria para que possamos acolher Jesus Cristo – o fruto da vida – em nossa vida.

A maior causa pela qual não estamos gestando frutos de santificação em nós se dá pelo fato de não estarmos impregnados de Maria; o Espírito Santo não realiza as grandes maravilhas que quer realizar, não porque não pode ou não quer; pelo contrario. O Espírito Santo não encontra almas apaixonadas pela Sua Esposa – Nossa Senhora. Quando o Espírito Santo encontra uma alma apaixonada pela Sua Esposa – como não existe esposo sem esposa – aí Ele entra e realiza as maiores maravilhas que pode acontecer na existência humana.

Em Pentecostes, os apóstolos não fazem uma experiência de pedir o Espírito Santo – diretamente. Eles fazem uma experiência com Maria e é dessa experiência que recebem o Esposo da Virgem, o Espírito do Pai, por meio do Filho.

Tudo isso para dizer que Zaqueu hoje é cada um de nós. O sicômoro é Maria – a árvore que trouxe o maior fruto para a humanidade, proveniente de Deus: Jesus Cristo. Permitamos receber Jesus na nossa casa e esta casa tem nome: o coração de cada um de nós. Somente quando o Senhor entra em nossa vida, em nosso coração, é que tudo se transforma.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
15.11.2010

Jesus, no Evangelho de hoje, deixa muito claro acerca do que acontece na ressurreição: todos viveremos como irmãos. Mas devemos nos aprofundar nesse assunto e nos perguntarmos o que significa ressurreição. Ressurreição para a vida é a resposta frente uma vida vivida, na qual tivemos a coragem de produzir muitos e bons frutos de santidade. Pelos frutos, a ressurreição começa aqui, nesta vida.

Uma das realidades mais lindas existentes em nossa vida é a certeza de que Deus nos criou por amor e para o amor. A nossa vocação fundamental é a vivência do amor; as demais vocações – sacerdócio, vida religiosa, matrimônio, vida leiga – são consequências disso, ou seja, serão a maneira como viveremos esta vocação primeira: o amor. Somos frutos do amor; não somos frutos de um acaso, de uma sorte boa ou má; não, somos frutos do querer misericordioso, amoroso e terno da Trindade Santa.

Ora, se somos frutos deste amor da Santíssima Trindade (e o somos!), não tenhamos dúvidas disso nunca – logo, no que depender de Deus, tudo concorrerá para que venhamos a dar certo. Repito: no que depender de Deus tudo já deu certo, indiferentemente das dificuldades e sofrimentos pelos quais passamos ou estejamos passando. Nós precisamos acreditar nessa verdade.

No Evangelho, Jesus pela boca de Lucas, é taxativo ao dizer: “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos”. Na verdade, essencialmente, o que Cristo quer dizer com isso? O Senhor quer nos dizer que não existe árvore ruim, pois esta árvore – analogicamente falando – somos cada um de nós; ora, se somos filhos de Deus – repito: e o somos! – por natureza somos bons; o que é ruim, muitas e muitas vezes, são nossa atitudes, ou seja, ou frutos maus que produzimos no lugar dos bons [frutos].

O agir segue o ser. Para dizer que os nossos gestos, as nossas reações, as nossas posturas informam tudo a respeito de nós. Repito: o agir segue o ser. Biblicamente falando: a árvore é conhecida pelos seus frutos.

E quanto a nós? Quais frutos estamos produzindo? Veja, aqui não adianta perguntar quais frutos queremos produzir, mas quais podemos produzir diante do fato de que exteriorizamos em nossa vida não o que gostaríamos, mas o que podemos proporcionar. Não basta querer, pois é uma questão de poder.

E como o demônio procura jogar na nossa cara (por causa dos frutos que produzimos, os quais gostaríamos e lutamos para que sejam bons, mas muitos são de qualidade inferior) que somos árvores más, estéreis, que nunca daremos certo na vida! E como existem pessoas que já assimilaram essa palavra de maldição em suas vidas!

Não, não existe árvore má; existem frutos maus, por causa da falta de nutrientes dessa árvore. Sim, o problema está na falta de nutrientes desta árvore, pelo local em que ela se encontra plantada; no solo do qual ela se alimenta.

Existe uma afirmação sobre a qual se diz que para resolvermos algo precisamos ir à raiz do problema. Neste caso, com relação à Palavra de hoje, é preciso ir mais fundo ainda, ou seja, é preciso ir ao solo e analisar quais nutrientes essa terra pode nos proporcionar, para que produzamos frutos de qualidade. De que solo estamos nos alimentando? Onde estamos plantados? Só existe um solo capaz de fazer com que venhamos a produzir os frutos: um solo que seja fértil, nutritivo. E esta nutrição é a Palavra de Deus; é a Eucaristia; são as práticas de misericórdia a serem vividas e praticadas na vida do irmão – materiais e espirituais –; é a vida fraterna com aqueles com quem convivemos… dentre tantas outras.

Estamos produzindo frutos ruins, pois estamos nos alimentando com veneno; estamos plantados em lugares contaminados; quantos alimentos estão aí sendo oferecidos que são verdadeiros venenos: muitos programas de televisão e músicas que são verdadeiros venenos, pois só nos instigam a uma vida de prostituição e promiscuidade; falsas amizades que nos propõem sempre a fazer aquilo que é contra a vivência dos valores e das virtudes…

Um outro fator que nos impossibilita de produzirmos bons frutos é o medo, que é a pedagogia do demônio para nos destruir. O medo do sofrimento, da cruz, faz com que venhamos a nos acomodar. Todos querem ressuscitar, mas ninguém quer morrer, ninguém quer cruz. Isso é contraditório. Não adianta, meus irmãos e irmãs, árvore que dá fruto sempre tomará paulada, já diz um ditado antigo. Livremo-nos deste medo das pauladas, pelo fato de darmos bons frutos. Não olhemos para as pancadas que tomamos, mas olhemos para Jesus, para os frutos que Ele produz em nós e para os outros por intermédio d nós.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
14.11.2010

Jesus, no Evangelho de hoje, deixa muito claro acerca do que acontece na ressurreição: todos viveremos como irmãos. Mas devemos nos aprofundar nesse assunto e nos perguntarmos o que significa ressurreição. Ressurreição para a vida é a resposta frente uma vida vivida, na qual tivemos a coragem de produzir muitos e bons frutos de santidade. Pelos frutos, a ressurreição começa aqui, nesta vida.

Uma das realidades mais lindas existentes em nossa vida é a certeza de que Deus nos criou por amor e para o amor. A nossa vocação fundamental é a vivência do amor; as demais vocações – sacerdócio, vida religiosa, matrimônio, vida leiga – são consequências disso, ou seja, serão a maneira como viveremos esta vocação primeira: o amor. Somos frutos do amor; não somos frutos de um acaso, de uma sorte boa ou má; não, somos frutos do querer misericordioso, amoroso e terno da Trindade Santa.

Ora, se somos frutos deste amor da Santíssima Trindade (e o somos!), não tenhamos dúvidas disso nunca – logo, no que depender de Deus, tudo concorrerá para que venhamos a dar certo. Repito: no que depender de Deus tudo já deu certo, indiferentemente das dificuldades e sofrimentos pelos quais passamos ou estejamos passando. Nós precisamos acreditar nessa verdade.

No Evangelho, Jesus pela boca de Lucas, é taxativo ao dizer: “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos”. Na verdade, essencialmente, o que Cristo quer dizer com isso? O Senhor quer nos dizer que não existe árvore ruim, pois esta árvore – analogicamente falando – somos cada um de nós; ora, se somos filhos de Deus – repito: e o somos! – por natureza somos bons; o que é ruim, muitas e muitas vezes, são nossa atitudes, ou seja, ou frutos maus que produzimos no lugar dos bons [frutos].

O agir segue o ser. Para dizer que os nossos gestos, as nossas reações, as nossas posturas informam tudo a respeito de nós. Repito: o agir segue o ser. Biblicamente falando: a árvore é conhecida pelos seus frutos.

E quanto a nós? Quais frutos estamos produzindo? Veja, aqui não adianta perguntar quais frutos queremos produzir, mas quais podemos produzir diante do fato de que exteriorizamos em nossa vida não o que gostaríamos, mas o que podemos proporcionar. Não basta querer, pois é uma questão de poder.

E como o demônio procura jogar na nossa cara (por causa dos frutos que produzimos, os quais gostaríamos e lutamos para que sejam bons, mas muitos são de qualidade inferior) que somos árvores más, estéreis, que nunca daremos certo na vida! E como existem pessoas que já assimilaram essa palavra de maldição em suas vidas!

Não, não existe árvore má; existem frutos maus, por causa da falta de nutrientes dessa árvore. Sim, o problema está na falta de nutrientes desta árvore, pelo local em que ela se encontra plantada; no solo do qual ela se alimenta.

Existe uma afirmação sobre a qual se diz que para resolvermos algo precisamos ir à raiz do problema. Neste caso, com relação à Palavra de hoje, é preciso ir mais fundo ainda, ou seja, é preciso ir ao solo e analisar quais nutrientes essa terra pode nos proporcionar, para que produzamos frutos de qualidade. De que solo estamos nos alimentando? Onde estamos plantados? Só existe um solo capaz de fazer com que venhamos a produzir os frutos: um solo que seja fértil, nutritivo. E esta nutrição é a Palavra de Deus; é a Eucaristia; são as práticas de misericórdia a serem vividas e praticadas na vida do irmão – materiais e espirituais –; é a vida fraterna com aqueles com quem convivemos… dentre tantas outras.

Estamos produzindo frutos ruins, pois estamos nos alimentando com veneno; estamos plantados em lugares contaminados; quantos alimentos estão aí sendo oferecidos que são verdadeiros venenos: muitos programas de televisão e músicas que são verdadeiros venenos, pois só nos instigam a uma vida de prostituição e promiscuidade; falsas amizades que nos propõem sempre a fazer aquilo que é contra a vivência dos valores e das virtudes…

Um outro fator que nos impossibilita de produzirmos bons frutos é o medo, que é a pedagogia do demônio para nos destruir. O medo do sofrimento, da cruz, faz com que venhamos a nos acomodar. Todos querem ressuscitar, mas ninguém quer morrer, ninguém quer cruz. Isso é contraditório. Não adianta, meus irmãos e irmãs, árvore que dá fruto sempre tomará paulada, já diz um ditado antigo. Livremo-nos deste medo das pauladas, pelo fato de darmos bons frutos. Não olhemos para as pancadas que tomamos, mas olhemos para Jesus, para os frutos que Ele produz em nós e para os outros por intermédio d nós.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

sábado, 13 de novembro de 2010


13.11.2010

Evangelho segundo São Lucas (Lc 18, 1-8)

Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar:
- Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém. Nessa cidade morava uma viúva que sempre o procurava para pedir justiça, dizendo: "Ajude-me e julgue o meu caso contra o meu adversário!"
- Durante muito tempo o juiz não quis julgar o caso da viúva, mas afinal pensou assim: "É verdade que eu não temo a Deus e também não respeito ninguém. Porém, como esta viúva continua me aborrecendo, vou dar a sentença a favor dela. Se eu não fizer isso, ela não vai parar de vir me amolar até acabar comigo."
E o Senhor continuou:
- Prestem atenção naquilo que aquele juiz desonesto disse. Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro di a e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo? Eu afirmo a vocês que ele julgará a favor do seu povo e fará isso bem depressa. Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na terra?

Ao longo de nossa vida passamos por situações ou presenciamos atos de injustiça. Cabe ao cristão lutar e clamar ao Senhor-Justo-Juíz que faça justiça, jamais podemos pedir vingança. Cabe ao cristão amar e perdoar mas também cabe ao cristão ser a voz do Senhor no meio dos seus irmãos. Os pequeninos do Reino que precisam de voz corajosa e profética para anunciar a Boa Nova, Cristo Jesus que se encarnou no meio de nós, deixou sua mensagem, morreu por nós na Cruz afim de salvar todos os que acreditam e ressuscitou ao 3º dia como sinal da concretização de sua promessa. O Divino Mestre hoje nos mostra que a fé precisa ser cultivada, vivida, experenciada, pois caso contrário, ela se extinguirá. Rezemos para que o Senhor aumente em nós o dom da fé.

Leonardo Zaromski

Comunidade da filosofia
Diocese de Pelotas R.S.

12.11.2010

Tantas vezes fizemos planos e projetos e achando que tudo vai da certo e assim colocamos a nossa responsabilidade diante de Deus, e quando não da certo nossos planos no viramos contra Deus com murmurações e iniquidades e como aconteceu com aquele povo que faziam festa, comiam e bebiam e se distanciavam de Deus um dia veio o diluvio e acabou com tudo, e quantas vezes nos mesmos criamos esse proprio diluvio que destroi nossa vida e a relação com Deus...

Por nenhum motivo o discípulo de Jesus pode bandear-se para o pecado como se sua atitude fosse sem conseqüências. Afinal, o julgamento divino antecipa-se, e acontece no dia-a-dia, vivido na fidelidade a Deus e ao seu Reino.

Aí, já se constrói a salvação

Roger Almeida Pereira

Técnico em Agropecuária
Ministério de Acolhida e Artes do Grupo de Oração São Pedro
Diocese de Santa Maria

11.11.2010

Leitura: Filemon 7-20
Evangelho: Lucas 17, 20-25

Irmãos, a paz do Senhor esteja com vocês.
O Senhor nos fala hoje, por meio da liturgia, sobre a vinda do Reino e sua manifestação em nosso meio.
Na carta a Filemon, São Paulo nos mostra que o Evangelho vem para pôr fim às diferenças entre os homens e os liberta da escravidão. Ele nos mostra que há valores a serem cultivados que são muito mais importantes que as dívidas materiais, a saber: o amor fraterno, a solidariedade,...
Neste sentido, Jesus nos fala através do Evangelho. Ele nos diz que é inútil buscar sinais do Reino, mas que Ele próprio estará presente onde sua ação for continuada.
O Reino não se manifesta de forma ostensiva, mas está em nosso meio e vamos construindo-o em nossas vidas sempre que damos seguimento à ação de Jesus.
Perguntamo-nos, então: “Temos trabalhado pela construção do Reino de Deus em nossa vida e na vida dos irmãos?”
Busquemos diariamente a construção do Reino na vivência do amor fraterno, da solidariedade e da justiça e, assim, o próprio Jesus irá se manifestando em nossas vidas.

Tenham todos um bom dia e permaneçam na paz do Senhor
Camila Ines Ribeiro
Acadêmica do Curso de Matemática – UFSM
Ministério de Comunicação Social – Grupo de Oração Jovem São Pedro – Diocese de Santa Maria.

terça-feira, 9 de novembro de 2010


09/11/2010

Proclamação do Evangelho segundo João (João 2, 13-22)
Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias o levantarei”. 20Os Judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.

Amados do Rei! Como é bom vivermos na certeza de que Jesus é por nós! Neste dia, onde recordamos a dedicação da basílica de Latrão, a catedral do Papa, localizada na Italia e considerada a “mãe” de todas as igrejas do mundo.
Recordamos neste texto de João, o momento em que Cristo se achega ao templo santo e lá verifica que muitos estavam utilizando o local para realizarem negócios. Naquele local santo, o que se buscava não era mais à Deus, mas sim o dinheiro que a exploração do Nome Dele gerava. Jesus, verificando a exploração no local, não tem duvidas. Afasta todos daquele local à chicote! Veja bem! Um homem santo, Filho do Homem! Ao perceber o que estava acontecendo, em um ataque de “ira Santa”, manda embora os vendilhões! Aqueles que deturpavam a realidade Santa do local! Quanta coragem! Sozinho, aos gritos, expulsou todos!
Fico pensando na reação daqueles comerciantes, que vendiam seus produtos e abruptamente foram expulsos de um Galileu que dizia que aquela casa era do SEU PAI! Devem ter chamado Jesus de louco, devem ter caçoado, xingado e até mesmo ameaçado à Jesus para que parasse sua empreitada. Estes homens, certamente se irritaram com a reação de Jesus, a ponto de querer bater nele!
Mas quando a Mão do Deus Todo Poderoso está sobre Seu amado, nada nem ninguém ousa enfrentar! Foi assim com Jesus! É assim com todos nós, que “ousamos” desafiar os “grandes” e passamos a lutar pelo evangelho encarnado! Passamos a lutar por Jesus! Defende-Lo! Ousadamente saímos às ruas para anunciar as graças do Pai, a salvação que vem de Jesus! Precisamos ter esta confiança diariamente! A mesma confiança que fez com que Jesus nem pensasse se ia ou não ao encontro daqueles vendilhões!
Sejamos ávidos pelo Evangelho! Sejamos cedentos pelas coisas do Alto! E o mais importante. Que possamos manter nosso corpo, um perfeito santuário, tal qual nos traz a carta de São Paulo aos coríntios, no capitulo 3, quando traz a notícia de que nosso corpo é templo do Espírito Santo e precisa ser zelado com cuidado! Não nos entreguemos aos vendilhões! Que de forma sorrateira querem explorar o templo! Querem tirar a santidade do templo que traz o Espírito Santo!
Se necessário, façamos um exercício de reconstrução... Se está difícil, se não conseguimos deixar dos vicios que nos afastam ou que acabam por macular este território Santo que é o meu e o teu corpo, que possamos fazer como Jesus. Nos descontruamos inteiramente, para que Jesus possa nos reconstruir. Fazer de nós uma Santa Habitação!
Jesus quer! Ele quer! Deixe Jesus agir HOJE na tua vida.
Possamos orar juntamente...
“Pai, hoje entrego meu corpo em tuas mãos. Sei que muitas vezes utilizei meu corpo de forma errada. Entreguei-me aos prazeres da carne, aos pecados, aos vícios... Deixei com que os vendilhões utilizassem de forma errada meu corpo, local de habitação do Espírito do Altissimo. Peço-Te hoje, mais uma vez. Reconstrua-me segundo a Tua vontade! Quebre em mim toda e qualquer resistência à ser inteiramente Teu! Faça de mim, um homem/mulher novo/nova. Te peço Pai, em nome de Jesus, reconstrua minha vida, minha afetividade, minha sexualidade. Reconstrua Pai, minha família, meus relacionamentos e meu trabalho. Que eu seja utilizado por Ti, Deus todo poderoso! Somente por ti! Em nome de Jesus. Amém.”

Façamos este propósito de sermos somente de Jesus. Ele reconstruiu o templo. Ele reconstruiu a Igreja do Senhor. Ele quer nos reconstruir.
Deus te abençoe!
São Padre Pio! Rogai por nós!

Cristiano Zart
MCS – RS
Capão da Canoa/RS

sexta-feira, 5 de novembro de 2010


05.11.2010

O Evangelho deste dia nos apresenta uma verdade fundamental para o nosso seguimento de Jesus Cristo: ou servimos a Deus ou servimos ao dinheiro. Não existe meio-termo: ou amamos um e odiamos o outro, ou nada feito; não dá para ficarmos em cima do muro; precisamos nos decidir. Aliás, a vida é feita e foi sempre feita por decisões; a vida tem o sentido que tem pelas decisões que tomamos.

Cristo, para bem ilustrar a decisão que precisamos tomar para atingir a verdadeira felicidade – que está n’Ele – nos apresenta uma parábola muito interessante e que nos faz refletir e repensar acerca da vida que estamos vivendo.

Jesus, na referida parábola, apresenta um certo administrador que está dirigindo de forma muito errada os bens do seu patrão. E este – o patrão – deixa bem claro que vai demitir seu subordinado, pois não há mais condições de administrar a falta confiança; o patrão deixa de acreditar em seu administrador.

O administrador infiel, sabendo que vai ser demitido e que vai passar por muitas dificuldades, e que nada material vai suprir sua carência, diz para si, em outras palavras: “Já estou velho, cansado, sem condições de reiniciar a minha vida… já é tarde, e agora só me resta me preocupar com aquilo que vale a pena”. Ele vai aos devedores do seu patrão e pede-lhes que estabeleçam, como dívida, um valor a ser pago bem menor do que é a realidade a ser acertada. Estes que deviam, passam a dever muito menos e se sentem na obrigação de reconhecer que, uma dívida, agora, possuem para com aquele administrador que lhes ajudou.

Jesus elogia profundamente a atitude daquele administrador. Sim, por incrível que pareça, Cristo acha muito inteligente a sua atitude diante da dificuldade que encontra na vida. Todavia, meus irmãos e minhas irmãs, vamos entender o que o Senhor elogia e nos motiva a fazer, a exemplo daquele administrador, que, com certeza, o fato elogiado não é a corrupção e a pilantragem dele. É outra coisa que, mais adiante, vamos entender perfeitamente.

Na época de Jesus, este sistema de trabalho funcionava da seguinte forma: o patrão estipulava um certo valor a respeito da mercadoria que ele vendia e propunha aos administradores o seguinte: o que estes conseguissem a mais seria [no valor da mercadoria comercializada] deles. Por exemplo, se o patrão cobrasse cem reais por um barril de óleo e o administrador cobrasse 200 reais, estes cem reais excedentes seriam do administrador. Para entendermos que, na parábola, o administrador não baixa o valor que o patrão estipulara, ou seja, o desconto que ele pede para pôr no papel é o resultado de não cobrar a parte que seria dele. Ele oferece esta parte em troca da amizade deles, pois passa a saber que, nesta vida, muito mais importante que ter dinheiro é ter amigos.

O elogio que Jesus faz acerca deste administrador, e que chama a atenção para que nós venhamos a fazer o mesmo, é que, nesta vida, muito mais importante que bens materiais são os relacionamentos que fazemos com os irmãos e com Deus. Com Deus numa vida profunda de oração, como vai dizer Paulo na 2ª leitura e com os irmãos, como diz a parábola.

Esse administrador teria todos os motivos para não dar nenhum desconto àqueles que deviam para o seu patrão, pois ele precisaria dessa soma, com certeza, logo depois, pois seria demitido. Não, ele vê que na vida bens materiais ficam, perecem, são realidades terrenas; eterno, com profundo sentido, são os relacionamentos que fazemos com Deus e com nossos irmãos. Estes não acabam jamais. Esta é a esperteza que Cristo elogia.

Como se encontram os nossos relacionamentos? Estamos dando mais tempo e atenção, em nossa vida, aos irmãos e a Deus ou aos bens materiais? É impossível servir a Deus e ao dinheiro; devemos tomar uma decisão!


Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

04.11.2010

Fl 3, 3-8a

Sl 104 (105), 2-3. 4-5. 6-7 (R 3b)

Lc 15, 1-10



A liturgia de hoje nos leva a refletir sobre a importância da conversão em nossa vida. Sobretudo, no desejo que Deus tem na felicidade de cada pessoa, começando em nossa vida aqui na terra e, principalmente, se estendendo em salvação eterna.

É apaixonante quando conseguimos mensurar, compreender o quanto Deus tem interesse pessoal por nós. Independente se somos fracos e insistimos no pecado, mesmo não querendo cair. Em nossa vida, por vezes os sentimentos de não ser digno tomam conta de nós e nos colocam no desânimo. Mas Deus luta constantemente por nossa vida, não tem medo de sujar as mãos conosco, vai em busca de uma única ovelha, briga por ela, por mais que nossa miséria seja grande. As histórias no evangelho, nos mostram a vivacidade da palavra de Deus e que as promessas de antigamente se repetem ainda hoje. Jesus veio enfrentar e vencer a morte, justificar nossos erros e até hoje deseja que reconheçamos isto. Observemos aqui que o principio fundamental da vida plena em abundância, e que gera a salvação eterna é, sobretudo, reconhecer o Cristo que é a salvação para nossa vida, ouvindo a voz do pastor, aceitando-o como Senhor. "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna, jamais morrerão, eternamente, e ninguém as tirará da minha mão." (João 10:27 e 28).

Assim como Zaqueu sendo pecador, ladrão, indigno de Deus perante a sociedade, teve o sincero desejo de converter seus caminhos e reconheceu a Jesus como o salvador quando o encontra, e o próprio Senhor proclamou a salvação entrando na vida daquele homem, não julgando sua condição. O que importa pra Deus não é nossa condição santa, mas sim nossa intenção de assim o ser. Deus só precisa disso pra realizar a obra dele, da nossa intenção sincera.

Na conversa com a prostituta que estava prestes a ser apedrejada, após dispensar o povo ele olha nos olhos dela e diz: eu não te julgo, vai e não volte mais a pecar; ou ainda observando no Evangelho de São Lucas na conversa de Jesus crucificado com o criminoso, quando sem forças para falar o Senhor perdoa aquele homem: “Eu te asseguro: ainda hoje estarás comigo no paraíso”.

Jesus vêm nos conscientizar com seu testemunho de vida que Deus não nos exige que nunca mais pequemos, pois conhece nossas fraquezas, mas se interessa pelo nosso sincero desejo de buscarmos a ele, de nos converter.

É quase humanamente impossível compreender tanto amor, e também tão incompreensível ficar indiferente a ação de Cristo em nossa vida, que primeiro nos ensina a importância da conversão e depois nos conduz a ela passo a passo. São Paulo nos relata na carta aos Filipenses como era perseguidor da igreja e, após, o encontro com Jesus tudo mudou. A salvação entrou em sua vida e, assim, renunciou a tudo pelo bem maior que é Jesus, podendo descobrir o verdadeiro sentido de sua realidade, que parecia ser muito boa, mas faltava a sua essência, o verdadeiro amor.

E a consequência é que São Paulo se apaixona, assim como nós também nos apaixonamos quando vivemos a experiencia do crucificado em nós; “Por ele tudo desprezei e considero lixo a fim de ganhar a Cristo e estar com ele, não tendo justiça própria, que vem da lei, mas aquela que nasce da fé em Cristo, a justiça que vem de Deus pela fé.”

Que hoje possamos reavivar nosso amor por aquele que é o nosso verdadeiro amor, que luta constantemente e nunca desiste de nós. Que diariamente instaura a salvação e nos oferece a plenitude da vida já aqui na terra. Para que, dessa forma, tenhamos força e empenho em desejar plenamente a vida com Deus.

Que pela intercessão de Maria Santíssima Deus abençõe, proteja cada um e que o Espírito Santo conduza cada passo nosso.


Abraços, e um ótimo dia a todos.



Vinicius Dieter

03.11.2010

“Espera no Senhor e sê forte! Fortifique-se o teu coração e espera no Senhor!” Sl 26, 14

Olá queridos irmãos, a paz de Jesus!
Hoje a liturgia nos convida a refletir a Palavra que está na carta de São Paulo aos Filipenses 2,12-18 e o Evangelho de São Lucas 14, 25-33.
A Palavra de Deus hoje é rica e muito clara: para ser discípulo de Jesus, para seguir os seus passos e andar por onde Ele andou é preciso RENÚNCIA, é preciso morrer! Ora, se quero chegar onde Ele chegou, ou seja, se quero ir para junto do Pai, eu preciso passar por onde Ele passou... eu preciso passar pela cruz!
E Jesus usa uma palavra difícil para demonstrar como devemos agir diante das coisas que passam, Ele disse que eu devo odiar... Para eu é difícil pensar em odiar minha família, minha vida... Mas pensando bem, como fala a nota de rodapé da minha Bíblia, eu devo AMAR MENOS... ou me DESAPEGAR! Tudo aqui passa e eu preciso passar por este mundo sem me apegar as coisas que passam... amar, mas amar menos pois existem coisas que precisam ser mais amadas!!! Eu preciso morrer para o que passa...
Para isto, preciso ser perseverante na minha caminhada, pois irão existir muitos obstáculos. A nossa sociedade e as coisas que o mundo prega são contrárias... me dizem para aproveitar ao máximo as coisas deste mundo... deixa a vida me levar! Tudo o que Deus criou é bom, mas eu preciso saber usar e saber que tudo passa, não posso me apegar a nada, nem a mim mesma.
Preciso tomar posse da minha vida, preciso saber de onde vim e para onde vou e me empenhar ao máximo para alcançar o alvo, a meta que é Cristo, o céu, a eternidade junto do Pai! Nada mais importa! Para isso, São Paulo me diz que preciso “temor e tremor”... e Santa Teresa de Jesus usa mais ou menos a mesma expressão, dizendo que é preciso amor e temor: “o amor me fará apressar o passo e o temor me fará cuidar por onde ando”. Por onde eu tenho andado? Para onde estou indo? No amor, a prudência é importantíssima... pois, as vezes, o amor é cego... e podemos tropeçar mesmo tendo as melhores intenções.
Para eu, hoje ficam três palavras: RENÚNCIA, PRUDÊNCIA E ESPERANÇA! E nestas três palavras, muito barulho bom dentro de mim...

Senhor, eu quero estar contigo para sempre. Me ajuda a começar agora, Te escolhendo e Te amando mais que tudo! E sempre MAIS!

Virgem do Carmo Peregrina, peregrinai conosco!

Ana Paula Kirchhof

terça-feira, 2 de novembro de 2010


02.11.2010


Primeira leitura (Jó 19,1.23-27a)
Segunda leitura (Romanos 6,3-9)
Evangelho (João 11,17-27)

Comemoração dos Fiéis Defuntos

Hoje, com toda a Igreja, somos convidados a rezar pelos nossos entes queridos que já partiram desta vida e que se encontram junto de Deus, intercedendo por cada um de nós. Somos convidados a rezar pelos que se purificam no purgatório, para poderem contemplar a Deus na visão beatífica. Também somos convidados a rezar e, em Deus, transcender a dor da perda e saborerar a dor da saudade. Não é fácil!

Na ocasião do Evangelho de hoje, João relata a morte de Lázaro e, consequentemente, a dor de Marta pela perda do irmão. Ela, quando Cristo chega, desabafa: ”Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”. Muitos ”amigos” estavam na casa pela morte de Lázaro; mas por que Marta espera Jesus chegar para desabafar a dor do coração? Porque há momentos na vida em que nem o melhor amigo nosso terá condições de nos consolar; no máximo, ele nos mostrará – com a vida –, o Senhor, pois, somente Ele pode nos entender e nos consolar.

Precisamos nos perguntar: onde e com quem estamos buscando superar a dor das nossas perdas? Se é com um amigo você pode estar comprometendo a linda amizade que construiu, pois ele não terá condições de entender você. Não devemos dar responsabilidade para quem não pode, ou seja, busquemos nos nossos amigos a força para irmos até Jesus: o Único que pode nos entender e consolar, pois nos olha e nos entende por dentro, pois se encontra no mais íntimo de nós. Só Cristo pode nos sustentar em nosso sofrimento. Onde e com quem estamos vivendo a dor do nosso sofrimento? Muitos estavam ali na casa de Marta, mas ela esperou chegar Aquele que poderia compreendê-la verdadeiramente: Jesus Cristo.

Como Marta nós somos chamados a transformar o mundo e cada um de nós por intermédio do trabalho sério, comprometido e santificado; o maior trabalho que podemos realizar para a transformação do mundo é transformarmos o nosso interior, trazendo Deus como o centro. Marta aprende com sua irmã, Maria, que devemos escolher a melhor parte, aquela que não nos será tirada. Na vida, tudo perderemos e aquilo que achamos ter perceberemos – mais cedo ou mais tarde – que nunca tivemos. Aquilo que nunca nos será tirado é o que tivermos construído em Deus e para Deus.

Queremos aprender com Santa Marta, neste dia de comemoração dos fiéis defuntos, que na vida somos aquilo que construímos enquanto relação com Deus, colocando nossos dons e nossas qualidades a serviço dos irmãos.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

01.11.2010
Primeira leitura (Filipenses 2,1-4)
Evangelho(Lucas 14,12-14)

É fácil ajudar, amar, acolher, servir, aqueles que podem nos retribuir. É conveniente, cômodo, promissor, podemos até dizer: puxa-saquismo. Difícil e nobre é servir aqueles que não podem nos retribuir. Isso não quer dizer que não tenhamos de servir aqueles que podem nos retribuir; não, a questão é que devemos servir a todos, sem jamais buscarmos algo em troca. Mas a pergunta é esta? O que é servir? Como servir? A parábora que antecede este texto do evangelho de hoje, pode nos ajudar a entender o segredo do servir e do serviço.

Confesso, que não conseguiria explicar como que na Igreja ainda exista uma ideia totalmente distorcida e doentia de Deus. Está aí a grande causa de tantas pessoas estarem doentes, ou seja, a visão doentia que se tem de Deus faz adoecer aquele que a tem. Imagina-se Deus como aquele que está distante, bravo, muito ocupado em ver o que fazemos de errado para nos cobrar no momento oportuno, que não vive comunhão conosco, que não se alegra e convive com seus filhos. Jesus é a revelação plena do Pai; Ele é o “Emanuel”, ou seja, Ele é o “Deus conosco”. Que maravilha! Jesus é este que sabe viver a vida, está próximo dos seus, no meio do povo procurando levar todos a uma experiência com Ele, com seu amor. Ele não se mistura com nossos pecados, mas abraça a cada um e faz comunhão com todos. Ele entra na vida toda de cada um de nós, para que possamos entrar na Dele, ou seja, para que nos santifiquemos. Ele não tem medo de conviver, brincar, tomar refeição com todos, dançar e se divertir.

É sábado, acabou-se de viver o dia santo para os judeus, apos ouvirem a Palavra de Deus na Sinagoga, um fariseu convida Jesus para uma refeição. Na cultura, todas as pessoas importantes, bem sucedidas, vão sentando-se a partir do dono da casa, por ordem de importância: do dono da casa, depois os mais importantes, os mais velhos e os demais, exatamente nesta ordem. Jesus observa o cenário, a busca de lugares importantes por parte de muitos que se encontram na casa e lança a parábola aos convidados.

Nesta parábola, Jesus não quer ensinar um truque acerca de como fazer para ser reconhecido e ser convidado para os melhores lugares. Não, Jesus ao dizer isso, não está ensinando nada de novo, pois na cultura judaica já era ensinado às crianças de como fazer para não passar vergonha na frente dos outros: senta no último lugar. Se te chamarem, tu ficarás engrandecido diante dos outros; se não te chamarem, tu não passa vergonha, pois não te mandarão sair, pois não tomaste um lugar que não te pertencia.

Jesus quer ensinar o que com isso? Que devemos ser visto e chamado por Deus. Devemos fazer isto aos olhos de Deus, vivendo a nossa vocação, pela qual fomos criados, ou seja, viemos do Amor, por amor, para vivermos o amor entre os irmãos. Este amor só pode ser vivido e testemunhado pela vivencia do serviço. Sentar no último lugar, neste caso, para Jesus, é se sentar sobre a autoridade que nos foi dada no dia do nosso batismo. A autoridade na Igreja chama-se serviço! O maior é aquele que serve, aquele que se coloca como o servo de todos.

Toda via, só é capaz de servir aquele, aquela que possui a virtude da humildade. Só o humilde serve, vive a autoridade da Igreja. A humildade é a mãe de todas as virtudes. Há uma crise de pessoas humildes no mundo, pois as pessoas não se conhecem; por que não se conhecem? Porque não conhecem a Deus. Cristo é a imagem visível do Pai e que reflete aquilo que devemos ser. Quem conhece a Cristo, passa a se conhecer e, se conhecendo, passa a ter um auto-conhecimento; o auto-conhecimento é o pai da humildade e, somente o humildade é capaz de servir; quem serve, será exaltado, pois viverá a humildade – característica essencial da santidade. Tudo está interligado!

Para dizer que, a parábola nos chama a santidade, que começa no auto-conhecimento como fruto de um conhecer a Deus e que gerará a humildade e, esta, me conduzirá ao serviço: a autoridade na Igreja. Por isso que o maior é aquele que serve; porque vive a autoridade, a santidade