segunda-feira, 22 de novembro de 2010


21.11.2010

Neste Evangelho, que hoje a Igreja nos apresenta, é narrada uma Palavra muito dura, mas a única capaz de nos curar verdadeiramente. Essa passagem bíblica nos diz que todos trazemos dentro de nós realidades de hipocrisia, porque queremos sempre apresentar aos outros alguém que não somos, mas que, na verdade, gostaríamos de ser. Essa é a verdade de cada um de nós. Isso é dito a partir da atitude na qual é depositada a oferta no templo. Os hipócritas fazem-na [oferta] para aparecer; os que doam por amor são como a viúva: doam de coração, pois não precisam provar e mostrar nada a ninguém. A viúva é livre; enquanto os hipócritas são escravos de tudo e de todos.

O que gera essa hipocrisia é o medo que trazemos de não sermos aceitos por Deus e pelos outros. E para que sejamos aceitos e quistos, colocamos máscaras e fantasias, instrumentos estes que nos dão uma imagem que agrada a pessoa que nos vê. O problema é que essas pessoas passam a conhecer apenas nossa imagem, mas não a nós mesmos. Um dia essas máscaras cairão.

Ao agirmos com hipocrisia, colocamos “panos quentes” sobre nossas feridas e traumas e nunca seremos curados se não tomarmos a decisão de nos assumirmos, amarmos a nós e nossas enfermidades.

O que significa amar nossas enfermidades? Significa entender que essa ferida é o canal usado por Deus para se encontrar conosco, pois ela se tornará o ambiente de nosso encontro com o Senhor. Então, depois de termos feito a experiência do Amor Divino, teremos condições de trazer cada pessoa necessitada de cura para esse lugar, pois saberemos que, ali, o Senhor vai querer se encontrar com a pessoa ferida e machucada.

Quando passamos por essa experiência, tudo fica diferente. Em vez de julgar e condenar a pessoa ferida – atitude característica do hipócrita e do fariseu –, passamos a nos compadecer dela. Só julga e condena quem é fariseu, hipócrita, aquele que mente, o mascarado; ele, podre, reclama e aponta o mau cheiro do outro. Todavia, aquele que estava doente, quando curado – pois arrancou as máscaras da hipocrisia – se compadece do irmão e passa a não olhar mais para a ferida deste, mas para a sua necessidade de amor e de cura.

A hipocrisia é fruto do amor não experimentado por Jesus. Quem faz uma profunda experiência com Cristo, com o Seu amor, nunca mais precisará mendigar amor, ou seja, não dependerá do amor dos outros – do falso amor – na ilusão de que será feliz. Carência gera escravidão e mentira, pois quem está nessa situação sempre terá de mentir: usar mascará apropriada para cada pessoa e situação. Todavia, quem é amado por Jesus, não mendiga amor; é livre. Logo, nunca precisará mentir e se travestir para poder receber um pouco de amor, reconhecimento, status… Que pobreza!

A hipocrisia é a pior doença que existe, pois ela desfigura, arranca a identidade mais profunda do ser humano; a pessoa deixa de viver e de ser o que ela é para viver a vida e a vontade dos outros; ela nunca é livre! É escrava de tudo e de todos.

Quem ama, ama o outro a partir do que ele possui de pior. Então, não tenhamos medo de nos apresentar como somos diante dos outros, a começar diante de Deus. Aliás, o grande filtro capaz de filtrar os nossos relacionamentos se realiza quando nos apresentamos por inteiro diante de quem se aproxima de nós; nesse momento, só fica ao nosso lado quem nos ama. O resto, some! Por outro lado, quando queremos nos apresentar como se fôssemos as melhores pessoas do mundo, sem defeitos e carências para agradar a todos; estas pessoas vão nos sugando, se aproveitando de nós, vão se amando em nós; mas quando viermos a precisar delas, elas se afastarão, pois descobrirão nossos defeitos e problemas que sempre procuramos esconder delas.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

sábado, 20 de novembro de 2010

20.11.2010

Jesus, no Evangelho de hoje, deixa muito claro acerca do que acontece na ressurreição: todos viveremos como irmãos. Mas devemos nos aprofundar nesse assunto e nos perguntarmos o que significa ressurreição. Ressurreição para a vida é a resposta frente uma vida vivida, na qual tivemos a coragem de produzir muitos e bons frutos de santidade. Pelos frutos, a ressurreição começa aqui, nesta vida.

Uma das realidades mais lindas existentes em nossa vida é a certeza de que Deus nos criou por amor e para o amor. A nossa vocação fundamental é a vivência do amor; as demais vocações – sacerdócio, vida religiosa, matrimônio, vida leiga – são consequências disso, ou seja, serão a maneira como viveremos esta vocação primeira: o amor. Somos frutos do amor; não somos frutos de um acaso, de uma sorte boa ou má; não, somos frutos do querer misericordioso, amoroso e terno da Trindade Santa.

Ora, se somos frutos deste amor da Santíssima Trindade (e o somos!), não tenhamos dúvidas disso nunca – logo, no que depender de Deus, tudo concorrerá para que venhamos a dar certo. Repito: no que depender de Deus tudo já deu certo, indiferentemente das dificuldades e sofrimentos pelos quais passamos ou estejamos passando. Nós precisamos acreditar nessa verdade.

No Evangelho, Jesus pela boca de Lucas, é taxativo ao dizer: “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos”. Na verdade, essencialmente, o que Cristo quer dizer com isso? O Senhor quer nos dizer que não existe árvore ruim, pois esta árvore – analogicamente falando – somos cada um de nós; ora, se somos filhos de Deus – repito: e o somos! – por natureza somos bons; o que é ruim, muitas e muitas vezes, são nossa atitudes, ou seja, ou frutos maus que produzimos no lugar dos bons [frutos].

O agir segue o ser. Para dizer que os nossos gestos, as nossas reações, as nossas posturas informam tudo a respeito de nós. Repito: o agir segue o ser. Biblicamente falando: a árvore é conhecida pelos seus frutos.

E quanto a nós? Quais frutos estamos produzindo? Veja, aqui não adianta perguntar quais frutos queremos produzir, mas quais podemos produzir diante do fato de que exteriorizamos em nossa vida não o que gostaríamos, mas o que podemos proporcionar. Não basta querer, pois é uma questão de poder.

E como o demônio procura jogar na nossa cara (por causa dos frutos que produzimos, os quais gostaríamos e lutamos para que sejam bons, mas muitos são de qualidade inferior) que somos árvores más, estéreis, que nunca daremos certo na vida! E como existem pessoas que já assimilaram essa palavra de maldição em suas vidas!

Não, não existe árvore má; existem frutos maus, por causa da falta de nutrientes dessa árvore. Sim, o problema está na falta de nutrientes desta árvore, pelo local em que ela se encontra plantada; no solo do qual ela se alimenta.

Existe uma afirmação sobre a qual se diz que para resolvermos algo precisamos ir à raiz do problema. Neste caso, com relação à Palavra de hoje, é preciso ir mais fundo ainda, ou seja, é preciso ir ao solo e analisar quais nutrientes essa terra pode nos proporcionar, para que produzamos frutos de qualidade. De que solo estamos nos alimentando? Onde estamos plantados? Só existe um solo capaz de fazer com que venhamos a produzir os frutos: um solo que seja fértil, nutritivo. E esta nutrição é a Palavra de Deus; é a Eucaristia; são as práticas de misericórdia a serem vividas e praticadas na vida do irmão – materiais e espirituais –; é a vida fraterna com aqueles com quem convivemos… dentre tantas outras.

Estamos produzindo frutos ruins, pois estamos nos alimentando com veneno; estamos plantados em lugares contaminados; quantos alimentos estão aí sendo oferecidos que são verdadeiros venenos: muitos programas de televisão e músicas que são verdadeiros venenos, pois só nos instigam a uma vida de prostituição e promiscuidade; falsas amizades que nos propõem sempre a fazer aquilo que é contra a vivência dos valores e das virtudes…

Um outro fator que nos impossibilita de produzirmos bons frutos é o medo, que é a pedagogia do demônio para nos destruir. O medo do sofrimento, da cruz, faz com que venhamos a nos acomodar. Todos querem ressuscitar, mas ninguém quer morrer, ninguém quer cruz. Isso é contraditório. Não adianta, meus irmãos e irmãs, árvore que dá fruto sempre tomará paulada, já diz um ditado antigo. Livremo-nos deste medo das pauladas, pelo fato de darmos bons frutos. Não olhemos para as pancadas que tomamos, mas olhemos para Jesus, para os frutos que Ele produz em nós e para os outros por intermédio d nós.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
19.11.2010

Somos templos vivos do Espírito Santo. Ora, se somos templo vivos - e o somos - isso significa que esta casa - que é de Deus - precisa ser uma casa de oração. O que rezar? Como rezar? O que é oração, na verdade?

Precisamos confessar uma coisa: não é fácil rezar! Aliás, rezar é uma das coisas mais difíceis para o cristão, simplesmente pelo fato de trazermos dentro de nós, fruto do pecado original, uma indisposição para isso. Todavia, é fundamental que venhamos, num primeiro momento, a entender o que verdadeiramente significa oração.


Para responder a essa pergunta, somos convidados a recorrer à definição de Santa Teresa d’Avila sobre a oração: a oração é um diálogo entre duas pessoas que se amam. Ana, a mãe de Samuel (I Sm 1,1ss) também traz uma definição espetacular do que é oração, quando interpelada pelo sacerdote Heli sobre sua atitude, aparentemente estranha no templo, ela lhe diz: “meu senhor, eu simplesmente derramo a minha alma na presença do Senhor”. A atitude dos maiores homens e mulheres da Sagrada Escritura também nos mostra sobre o que é oração, pois sempre tiveram a coragem de rasgar as vestes na presença de Deus, ou seja, tinham a coragem de rasgar o coração, arrancar as máscaras e desnudar-se diante do Senhor, numa atitude de profunda transparência e verdade diante do Pai. Isso é oração!

Ora, se oração é intimidade diante de Deus, é rasgar o coração diante d’Ele, é derramar a alma diante d’Ele, aqui está o grande motivo pelo qual não conseguimos rezar. Por quê? Porque somos acostumados a ir para a oração e colocar máscaras diante do Senhor, pois achamos que Ele vai nos atender se formos “bonzinhos”, pois o mundo só aceita os “bonzinhos”, aqueles que não possuem dificuldades e limitações. Então para sermos aceitos pelas pessoas, precisamos disfarçar nossas misérias e pecados; e o mesmo comportamento temos diante de Deus Pai. Aqui está o ponto pelo qual não somos atendidos pelo Senhor: queremos usar máscaras diante d’Ele.


Os Padres do Deserto vão dizer que a alma da oração não é a piedade – estar inteiro na oração; isso é consequência da oração. Da mesma forma, a alma da oração não é a fidelidade – todos os instantes, momentos e dias, estamos em oração; isso também é consequência. Para os Padres de Deserto, a alma da oração é a verdade, ou seja, tudo aquilo que está dentro de nós, cujo conteúdo não temos a coragem de partilhar com ninguém. Aliás, o Senhor quer conversar conosco nesse diálogo de amor – a oração – sobre tudo aquilo que não veio d’Ele, ou seja, nossas misérias, nossos pecados.


Tudo aquilo que temos de bom, de virtudes e talentos em nós, na oração o Senhor quer que, no máximo, venhamos a agradecer e colocar tudo isso a serviço dos irmãos. O que Ele quer conversar conosco é sobre aquilo que não veio d’Ele: nossas misérias, nossos pecados, nossas feridas, pois Ele quer transformar tudo isso em carisma, em dom, em vida para a vida dos outros. Para isso é preciso rasgar o coração e suplicar com confiança, pois esta é a mãe da oração; a confiança é este vaso que colhe a Misericórdia de Deus, que se derrama do Coração Misericordioso de Jesus, do Seu lado aberto da cruz redentora.


Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova
18.11.2010

Ah, se soubéssemos quem pode nos trazer a paz! Na verdade, teoricamente falando, até sabemos quem nos pode trazê-la. A questão é que não sabemos por onde, de uma maneira toda especial, o Senhor quer nos trazer a paz: na família. A falta de paz no mundo é decorrência de famílias desestruturadas; por isso o mundo está sem paz, pois as famílias estão se destruindo, não ficando pedra sobre pedra. Jesus chora a realidade das famílias. Mas o que está acontecendo no interior das famílias, cuja paz está sendo impedida de reinar em nossa vida e na vida dos nossos filhos?

O problema do divórcio na vida matrimonial não é de hoje: é de todo o sempre, desde que o homem é homem; foi legalizado há pouco tempo, mas já é uma prática desde muito tempo. Aliás, o divórcio sempre foi um dos principais projetos do coração de satanás para destruir os filhos de Deus. A carta de divórcio – fruto de uma lei positiva, ou seja, uma lei criada pelos homens – não deve ser obedecida e seguida, pois vai contra a lei natural, lei esta que Deus colocou dentro do coração do homem, que é a sua consciência. A lei do divórcio é legal – por ser lei -, mas é imoral – não é nada “legal”, pois é projeto do coração do diabo colocado no coração dos homens.

Por que o número dessa prática [divórcio] está cada vez maior? Porque só é capaz de se casar com alguém aquela pessoa que se casou consigo primeiro. Como vou viver uma comunhão com alguém se em mim está tudo fragmentado, dividido? Não tem como!

Por outro lado, as famílias encontram-se – especialmente esposo e esposa – totalmente distantes do tripé que rege o sacramento do matrimônio: espiritualidade, diálogo e cultivo.

Espiritualidade: Onde estão as famílias? Alimentando-se da Palavra de Deus e da Eucaristia dominical? Existem muitas famílias que se reúnem para quinze horas de novela semanal e não têm uma hora de seu tempo para a Santa Missa no domingo. Há famílias que sabem da vida de todo o mundo, mas não sabem da história da salvação contida na Sagrada Escritura. E depois queremos perguntar o porquê de as coisas estarem indo de “medonho para infernal”?

Diálogo: Dialogar é diferente de conversar. Conversar é falar daquilo que está fora; dialogar é falar daquilo que está dentro, dentro do coração; é partilhar vida, intimidade. É dar-se a conhecer e conhecer o outro; significa rasgar o coração na presença da pessoa amada, sem medo de não ser acolhido (a). Quantas meninas buscam o colo de outros homens em casas de prostituição e motéis, porque não encontram o colo do pai dentro de casa; aliás, pai que não pega filha no colo, pega a filha no colo dos outros. Quantos esposos em prostíbulos, à beira de um balcão de bar, buscando diálogo, pois não têm condições e espaço para dialogar em casa? Quantos filhos cheirando “uma carreira” de cocaína, “beijando um baseado” de maconha, um cachimbo com crack, porque não encontram o rosto de pai e mãe em casa, para poder cheirar e beijar… E assim por diante. Onde estão os casais que dialogam e não brigam? Que estendam a mão para acolher e não para apontar erros e defeitos?

Cultivo: Cultivar uma planta significa cuidar, zelar, exige cuidado, exige abaixar-se constantemente em direção à planta para arrancar as ervas daninhas que estão ali e querem impedir o crescimento e o desenvolvimento dela [planta]. Esposos e esposas são convidados para se cultivarem mutuamente. Como fazer isso? Namorar! Os casais não namoram mais; um para um lado e outro para o outro.

O casal é convidado, os dois juntos, a se abaixar num gesto de profunda humildade e a arrancar aquilo que não presta em cada um; não “do pé da planta” que é a outra pessoa, mas da sua vida, ou seja, cada um dos cônjuges ter a humildade de reconhecer seus erros e mudar. E se colocarem a serviço para servirem-se mutuamente, colocando a pessoa amada como aquela que deve ser servida.

Se vivermos esse tripé, não precisaremos exigir uma carta assinada por satanás. O divórcio existe, pois pessoas divididas só podem querer se separar das outras. Nunca nos esqueçamos desta verdade: o amor é mais forte do que a morte! Porém, ele morre. Como? O amor nunca morre de morte natural: ele é sempre assassinado. Principalmente, quando algum dos pés é quebrado deste tripé: espiritualidade, diálogo e cultivo.


Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

Jesus vem, nos dizer no evangelho de hoje,que tudo aquilo que recebemos pela graça de Deus,deve ser frutificado. Assim como os dois primeiros empregados deste homem nobre, que lhe fizeram render suas moedas de prata.

Em nossa comunidade, Deus nos confia um tesouro de grande valor para o reino as 5:00 da manhã , que é a Palavra de Deus. Nos como missionários e Cristãos, devemos fazer render essas palavras de vida e salvação, ou seja, uma espera ativa pela salvação.

Se não formos capazes de adiantar para nossos irmãos e irmãs o que nos foi confiado, não formos fiéis a tão pouco que nos é dado com medo de uma conversão, por que é isso que a palavra nos revela, conversão,então estaremos agindo como o terceiro empregado do homem nobre,encarcerando a palavra em seu coração e deixando de conduzir outros a salvação.

Que a paz do nosso Senhor Jesus esteja com todos.



Maikon Coelho MVC

Consagrado de vida integral da Comunidade Obra Missionária Virgem Do Carmo Peregrina
Diocese de Rio Grande
16.11.2010

Jesus entra em Jericó, que é a cidade mais antiga do mundo, com cerca de 10 mil anos. Essa cidade se encontra no deserto da Judeia. Ali mora uma pessoa muito odiada por todos pelo fato de ser cobrador de impostos – profissão que se caracteriza numa traição ao seu povo, pois toma impostos dos próprios irmãos conterrâneos, para serem dados ao Império Romano. Esta pessoa, cobradora de impostos, odiado por todos, é Zaqueu.

Zaqueu é esta pessoa, segundo Lucas, de estatura baixa e, como qualquer pessoa, por mais que se encontre perdida, em seu mais íntimo possui uma sede de felicidade, de realização, que o dinheiro não lhe trouxe e nunca trará. Ele é um homem rico, mas paupérrimo em seu mais íntimo nos valores e nas virtudes.

Zaqueu sobe no sicômoro na perspectiva de ver este tal de Jesus e poder ser acolhido por Ele; o Senhor também o vê. A surpresa para Zaqueu é que, além de ter visto o Senhor, Ele lhe diz que quer ir à sua casa. Zaqueu, surpreso e maravilhado, não desce da árvore, e sim, desaba – acredito eu.

Em casa de Zaqueu, Jesus o ama profundamente, fazendo refeição e partilhando a vida com aquele que, nem ele mesmo acreditava mais em si. O que mais me deixa maravilhado nesta passagem acerca do encontro de Cristo com Zaqueu é que Lucas – profundamente detalhista no seu Evangelho – não narra o assunto, a partilha que Zaqueu teve com Jesus. Isso é para nos dizer que aquilo que se encontra no mais íntimo do nosso coração, a nossa intimidade, é uma realidade que não diz respeito a ninguém; mas somente a nós e a Jesus.

Cristo passa hoje pela vida de cada um de nós. Creio profundamente que esta árvore hoje não seja um sicômoro, mas sim Nossa Senhora. Por quê? Porque Maria é esta árvore, cujo fruto é Jesus Cristo, o Salvador da humanidade. Para termos o fruto da vida, que é Jesus, subamos nesta árvore que é Nossa Senhora, ou seja, sejamos íntimos da Virgem Maria para que possamos acolher Jesus Cristo – o fruto da vida – em nossa vida.

A maior causa pela qual não estamos gestando frutos de santificação em nós se dá pelo fato de não estarmos impregnados de Maria; o Espírito Santo não realiza as grandes maravilhas que quer realizar, não porque não pode ou não quer; pelo contrario. O Espírito Santo não encontra almas apaixonadas pela Sua Esposa – Nossa Senhora. Quando o Espírito Santo encontra uma alma apaixonada pela Sua Esposa – como não existe esposo sem esposa – aí Ele entra e realiza as maiores maravilhas que pode acontecer na existência humana.

Em Pentecostes, os apóstolos não fazem uma experiência de pedir o Espírito Santo – diretamente. Eles fazem uma experiência com Maria e é dessa experiência que recebem o Esposo da Virgem, o Espírito do Pai, por meio do Filho.

Tudo isso para dizer que Zaqueu hoje é cada um de nós. O sicômoro é Maria – a árvore que trouxe o maior fruto para a humanidade, proveniente de Deus: Jesus Cristo. Permitamos receber Jesus na nossa casa e esta casa tem nome: o coração de cada um de nós. Somente quando o Senhor entra em nossa vida, em nosso coração, é que tudo se transforma.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
15.11.2010

Jesus, no Evangelho de hoje, deixa muito claro acerca do que acontece na ressurreição: todos viveremos como irmãos. Mas devemos nos aprofundar nesse assunto e nos perguntarmos o que significa ressurreição. Ressurreição para a vida é a resposta frente uma vida vivida, na qual tivemos a coragem de produzir muitos e bons frutos de santidade. Pelos frutos, a ressurreição começa aqui, nesta vida.

Uma das realidades mais lindas existentes em nossa vida é a certeza de que Deus nos criou por amor e para o amor. A nossa vocação fundamental é a vivência do amor; as demais vocações – sacerdócio, vida religiosa, matrimônio, vida leiga – são consequências disso, ou seja, serão a maneira como viveremos esta vocação primeira: o amor. Somos frutos do amor; não somos frutos de um acaso, de uma sorte boa ou má; não, somos frutos do querer misericordioso, amoroso e terno da Trindade Santa.

Ora, se somos frutos deste amor da Santíssima Trindade (e o somos!), não tenhamos dúvidas disso nunca – logo, no que depender de Deus, tudo concorrerá para que venhamos a dar certo. Repito: no que depender de Deus tudo já deu certo, indiferentemente das dificuldades e sofrimentos pelos quais passamos ou estejamos passando. Nós precisamos acreditar nessa verdade.

No Evangelho, Jesus pela boca de Lucas, é taxativo ao dizer: “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos”. Na verdade, essencialmente, o que Cristo quer dizer com isso? O Senhor quer nos dizer que não existe árvore ruim, pois esta árvore – analogicamente falando – somos cada um de nós; ora, se somos filhos de Deus – repito: e o somos! – por natureza somos bons; o que é ruim, muitas e muitas vezes, são nossa atitudes, ou seja, ou frutos maus que produzimos no lugar dos bons [frutos].

O agir segue o ser. Para dizer que os nossos gestos, as nossas reações, as nossas posturas informam tudo a respeito de nós. Repito: o agir segue o ser. Biblicamente falando: a árvore é conhecida pelos seus frutos.

E quanto a nós? Quais frutos estamos produzindo? Veja, aqui não adianta perguntar quais frutos queremos produzir, mas quais podemos produzir diante do fato de que exteriorizamos em nossa vida não o que gostaríamos, mas o que podemos proporcionar. Não basta querer, pois é uma questão de poder.

E como o demônio procura jogar na nossa cara (por causa dos frutos que produzimos, os quais gostaríamos e lutamos para que sejam bons, mas muitos são de qualidade inferior) que somos árvores más, estéreis, que nunca daremos certo na vida! E como existem pessoas que já assimilaram essa palavra de maldição em suas vidas!

Não, não existe árvore má; existem frutos maus, por causa da falta de nutrientes dessa árvore. Sim, o problema está na falta de nutrientes desta árvore, pelo local em que ela se encontra plantada; no solo do qual ela se alimenta.

Existe uma afirmação sobre a qual se diz que para resolvermos algo precisamos ir à raiz do problema. Neste caso, com relação à Palavra de hoje, é preciso ir mais fundo ainda, ou seja, é preciso ir ao solo e analisar quais nutrientes essa terra pode nos proporcionar, para que produzamos frutos de qualidade. De que solo estamos nos alimentando? Onde estamos plantados? Só existe um solo capaz de fazer com que venhamos a produzir os frutos: um solo que seja fértil, nutritivo. E esta nutrição é a Palavra de Deus; é a Eucaristia; são as práticas de misericórdia a serem vividas e praticadas na vida do irmão – materiais e espirituais –; é a vida fraterna com aqueles com quem convivemos… dentre tantas outras.

Estamos produzindo frutos ruins, pois estamos nos alimentando com veneno; estamos plantados em lugares contaminados; quantos alimentos estão aí sendo oferecidos que são verdadeiros venenos: muitos programas de televisão e músicas que são verdadeiros venenos, pois só nos instigam a uma vida de prostituição e promiscuidade; falsas amizades que nos propõem sempre a fazer aquilo que é contra a vivência dos valores e das virtudes…

Um outro fator que nos impossibilita de produzirmos bons frutos é o medo, que é a pedagogia do demônio para nos destruir. O medo do sofrimento, da cruz, faz com que venhamos a nos acomodar. Todos querem ressuscitar, mas ninguém quer morrer, ninguém quer cruz. Isso é contraditório. Não adianta, meus irmãos e irmãs, árvore que dá fruto sempre tomará paulada, já diz um ditado antigo. Livremo-nos deste medo das pauladas, pelo fato de darmos bons frutos. Não olhemos para as pancadas que tomamos, mas olhemos para Jesus, para os frutos que Ele produz em nós e para os outros por intermédio d nós.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
14.11.2010

Jesus, no Evangelho de hoje, deixa muito claro acerca do que acontece na ressurreição: todos viveremos como irmãos. Mas devemos nos aprofundar nesse assunto e nos perguntarmos o que significa ressurreição. Ressurreição para a vida é a resposta frente uma vida vivida, na qual tivemos a coragem de produzir muitos e bons frutos de santidade. Pelos frutos, a ressurreição começa aqui, nesta vida.

Uma das realidades mais lindas existentes em nossa vida é a certeza de que Deus nos criou por amor e para o amor. A nossa vocação fundamental é a vivência do amor; as demais vocações – sacerdócio, vida religiosa, matrimônio, vida leiga – são consequências disso, ou seja, serão a maneira como viveremos esta vocação primeira: o amor. Somos frutos do amor; não somos frutos de um acaso, de uma sorte boa ou má; não, somos frutos do querer misericordioso, amoroso e terno da Trindade Santa.

Ora, se somos frutos deste amor da Santíssima Trindade (e o somos!), não tenhamos dúvidas disso nunca – logo, no que depender de Deus, tudo concorrerá para que venhamos a dar certo. Repito: no que depender de Deus tudo já deu certo, indiferentemente das dificuldades e sofrimentos pelos quais passamos ou estejamos passando. Nós precisamos acreditar nessa verdade.

No Evangelho, Jesus pela boca de Lucas, é taxativo ao dizer: “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos”. Na verdade, essencialmente, o que Cristo quer dizer com isso? O Senhor quer nos dizer que não existe árvore ruim, pois esta árvore – analogicamente falando – somos cada um de nós; ora, se somos filhos de Deus – repito: e o somos! – por natureza somos bons; o que é ruim, muitas e muitas vezes, são nossa atitudes, ou seja, ou frutos maus que produzimos no lugar dos bons [frutos].

O agir segue o ser. Para dizer que os nossos gestos, as nossas reações, as nossas posturas informam tudo a respeito de nós. Repito: o agir segue o ser. Biblicamente falando: a árvore é conhecida pelos seus frutos.

E quanto a nós? Quais frutos estamos produzindo? Veja, aqui não adianta perguntar quais frutos queremos produzir, mas quais podemos produzir diante do fato de que exteriorizamos em nossa vida não o que gostaríamos, mas o que podemos proporcionar. Não basta querer, pois é uma questão de poder.

E como o demônio procura jogar na nossa cara (por causa dos frutos que produzimos, os quais gostaríamos e lutamos para que sejam bons, mas muitos são de qualidade inferior) que somos árvores más, estéreis, que nunca daremos certo na vida! E como existem pessoas que já assimilaram essa palavra de maldição em suas vidas!

Não, não existe árvore má; existem frutos maus, por causa da falta de nutrientes dessa árvore. Sim, o problema está na falta de nutrientes desta árvore, pelo local em que ela se encontra plantada; no solo do qual ela se alimenta.

Existe uma afirmação sobre a qual se diz que para resolvermos algo precisamos ir à raiz do problema. Neste caso, com relação à Palavra de hoje, é preciso ir mais fundo ainda, ou seja, é preciso ir ao solo e analisar quais nutrientes essa terra pode nos proporcionar, para que produzamos frutos de qualidade. De que solo estamos nos alimentando? Onde estamos plantados? Só existe um solo capaz de fazer com que venhamos a produzir os frutos: um solo que seja fértil, nutritivo. E esta nutrição é a Palavra de Deus; é a Eucaristia; são as práticas de misericórdia a serem vividas e praticadas na vida do irmão – materiais e espirituais –; é a vida fraterna com aqueles com quem convivemos… dentre tantas outras.

Estamos produzindo frutos ruins, pois estamos nos alimentando com veneno; estamos plantados em lugares contaminados; quantos alimentos estão aí sendo oferecidos que são verdadeiros venenos: muitos programas de televisão e músicas que são verdadeiros venenos, pois só nos instigam a uma vida de prostituição e promiscuidade; falsas amizades que nos propõem sempre a fazer aquilo que é contra a vivência dos valores e das virtudes…

Um outro fator que nos impossibilita de produzirmos bons frutos é o medo, que é a pedagogia do demônio para nos destruir. O medo do sofrimento, da cruz, faz com que venhamos a nos acomodar. Todos querem ressuscitar, mas ninguém quer morrer, ninguém quer cruz. Isso é contraditório. Não adianta, meus irmãos e irmãs, árvore que dá fruto sempre tomará paulada, já diz um ditado antigo. Livremo-nos deste medo das pauladas, pelo fato de darmos bons frutos. Não olhemos para as pancadas que tomamos, mas olhemos para Jesus, para os frutos que Ele produz em nós e para os outros por intermédio d nós.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

sábado, 13 de novembro de 2010


13.11.2010

Evangelho segundo São Lucas (Lc 18, 1-8)

Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar:
- Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém. Nessa cidade morava uma viúva que sempre o procurava para pedir justiça, dizendo: "Ajude-me e julgue o meu caso contra o meu adversário!"
- Durante muito tempo o juiz não quis julgar o caso da viúva, mas afinal pensou assim: "É verdade que eu não temo a Deus e também não respeito ninguém. Porém, como esta viúva continua me aborrecendo, vou dar a sentença a favor dela. Se eu não fizer isso, ela não vai parar de vir me amolar até acabar comigo."
E o Senhor continuou:
- Prestem atenção naquilo que aquele juiz desonesto disse. Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro di a e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo? Eu afirmo a vocês que ele julgará a favor do seu povo e fará isso bem depressa. Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na terra?

Ao longo de nossa vida passamos por situações ou presenciamos atos de injustiça. Cabe ao cristão lutar e clamar ao Senhor-Justo-Juíz que faça justiça, jamais podemos pedir vingança. Cabe ao cristão amar e perdoar mas também cabe ao cristão ser a voz do Senhor no meio dos seus irmãos. Os pequeninos do Reino que precisam de voz corajosa e profética para anunciar a Boa Nova, Cristo Jesus que se encarnou no meio de nós, deixou sua mensagem, morreu por nós na Cruz afim de salvar todos os que acreditam e ressuscitou ao 3º dia como sinal da concretização de sua promessa. O Divino Mestre hoje nos mostra que a fé precisa ser cultivada, vivida, experenciada, pois caso contrário, ela se extinguirá. Rezemos para que o Senhor aumente em nós o dom da fé.

Leonardo Zaromski

Comunidade da filosofia
Diocese de Pelotas R.S.

12.11.2010

Tantas vezes fizemos planos e projetos e achando que tudo vai da certo e assim colocamos a nossa responsabilidade diante de Deus, e quando não da certo nossos planos no viramos contra Deus com murmurações e iniquidades e como aconteceu com aquele povo que faziam festa, comiam e bebiam e se distanciavam de Deus um dia veio o diluvio e acabou com tudo, e quantas vezes nos mesmos criamos esse proprio diluvio que destroi nossa vida e a relação com Deus...

Por nenhum motivo o discípulo de Jesus pode bandear-se para o pecado como se sua atitude fosse sem conseqüências. Afinal, o julgamento divino antecipa-se, e acontece no dia-a-dia, vivido na fidelidade a Deus e ao seu Reino.

Aí, já se constrói a salvação

Roger Almeida Pereira

Técnico em Agropecuária
Ministério de Acolhida e Artes do Grupo de Oração São Pedro
Diocese de Santa Maria

11.11.2010

Leitura: Filemon 7-20
Evangelho: Lucas 17, 20-25

Irmãos, a paz do Senhor esteja com vocês.
O Senhor nos fala hoje, por meio da liturgia, sobre a vinda do Reino e sua manifestação em nosso meio.
Na carta a Filemon, São Paulo nos mostra que o Evangelho vem para pôr fim às diferenças entre os homens e os liberta da escravidão. Ele nos mostra que há valores a serem cultivados que são muito mais importantes que as dívidas materiais, a saber: o amor fraterno, a solidariedade,...
Neste sentido, Jesus nos fala através do Evangelho. Ele nos diz que é inútil buscar sinais do Reino, mas que Ele próprio estará presente onde sua ação for continuada.
O Reino não se manifesta de forma ostensiva, mas está em nosso meio e vamos construindo-o em nossas vidas sempre que damos seguimento à ação de Jesus.
Perguntamo-nos, então: “Temos trabalhado pela construção do Reino de Deus em nossa vida e na vida dos irmãos?”
Busquemos diariamente a construção do Reino na vivência do amor fraterno, da solidariedade e da justiça e, assim, o próprio Jesus irá se manifestando em nossas vidas.

Tenham todos um bom dia e permaneçam na paz do Senhor
Camila Ines Ribeiro
Acadêmica do Curso de Matemática – UFSM
Ministério de Comunicação Social – Grupo de Oração Jovem São Pedro – Diocese de Santa Maria.

terça-feira, 9 de novembro de 2010


09/11/2010

Proclamação do Evangelho segundo João (João 2, 13-22)
Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias o levantarei”. 20Os Judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” 21Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.

Amados do Rei! Como é bom vivermos na certeza de que Jesus é por nós! Neste dia, onde recordamos a dedicação da basílica de Latrão, a catedral do Papa, localizada na Italia e considerada a “mãe” de todas as igrejas do mundo.
Recordamos neste texto de João, o momento em que Cristo se achega ao templo santo e lá verifica que muitos estavam utilizando o local para realizarem negócios. Naquele local santo, o que se buscava não era mais à Deus, mas sim o dinheiro que a exploração do Nome Dele gerava. Jesus, verificando a exploração no local, não tem duvidas. Afasta todos daquele local à chicote! Veja bem! Um homem santo, Filho do Homem! Ao perceber o que estava acontecendo, em um ataque de “ira Santa”, manda embora os vendilhões! Aqueles que deturpavam a realidade Santa do local! Quanta coragem! Sozinho, aos gritos, expulsou todos!
Fico pensando na reação daqueles comerciantes, que vendiam seus produtos e abruptamente foram expulsos de um Galileu que dizia que aquela casa era do SEU PAI! Devem ter chamado Jesus de louco, devem ter caçoado, xingado e até mesmo ameaçado à Jesus para que parasse sua empreitada. Estes homens, certamente se irritaram com a reação de Jesus, a ponto de querer bater nele!
Mas quando a Mão do Deus Todo Poderoso está sobre Seu amado, nada nem ninguém ousa enfrentar! Foi assim com Jesus! É assim com todos nós, que “ousamos” desafiar os “grandes” e passamos a lutar pelo evangelho encarnado! Passamos a lutar por Jesus! Defende-Lo! Ousadamente saímos às ruas para anunciar as graças do Pai, a salvação que vem de Jesus! Precisamos ter esta confiança diariamente! A mesma confiança que fez com que Jesus nem pensasse se ia ou não ao encontro daqueles vendilhões!
Sejamos ávidos pelo Evangelho! Sejamos cedentos pelas coisas do Alto! E o mais importante. Que possamos manter nosso corpo, um perfeito santuário, tal qual nos traz a carta de São Paulo aos coríntios, no capitulo 3, quando traz a notícia de que nosso corpo é templo do Espírito Santo e precisa ser zelado com cuidado! Não nos entreguemos aos vendilhões! Que de forma sorrateira querem explorar o templo! Querem tirar a santidade do templo que traz o Espírito Santo!
Se necessário, façamos um exercício de reconstrução... Se está difícil, se não conseguimos deixar dos vicios que nos afastam ou que acabam por macular este território Santo que é o meu e o teu corpo, que possamos fazer como Jesus. Nos descontruamos inteiramente, para que Jesus possa nos reconstruir. Fazer de nós uma Santa Habitação!
Jesus quer! Ele quer! Deixe Jesus agir HOJE na tua vida.
Possamos orar juntamente...
“Pai, hoje entrego meu corpo em tuas mãos. Sei que muitas vezes utilizei meu corpo de forma errada. Entreguei-me aos prazeres da carne, aos pecados, aos vícios... Deixei com que os vendilhões utilizassem de forma errada meu corpo, local de habitação do Espírito do Altissimo. Peço-Te hoje, mais uma vez. Reconstrua-me segundo a Tua vontade! Quebre em mim toda e qualquer resistência à ser inteiramente Teu! Faça de mim, um homem/mulher novo/nova. Te peço Pai, em nome de Jesus, reconstrua minha vida, minha afetividade, minha sexualidade. Reconstrua Pai, minha família, meus relacionamentos e meu trabalho. Que eu seja utilizado por Ti, Deus todo poderoso! Somente por ti! Em nome de Jesus. Amém.”

Façamos este propósito de sermos somente de Jesus. Ele reconstruiu o templo. Ele reconstruiu a Igreja do Senhor. Ele quer nos reconstruir.
Deus te abençoe!
São Padre Pio! Rogai por nós!

Cristiano Zart
MCS – RS
Capão da Canoa/RS

sexta-feira, 5 de novembro de 2010


05.11.2010

O Evangelho deste dia nos apresenta uma verdade fundamental para o nosso seguimento de Jesus Cristo: ou servimos a Deus ou servimos ao dinheiro. Não existe meio-termo: ou amamos um e odiamos o outro, ou nada feito; não dá para ficarmos em cima do muro; precisamos nos decidir. Aliás, a vida é feita e foi sempre feita por decisões; a vida tem o sentido que tem pelas decisões que tomamos.

Cristo, para bem ilustrar a decisão que precisamos tomar para atingir a verdadeira felicidade – que está n’Ele – nos apresenta uma parábola muito interessante e que nos faz refletir e repensar acerca da vida que estamos vivendo.

Jesus, na referida parábola, apresenta um certo administrador que está dirigindo de forma muito errada os bens do seu patrão. E este – o patrão – deixa bem claro que vai demitir seu subordinado, pois não há mais condições de administrar a falta confiança; o patrão deixa de acreditar em seu administrador.

O administrador infiel, sabendo que vai ser demitido e que vai passar por muitas dificuldades, e que nada material vai suprir sua carência, diz para si, em outras palavras: “Já estou velho, cansado, sem condições de reiniciar a minha vida… já é tarde, e agora só me resta me preocupar com aquilo que vale a pena”. Ele vai aos devedores do seu patrão e pede-lhes que estabeleçam, como dívida, um valor a ser pago bem menor do que é a realidade a ser acertada. Estes que deviam, passam a dever muito menos e se sentem na obrigação de reconhecer que, uma dívida, agora, possuem para com aquele administrador que lhes ajudou.

Jesus elogia profundamente a atitude daquele administrador. Sim, por incrível que pareça, Cristo acha muito inteligente a sua atitude diante da dificuldade que encontra na vida. Todavia, meus irmãos e minhas irmãs, vamos entender o que o Senhor elogia e nos motiva a fazer, a exemplo daquele administrador, que, com certeza, o fato elogiado não é a corrupção e a pilantragem dele. É outra coisa que, mais adiante, vamos entender perfeitamente.

Na época de Jesus, este sistema de trabalho funcionava da seguinte forma: o patrão estipulava um certo valor a respeito da mercadoria que ele vendia e propunha aos administradores o seguinte: o que estes conseguissem a mais seria [no valor da mercadoria comercializada] deles. Por exemplo, se o patrão cobrasse cem reais por um barril de óleo e o administrador cobrasse 200 reais, estes cem reais excedentes seriam do administrador. Para entendermos que, na parábola, o administrador não baixa o valor que o patrão estipulara, ou seja, o desconto que ele pede para pôr no papel é o resultado de não cobrar a parte que seria dele. Ele oferece esta parte em troca da amizade deles, pois passa a saber que, nesta vida, muito mais importante que ter dinheiro é ter amigos.

O elogio que Jesus faz acerca deste administrador, e que chama a atenção para que nós venhamos a fazer o mesmo, é que, nesta vida, muito mais importante que bens materiais são os relacionamentos que fazemos com os irmãos e com Deus. Com Deus numa vida profunda de oração, como vai dizer Paulo na 2ª leitura e com os irmãos, como diz a parábola.

Esse administrador teria todos os motivos para não dar nenhum desconto àqueles que deviam para o seu patrão, pois ele precisaria dessa soma, com certeza, logo depois, pois seria demitido. Não, ele vê que na vida bens materiais ficam, perecem, são realidades terrenas; eterno, com profundo sentido, são os relacionamentos que fazemos com Deus e com nossos irmãos. Estes não acabam jamais. Esta é a esperteza que Cristo elogia.

Como se encontram os nossos relacionamentos? Estamos dando mais tempo e atenção, em nossa vida, aos irmãos e a Deus ou aos bens materiais? É impossível servir a Deus e ao dinheiro; devemos tomar uma decisão!


Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

04.11.2010

Fl 3, 3-8a

Sl 104 (105), 2-3. 4-5. 6-7 (R 3b)

Lc 15, 1-10



A liturgia de hoje nos leva a refletir sobre a importância da conversão em nossa vida. Sobretudo, no desejo que Deus tem na felicidade de cada pessoa, começando em nossa vida aqui na terra e, principalmente, se estendendo em salvação eterna.

É apaixonante quando conseguimos mensurar, compreender o quanto Deus tem interesse pessoal por nós. Independente se somos fracos e insistimos no pecado, mesmo não querendo cair. Em nossa vida, por vezes os sentimentos de não ser digno tomam conta de nós e nos colocam no desânimo. Mas Deus luta constantemente por nossa vida, não tem medo de sujar as mãos conosco, vai em busca de uma única ovelha, briga por ela, por mais que nossa miséria seja grande. As histórias no evangelho, nos mostram a vivacidade da palavra de Deus e que as promessas de antigamente se repetem ainda hoje. Jesus veio enfrentar e vencer a morte, justificar nossos erros e até hoje deseja que reconheçamos isto. Observemos aqui que o principio fundamental da vida plena em abundância, e que gera a salvação eterna é, sobretudo, reconhecer o Cristo que é a salvação para nossa vida, ouvindo a voz do pastor, aceitando-o como Senhor. "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna, jamais morrerão, eternamente, e ninguém as tirará da minha mão." (João 10:27 e 28).

Assim como Zaqueu sendo pecador, ladrão, indigno de Deus perante a sociedade, teve o sincero desejo de converter seus caminhos e reconheceu a Jesus como o salvador quando o encontra, e o próprio Senhor proclamou a salvação entrando na vida daquele homem, não julgando sua condição. O que importa pra Deus não é nossa condição santa, mas sim nossa intenção de assim o ser. Deus só precisa disso pra realizar a obra dele, da nossa intenção sincera.

Na conversa com a prostituta que estava prestes a ser apedrejada, após dispensar o povo ele olha nos olhos dela e diz: eu não te julgo, vai e não volte mais a pecar; ou ainda observando no Evangelho de São Lucas na conversa de Jesus crucificado com o criminoso, quando sem forças para falar o Senhor perdoa aquele homem: “Eu te asseguro: ainda hoje estarás comigo no paraíso”.

Jesus vêm nos conscientizar com seu testemunho de vida que Deus não nos exige que nunca mais pequemos, pois conhece nossas fraquezas, mas se interessa pelo nosso sincero desejo de buscarmos a ele, de nos converter.

É quase humanamente impossível compreender tanto amor, e também tão incompreensível ficar indiferente a ação de Cristo em nossa vida, que primeiro nos ensina a importância da conversão e depois nos conduz a ela passo a passo. São Paulo nos relata na carta aos Filipenses como era perseguidor da igreja e, após, o encontro com Jesus tudo mudou. A salvação entrou em sua vida e, assim, renunciou a tudo pelo bem maior que é Jesus, podendo descobrir o verdadeiro sentido de sua realidade, que parecia ser muito boa, mas faltava a sua essência, o verdadeiro amor.

E a consequência é que São Paulo se apaixona, assim como nós também nos apaixonamos quando vivemos a experiencia do crucificado em nós; “Por ele tudo desprezei e considero lixo a fim de ganhar a Cristo e estar com ele, não tendo justiça própria, que vem da lei, mas aquela que nasce da fé em Cristo, a justiça que vem de Deus pela fé.”

Que hoje possamos reavivar nosso amor por aquele que é o nosso verdadeiro amor, que luta constantemente e nunca desiste de nós. Que diariamente instaura a salvação e nos oferece a plenitude da vida já aqui na terra. Para que, dessa forma, tenhamos força e empenho em desejar plenamente a vida com Deus.

Que pela intercessão de Maria Santíssima Deus abençõe, proteja cada um e que o Espírito Santo conduza cada passo nosso.


Abraços, e um ótimo dia a todos.



Vinicius Dieter

03.11.2010

“Espera no Senhor e sê forte! Fortifique-se o teu coração e espera no Senhor!” Sl 26, 14

Olá queridos irmãos, a paz de Jesus!
Hoje a liturgia nos convida a refletir a Palavra que está na carta de São Paulo aos Filipenses 2,12-18 e o Evangelho de São Lucas 14, 25-33.
A Palavra de Deus hoje é rica e muito clara: para ser discípulo de Jesus, para seguir os seus passos e andar por onde Ele andou é preciso RENÚNCIA, é preciso morrer! Ora, se quero chegar onde Ele chegou, ou seja, se quero ir para junto do Pai, eu preciso passar por onde Ele passou... eu preciso passar pela cruz!
E Jesus usa uma palavra difícil para demonstrar como devemos agir diante das coisas que passam, Ele disse que eu devo odiar... Para eu é difícil pensar em odiar minha família, minha vida... Mas pensando bem, como fala a nota de rodapé da minha Bíblia, eu devo AMAR MENOS... ou me DESAPEGAR! Tudo aqui passa e eu preciso passar por este mundo sem me apegar as coisas que passam... amar, mas amar menos pois existem coisas que precisam ser mais amadas!!! Eu preciso morrer para o que passa...
Para isto, preciso ser perseverante na minha caminhada, pois irão existir muitos obstáculos. A nossa sociedade e as coisas que o mundo prega são contrárias... me dizem para aproveitar ao máximo as coisas deste mundo... deixa a vida me levar! Tudo o que Deus criou é bom, mas eu preciso saber usar e saber que tudo passa, não posso me apegar a nada, nem a mim mesma.
Preciso tomar posse da minha vida, preciso saber de onde vim e para onde vou e me empenhar ao máximo para alcançar o alvo, a meta que é Cristo, o céu, a eternidade junto do Pai! Nada mais importa! Para isso, São Paulo me diz que preciso “temor e tremor”... e Santa Teresa de Jesus usa mais ou menos a mesma expressão, dizendo que é preciso amor e temor: “o amor me fará apressar o passo e o temor me fará cuidar por onde ando”. Por onde eu tenho andado? Para onde estou indo? No amor, a prudência é importantíssima... pois, as vezes, o amor é cego... e podemos tropeçar mesmo tendo as melhores intenções.
Para eu, hoje ficam três palavras: RENÚNCIA, PRUDÊNCIA E ESPERANÇA! E nestas três palavras, muito barulho bom dentro de mim...

Senhor, eu quero estar contigo para sempre. Me ajuda a começar agora, Te escolhendo e Te amando mais que tudo! E sempre MAIS!

Virgem do Carmo Peregrina, peregrinai conosco!

Ana Paula Kirchhof

terça-feira, 2 de novembro de 2010


02.11.2010


Primeira leitura (Jó 19,1.23-27a)
Segunda leitura (Romanos 6,3-9)
Evangelho (João 11,17-27)

Comemoração dos Fiéis Defuntos

Hoje, com toda a Igreja, somos convidados a rezar pelos nossos entes queridos que já partiram desta vida e que se encontram junto de Deus, intercedendo por cada um de nós. Somos convidados a rezar pelos que se purificam no purgatório, para poderem contemplar a Deus na visão beatífica. Também somos convidados a rezar e, em Deus, transcender a dor da perda e saborerar a dor da saudade. Não é fácil!

Na ocasião do Evangelho de hoje, João relata a morte de Lázaro e, consequentemente, a dor de Marta pela perda do irmão. Ela, quando Cristo chega, desabafa: ”Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”. Muitos ”amigos” estavam na casa pela morte de Lázaro; mas por que Marta espera Jesus chegar para desabafar a dor do coração? Porque há momentos na vida em que nem o melhor amigo nosso terá condições de nos consolar; no máximo, ele nos mostrará – com a vida –, o Senhor, pois, somente Ele pode nos entender e nos consolar.

Precisamos nos perguntar: onde e com quem estamos buscando superar a dor das nossas perdas? Se é com um amigo você pode estar comprometendo a linda amizade que construiu, pois ele não terá condições de entender você. Não devemos dar responsabilidade para quem não pode, ou seja, busquemos nos nossos amigos a força para irmos até Jesus: o Único que pode nos entender e consolar, pois nos olha e nos entende por dentro, pois se encontra no mais íntimo de nós. Só Cristo pode nos sustentar em nosso sofrimento. Onde e com quem estamos vivendo a dor do nosso sofrimento? Muitos estavam ali na casa de Marta, mas ela esperou chegar Aquele que poderia compreendê-la verdadeiramente: Jesus Cristo.

Como Marta nós somos chamados a transformar o mundo e cada um de nós por intermédio do trabalho sério, comprometido e santificado; o maior trabalho que podemos realizar para a transformação do mundo é transformarmos o nosso interior, trazendo Deus como o centro. Marta aprende com sua irmã, Maria, que devemos escolher a melhor parte, aquela que não nos será tirada. Na vida, tudo perderemos e aquilo que achamos ter perceberemos – mais cedo ou mais tarde – que nunca tivemos. Aquilo que nunca nos será tirado é o que tivermos construído em Deus e para Deus.

Queremos aprender com Santa Marta, neste dia de comemoração dos fiéis defuntos, que na vida somos aquilo que construímos enquanto relação com Deus, colocando nossos dons e nossas qualidades a serviço dos irmãos.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

01.11.2010
Primeira leitura (Filipenses 2,1-4)
Evangelho(Lucas 14,12-14)

É fácil ajudar, amar, acolher, servir, aqueles que podem nos retribuir. É conveniente, cômodo, promissor, podemos até dizer: puxa-saquismo. Difícil e nobre é servir aqueles que não podem nos retribuir. Isso não quer dizer que não tenhamos de servir aqueles que podem nos retribuir; não, a questão é que devemos servir a todos, sem jamais buscarmos algo em troca. Mas a pergunta é esta? O que é servir? Como servir? A parábora que antecede este texto do evangelho de hoje, pode nos ajudar a entender o segredo do servir e do serviço.

Confesso, que não conseguiria explicar como que na Igreja ainda exista uma ideia totalmente distorcida e doentia de Deus. Está aí a grande causa de tantas pessoas estarem doentes, ou seja, a visão doentia que se tem de Deus faz adoecer aquele que a tem. Imagina-se Deus como aquele que está distante, bravo, muito ocupado em ver o que fazemos de errado para nos cobrar no momento oportuno, que não vive comunhão conosco, que não se alegra e convive com seus filhos. Jesus é a revelação plena do Pai; Ele é o “Emanuel”, ou seja, Ele é o “Deus conosco”. Que maravilha! Jesus é este que sabe viver a vida, está próximo dos seus, no meio do povo procurando levar todos a uma experiência com Ele, com seu amor. Ele não se mistura com nossos pecados, mas abraça a cada um e faz comunhão com todos. Ele entra na vida toda de cada um de nós, para que possamos entrar na Dele, ou seja, para que nos santifiquemos. Ele não tem medo de conviver, brincar, tomar refeição com todos, dançar e se divertir.

É sábado, acabou-se de viver o dia santo para os judeus, apos ouvirem a Palavra de Deus na Sinagoga, um fariseu convida Jesus para uma refeição. Na cultura, todas as pessoas importantes, bem sucedidas, vão sentando-se a partir do dono da casa, por ordem de importância: do dono da casa, depois os mais importantes, os mais velhos e os demais, exatamente nesta ordem. Jesus observa o cenário, a busca de lugares importantes por parte de muitos que se encontram na casa e lança a parábola aos convidados.

Nesta parábola, Jesus não quer ensinar um truque acerca de como fazer para ser reconhecido e ser convidado para os melhores lugares. Não, Jesus ao dizer isso, não está ensinando nada de novo, pois na cultura judaica já era ensinado às crianças de como fazer para não passar vergonha na frente dos outros: senta no último lugar. Se te chamarem, tu ficarás engrandecido diante dos outros; se não te chamarem, tu não passa vergonha, pois não te mandarão sair, pois não tomaste um lugar que não te pertencia.

Jesus quer ensinar o que com isso? Que devemos ser visto e chamado por Deus. Devemos fazer isto aos olhos de Deus, vivendo a nossa vocação, pela qual fomos criados, ou seja, viemos do Amor, por amor, para vivermos o amor entre os irmãos. Este amor só pode ser vivido e testemunhado pela vivencia do serviço. Sentar no último lugar, neste caso, para Jesus, é se sentar sobre a autoridade que nos foi dada no dia do nosso batismo. A autoridade na Igreja chama-se serviço! O maior é aquele que serve, aquele que se coloca como o servo de todos.

Toda via, só é capaz de servir aquele, aquela que possui a virtude da humildade. Só o humilde serve, vive a autoridade da Igreja. A humildade é a mãe de todas as virtudes. Há uma crise de pessoas humildes no mundo, pois as pessoas não se conhecem; por que não se conhecem? Porque não conhecem a Deus. Cristo é a imagem visível do Pai e que reflete aquilo que devemos ser. Quem conhece a Cristo, passa a se conhecer e, se conhecendo, passa a ter um auto-conhecimento; o auto-conhecimento é o pai da humildade e, somente o humildade é capaz de servir; quem serve, será exaltado, pois viverá a humildade – característica essencial da santidade. Tudo está interligado!

Para dizer que, a parábola nos chama a santidade, que começa no auto-conhecimento como fruto de um conhecer a Deus e que gerará a humildade e, esta, me conduzirá ao serviço: a autoridade na Igreja. Por isso que o maior é aquele que serve; porque vive a autoridade, a santidade

quarta-feira, 29 de setembro de 2010


Olá pessoal,

Gostaria de partilhar alegremente a experiência que tenho tido diariamente através da oração pessoal, experiência esta que Deus
me permite ter com ele. Fico maravilhado em conseguir observaro carinho de Deus para conosco, um Deus que se faz simples diante da sua grandeza,
que se faz tão pequeno para vir ao nosso encontro, hora por meio da palavra ou gesto de uma pessoa, as vezes por um acontecimento cotidiano, ou pela
mais clara manifestação do Cristo na missa, na Eucaristia. Mas hoje, lendo a liturgia diaria pude observar o quanto por vezes nós nos queixamos de Deus
sem razão. Muitas dificuldades e provações que passamos pelas nossas escolhas erradas e muitas vezes deixamos Deus de lado, procuramos o que nos parece
ser mais conveniente e não somos fieis a palavra daquele que foi fiel até a ultima gota de sangue na Cruz.
Deus é fiel, Deus é misericordioso e não condena seu povo, ele repreende qualquer ação que possa ir contra o ser humano, mesmo que nós mesmos mereçamos.
Observamos isso claramente na leitura do Evangelho de São Lucas 9, 51-56, quando os discipulos indignados com o povo que não quer receber a palavra questionam
a Jesus se deveriam clamar fogo do Céus sobre eles, e Jesus sabiamente e cheio de amor aos pecadores os repreende e pede que sigam a evangelização em outros lugares.
As vezes como Jó nos voltamos contra Deus diante das dificuldades e não testemunhamos um amor verdadeiro que vai além do interesse pessoal, além dos nossos
benefícios. Deus nos convida a viver um amor sincero, um amor que, sobretudo, ama. Sem ter benefício por isso, ou obrigação, ama pela decisão de querer amar.
Que nosso bom Deus nos ensine a amar como ele nos amou, para que sejamos melhores a cada dia para com os outros e, principalmente, com agente mesmo.
Que pela intercessão de Maria Santíssima Deus abençõe, proteja cada um e que o Espírito Santo conduza cada passo nosso.

Abraços e um ótimo dia a todos .


Vinicius Dieter
Relações Públicas
Ministério de Música do GOU
Diocese de Santa Maria

28 de Setembro


A Igreja celebra hoje o dia de São Venceslau, homem que adveio de família real, sendo chamado durante muito tempo de “Príncipe Santo” por parte de seu povo. Entretanto, sua família era dividida quanto a opção de seguir Cristo Jesus. Seu pai, extremamente cristão. Sua mãe, uma pagã ambiciosa que, aproveitando-se da morte de seu marido, expulsou todos os missionários católicos de seu reinado, acarretando grande revolta do povo que, após um golpe de estado, pressionaram Venceslau à assumir o governo em 925.
Venceslau, por sua vez, ao assumiu o trono, tratou de regressar os cristãos exilados, governando com justiça e equidade durante todo seu reinado, tratando bem os pobres, doentes e menos favorecidos, sendo chamado por muitos como “Verdadeiro pai” de quem não tinha família.
Entretanto, tal abnegação pelos desfavorecidos e empenho na evangelização geraram uma revolta em seu irmão, Boleslau, que tramou em conjunto com sua mãe, a morte do filho cristão.
No ano de 929, São Venceslau caiu morto após receber punhaladas por seu irmão e capangas, enquanto encontrava-se orando na capela real. Entretanto, antes de cair morto, pronunciou: “Em tuas mãos, ó Senhor, entrego o meu espírito”.
No Evangelho de hoje, Lucas nos traz o firme propósito de Jesus se dirigir ao centro do judaísmo, Jerusalém e o Templo, para ali fazer seu anúncio libertador, em um confronto direto com o estado teocrático judaico. Nosso Senhor não fugiu de suas responsabilidades, pois conforme Lucas, Jesus sabia que estava chegando seu tempo de ir para o céu.
Os discípulos, ao atravessarem a Samaria, narram aos habitantes uma visão triunfalista de um Jesus glorioso, que veio para restaurar a casa de Israel. Entretanto, tal pregação acaba por gerar rejeição dos moradores samaritanos, profundamente descriminados pelos Judeus. E Cristo era Judeu. Estes apóstolos, embuidos de um terrível espírito vingativo, chegam a propor ao Senhor que fosse enviado fogo do céu para acabar com tais pessoas.
Podemos pensar com tal narrativa, que tal atitude foi extremamente radical. Mas se pararmos para pensar realmente, quantas vezes também pensamos em nos vingar daqueles que nos fazem mal, caluniam ou contrariam nossos pensamentos? Quantas vezes podemos rememorar quando um espírito de vingança tentou nos apossar? Nestes momentos, devemos lembrar da atitude de Jesus ante a revolta dos seus discípulos, quando disse Porém Jesus, virando-se para eles, os repreendeu. 56Então ele e os seus discípulos foram para outro povoado. Com um simples gesto, Jesus repreende-lhes esta sua ideologia. Assim tem que funcionar conosco, pois diversas vezes pensamos (e julgamos) que o problema está tão somente nos outros. Esquecemos que talvez o problema este conosco, com nossa “cegueira” ante ao pecado ou àquilo que está causado a revolta em nosso interior.
O inimigo tem tentado tapar nossos olhos para alguns pecados que cometemos, e somente nós não o vemos... precisamos olhar com olhos de Cristo nossa vida e missão, percebendo nossas fraquezas e falhas, pois muitas vezes, cometemos o “pior dos pecados”, que é aquele pecado que TODOS enxergam, menos nós mesmos!
O inimigo tem tentado, mas contamos com a força do Altíssimo e com o Sangue de Jesus para nos livrar de todo julgamento e “achismos”. Precisamos orar ao Senhor incessantemente, pedindo a graça de perceber nossas falhas e assim, ajustarmos nossa vida para não vacilarmos.
Os discípulos naquele episódio, narraram a vitoria de um judeu que poucos samaritanos conheciam. Sem querer, colocaram-se acima daquele povo que era visitado. A revolta se deu, talvez, por tal questão, já que o próprio Lucas, na parábola do samaritano, e, depois, João em seu evangelho destacam a acolhida dos samaritanos a Jesus em outros episódios. Tudo depende da forma que a pessoa fala e da forma que a pessoa recebe o que foi dito.
Peçamos à graça de percebermos as nossas limitações, as nossas cegueiras e os nossos erros para podermos com compaixão, misericórdia e perdão acolher os nossos irmãos e irmãs para que não aconteça que fechemos as portas à Jesus como fizeram os Samaritanos.
Peçamos a graça do autoconhecimento, da humildade e da mansidão, para não cairmos nas armadilhas armadas pelo inimigo, que muitas vezes nos afastam da visão Cristocêntrica e da missão que Deus tem nos chamado.
Uma semana abençoada!
São Venceslau, rogai por nós e por nossos políticos!
Padre Pio, rogai por nós!

Em Cristo.
Cristiano Zart –
coordenador estadual do ministério de comunicação social da RCC/RS
Diocese de Capão da Canoa

segunda-feira, 27 de setembro de 2010


27 de setembro de 2010
Leitura: Jó 1,6-22
Evangelho: Lucas 9,46-50

A paz do Senhor!
Com alegria venho novamente falar de nosso Pai e de Seu amor por nós!
Na leitura do livro de Jó, o Senhor nos dá um exemplo de vida e de fé. Jó perde tudo, filhos, bens materiais,... , mas mesmo assim continua bendizendo a Deus.
No Evangelho, Jesus nos mostra que devemos receber os menores, os mais frágeis e desfavorecidos; devemos tomar conta dos necessitados, pois neles Deus habita e é a Ele que servimos ao acolhê-los.
Mais ainda, o Senhor nos diz que aquele que trabalha pela construção do Seu Reino é nosso aliado.
Pensemos, então. Em nosso dia-a-dia, mesmo quando as coisas não vão bem, louvamos e glorificamos a Deus por aquilo que Ele é em nossas vidas? Enxergamos o Senhor na face dos frágeis e necessitados? Fazemos algo para ajudar a estes?
Busquemos ser os menores diante de Deus, servindo a todos, aliando-nos àqueles que trabalham em nome de Jesus, pela construção do Reino, louvando ao Pai em todas as circunstâncias, e, assim, estaremos mais próximos da Glória de Deus.

Tenham todos uma semana abençoada.
Permaneçam na paz de Cristo.

Camila Inês Ribeiro


Ministério de Comunicação Social – GO São Pedro
Diocese de Santa Maria
Acadêmica do Curso de Matemática – UFSM

domingo, 26 de setembro de 2010



26 de Setembro

Estamos nos aproximando do término de mais um ano litúrgico da vida da Igreja. Estamos iniciando a 26ª semana do Tempo Comum. Estamos à algumas semanas de iniciarmos mais um ano litúrgico, com o Tempo de Advento. Para dizer que, conforme vai se aproximando o encerramento do ano litúrgico, vamos nos deparando com uma realidade escatológica a partir da Palavra de Deus, ou seja, com as últimas coisas acerca da existência humana neste mundo.

Neste final de semana, mais uma vez a palavra nos faz questionar a respeito da maneira que estamos administrando a nossa vida; onde estamos colocando nossa vida, o seu sentido, a nossa esperança: em Deus ou nas coisas passageiras desta vida.

Para melhor entendermos isso, a partir da palavra de Deus, como um todo, na liturgia da Igreja para este final de semana, algumas coisas precisarão ficar bem claras na nossa cabeça e na nossa compreensão, principalmente a respeito daquilo que é trazido por Lucas, no evangelho de hoje.

Em primeiro lugar, nos é apresentado dois principais personagens: lázaro e o homem rico. Não sei se percebemos isso, mas é fundamental percebermos, caso ainda não viemos a perceber: em momento algum é apresentado Lázaro como uma pessoa boazinha, como também não é apresentado o contrario. Também, em momento alguns é apresentado o homem rico como uma pessoa má – prova disso é o fato de Lázaro não sair da porta da sua casa, pedindo alguma coisa.

A conduta de um para com o outro, não é o principal questionamento que a palavra nos apresenta. A questão está mais a fundo, ou seja, no que está dentro do coração de cada um deles acerca daquilo que verdadeiramente vale a pena neste mundo.

Lázaro ganha a eternidade junto de Abraão – Abraão aqui significando nosso pai na fé, o homem da promessa – não porque era pobre e mendigo; ele ganha porque teve a coragem de colocar o seu coração no lugar certo, ou seja, não nas coisas perecíveis, mundanas, realidades terrenais, mas em Deus. O homem rico perde a eternidade, não porque tinha bens, mas porque colocou sua esperança nestes bens.

A grande pergunta que devemos fazer para cada um de nós é esta: onde estamos colocando nossa esperança? Neste mundo – nas coisas – ou naquilo que é do céu, ou seja, em Deus? Somos convidados a colocar nossa esperança em Deus, pois, caso contrario, passamos a colocar em nós mesmos; quando colocamos em nós, passamos a viver para nós mesmos e passamos a nos tornar insensíveis às necessidades dos irmãos.

Nada pode me garantir a felicidade no mundo vindouro, a não ser o bem que vivo e faço para que os outros tenham um pouco mais de vida e sentido de viver a vida. Somos chamados a viver e a propagar a dignidade entre todos. Por mais que venhamos a ter todos os bens do mundo, se isso não me fizer se uma pessoa despojada, serei mais pobre do que qualquer mendigo. Aliás, a verdadeira pobre está no fato do coração estar amando errado. Quem ama o Senhor, para este não falta nada, pois quem tem Deus tem tudo; ao contrario, quem ama as realidades perecíveis, estes sim empobrecem e passam fome, principalmente a pior fome: a fome de sentido e de amor. Amemos o que deve ser amado colocando nosso coração no lugar certo.

Padre Pacheco,
Comunidade Canção Nova.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010


24 de Setembro, sexta-feira!!

Ecl 3,1-11 e Lc 9,18-22

Como está a sua relação com Deus??
Como está sua relação com seus pais??

pensa um pouco nisso..


Às vezes abrimos mão de tanta coisa, e até da família muitas vezes, pra sairmos em missão, ou nem precisa ser missão pode ser um passeio pra conversar com um amigo que precisa de nós, um colega que não está bem. Nos doamos por inteiro pelas pessoas, e isso é bom, muito bom.. mas.. como estamos agindo dentro da nossa casa?? Estou me doando e abrindo mão das minhas coisas pelos meus pais??
pelas pessoas que vivem comigo e que, muito mais que um amigo, precisam de mim??

Honrar pai e mãe é alcansar a vida em plenitude

Quem honra seu pai e sua mãe é a Deus que está honrando e terá felicidade e vida longa. Nossa!! Isso é muito sério!!
Talvez não nos damos conta da importância que isso tem, mas hoje Deus vem nos dizer.. honremos nossos pais, nossa família, nossa casa, por mais dificil que isso seja.. foi a familia que Deus planejou pra nossa vida. Talvez a salvação de nossas famílias comece por nós ou dependa de nós. Já parou para pensar nisso??

Quem teme ao Senhor honra seu pai e sua mãe

irmõs, é a própria palvra que diz isso!! E no evangelho diz: Quem dizeis que sou? Tu és o Cristo"

Então, a liturgia nos diz.. se eu creio que Jesus é o Cristo de Deus e temo ao Senhor, eu PRECISO honrar meu pai e minha mãe, e não só eles, mas a minha família, a minha casa, as pessoas que convivem comigo. Eu preciso ser fonte, ser canal da presença de Deus a essas pessoas. Tem um outro trecho da bíblia que diz: crê e tu e tua família serão salvos" e outra diz: pra Deus nada é impossível" e na leitura de hoje ainda diz: aquele que ama a Deus é ouvido na sua prece "cotidiana"

O que mais dizer sobre isso??

Deus abençoe a todos
e a Virgem do Carmo peregrine conosco!!

Elysa Zart


Membro e Consagrada da Obra Missionária
Ministério de música GO São Pedro
Diocese de Santa Maria
Acadêmica de Terapia Ocupacional - UFSM

quinta-feira, 23 de setembro de 2010


23 de Setembro

A paz de Cristo irmãos!!

A pergunta que Herodes faz a respeito de Jesus é: "Quem é, pois, este de quem ouço tais coisas?" E nós conhecemos Jesus?
Onde ele está no meu dia?
Onde Jesus está na minha vida?
Confio realmente que ele está vivo no meio de nós?
Confio meus projetos, minha vida a ele?
Que neste dia tenhamos a graça de conhecermos quem é realmente Jesus nas nossas vida

Paulo Marquette
Membro e Consagrado de vida integral da Comunidade
Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
Diocese de Rio Grande

terça-feira, 21 de setembro de 2010


21 de Setembro

Realmente era verdadeira a acusação dos puritanos a Jesus: “Andas com pessoas de má fama”. Assim o evidencia o Evangelho de hoje em que o Senhor chama para a sua companhia, como um apostólo a mais, Mateus – a quem Marcos e Lucas chamam de Levi -, publicano de profissão, isto é, cobrador de impostos para os romanos, oriundos da potência estrangeira de ocupação. Os abusos dos publicanos, “ladrões oficiais”, eram visíveis, pois aí radicava a sua margem de lucro. Por isso mesmo deviam ser evitados social e religiosamente, na opinião dos mestres da ortodoxia judaica.

Por que essa preferência de Jesus pelos marginalizados da salvação? “Não têm necessidade de médicos os sãos, mas os doentes. Ide, aprendei o que significam essas palavras: Eu quero misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6). Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Mt 9,12b-13). Eis aqui a explicação da conduta de Jesus e o substrato de todo o Seu ministério de encarnação na raça humana, a razão de toda a Sua vida e do Seu Evangelho, a finalidade da Sua morte e ressurreição.

Jesus provoca intencionalmente o escândalo dos puritanos tomando partido dos pecadores para mostrar a misericórdia de Deus, que os acolhe e perdoa como o pai do filho pródigo o faz. Mais ainda: avisou aos chefes religiosos do povo judeu de que publicanos e prostitutas lhes antecederiam no caminho do Reino de Deus. De fato, foram os pecadores e ignorantes, os pequenos e os pobres, os doentes e os marginalizados que captaram a mensagem libertadora de Cristo melhor que os justos e os sábios, os grandes e os entendidos.

Ninguém, pois, deve escandalizar-se; porque a misericórdia de Deus não é cumplicidade e laxismo permissivo, mas procura do homem para o promover e o redimir. Mateus era um marginalizado da salvação e um discriminado social, como o são hoje tantos homens e mulheres. Não obstante, ou precisamente por isso, Cristo dignifica-o e restabelece-o na sua condição de pessoa e de filho de Deus com o voto de confiança que supôs o convite do “segue-me”. Sugestão que, por certo, contava com todos os pressupostos em contrário. Mas para o Senhor a pureza religiosa autêntica não é a legal, mas a conversão ao amor, à piedade e à misericórdia.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

16 de Setembro

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo ...

A Igreja nos traz hoje, em sua liturgia, a leitura de I Cor 15, 1-11 e o Evangelho de
Lc 7, 36-50. Celebramos também São Cornélio e São Cipriano.

Na primeira leitura observamos a comovente carta de São Paulo a comunidade de corinto. Nela
podemos constatar o grande amor que este apóstolo teve por tal comunidade e a preocupação de que os
cristãos não deixassem cair no esquecimento o evangelho de Cristo. Paulo diz: "Irmãos, quero lembrar
-vos do evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. Por ele sois salvos,
se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo teríeis abraçado a fé
em vão." (I Cor 15,1-2). De fato, esta palavra de Paulo parece ecoar ainda mais fortemente em nossos
dias, pois não raramente nos deparamos com desvios e propostas que em nada condizem com a BOA NOVA
de Cristo, nosso Senhor.
A carta segue e Paulo vai narrando uma espécie de resumo, ou síntese, em que podemos
vislunbrar a história da Salvação que Cristo construiu em sua própria vida. Esta história é o
próprio evangelho "encarnado", não de meras e vazias palavras, mas de VIDA! Podemos notar que Paulo
deixa claro a afirmação de que também ele recebeu o anúncio desta boa notícia. Mesmo que ele tenha
sido surpreendido de forma milagrosa por Cristo no caminho de Damasco, faz questão de expressar sua
pertença a IGREJA, a hiearquia dos apóstolos que tem como fundamento a pessoa de Pedro.
Se queremos a salvação precisamos acolher a boa notícia que nos vem através da Igreja,
expressão viva e sacramento de Cristo na terra. Não podemos de forma alguma nos fechar em uma
espiritualidades intimistas em que temos um CRISTO PARTICULAR, que se revela a nós de forma
individual. A figura de Paulo é este grande exemplo, pois apesar de ter recebido a Cristo
de forma extraordinária, reconheceu na comunhão com a Igreja a expressão Máxima da Revelação da BOA
NOTÍCIA de nossa Salvação.

No Evangelho de hoje lemos a história de uma mulher que como tudo indica deveria ser uma
pecadora pública, completamente excluida pela sociedade de sua época. JESUS chegando na Casa do
fariseu é recebido, como narra o evengelho, de duas formas: pelo anfitrião da casa (fariseu) e também
por aquela mulher. Podemos fazer um paralelo entre entas duas formas de acolhimento recebidas pelo
divino mestre e que nos fará pensar sobre a forma como estamos nos comportando diante de tão
magnífico Senhor, que hoje deseja entrar em nossa casa, nosso coração.
Primeiramente natamos que o fariseu não se preoculpou em realizar o que de preche se fazia
quando um visitante chegava em uma casa judaica. Podemos citar três ritos de acolhida que foram
deixados para traz pelo fariseu: o lava pés, o ósculo e a unção na cabeça. No entanto, aquela mulher
simples e pecadora, surpreendendo todos com tanto AMOR para com CRITO, lavou os seus pés com as
próprias lágrimas, beijo-os e os ungio com perfume. A ação desta mulher não poderia deixar de
incomodar aquele homem, pois o sistema em que ele estava inserido não o deixava pensar de outra
forma. Como poderia DEUS não reconhecer que aquela mulher era uma pecadora? Mas, a Boa Nova que
ouvimos na primeira leitura e que agora vislumbramos neste evangelho como um verdadeiro testamento
de AMOR, nos aponta para uma atitude que deverá sempre ser a nossa atitude e que, certamente, será
as avessas do que o mundo tem como lógico, afinal, a sabedoria de Deus é loucura para o mundo.
Gostaria de terminar esta reflexão com a parábola narrada por Jesus neste evangelho, que
expressa bem tudo o que ele realizou na vida daquela mulher e que hoje deseja realizar em nossas
vidas. A parábola diz: "Um Credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários e o outro,
cinquênta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a sua dívida. Qual deles (os devedores) o
amará mais?" (Lc 7,41-42). Com este simples exemplo podemos entender que não importa o pecado que
um dia tenhamos cometido ou que ainda hoje nos pesa nos ombros, pois sempre há tempo de recomessar.
O tempo é favorável e a misericórdia está diante de nós para nos resgatar, transformando nossa vida
excluida e marginalizada, assim como a daquela mulher, em um verdadeiro testemunho de RESSURREIÇÃO!

Que a liturgia deste dia nos ajude a sermos COMUNHÃO para que a RESSURREIÇÃO se faça semmpre
presente no seio de nossa amada Igreja. Deus está conosco, ele caminha ao nosso lado: TENHAMOS CORAGEM!


Assim seja. Amém!


Diego Santos Borges

Seminarista da Diocese de Rio Grande (2º semestre de filosofia).
Membro da Comunidade Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina.

15 de Setembro

Olá, queridos irmãos, a paz de Jesus!

Hoje a Igreja nos coloca as leituras da carta de São Paulo aos Hebreus 5, 7-9 e o Evangelho de São João 19, 25-27, lembrando o título de Maria como Nossa Senhora das Dores.
As leituras, especialmente o Evangelho, me questionam: até que ponto chegou Jesus?! Quando Ele não tinha mais nada para dar, porque Ele já tinha se dado todo... Ele nos dá a sua mãe! Que angústia e que dor, tanto no coração do Filho quanto no coração da Mãe! Quem é que vai entregando assim a sua mãe?!?! E qual a mãe que se deixa entregar pelo filho?!?! Isso é próprio de quem ama e confia em Deus. Imaginem a cena: Jesus vê o discípulo amado ao lado de sua mãe... vê a dor da mãe amada... e me vê... e te vê.... vê uma humanidade sedenta de Deus e sedenta de um colo de mãe! E os entrega um ao outro...
Que troca! Jesus por nós! E Maria ainda aceita?!?!?! Dessa forma ela continua sendo a mãe das dores, pois o nosso calvário ainda não acabou. E é ela quem vai ao nosso lado, junto da cruz, dizendo: coragem! Só quem ama vê além da dor e do sofrimento.

Virgem do Carmo Peregrina, peregrinai conosco!!!

Ana Paula Kirchhof

11 de Setembro

Olá caros irmãos em nosso senhor Jesus Cristo!

Na reflexão do evangelho e na leitura desse dia podemos encontrar várias respostas para nossa vida.

No evangelho (Lucas 6,43-49), Jesus nos mostra como medirmos ou quantificarmos nossa fé e entrega a Deus, através dos frutos em nossa vida. "O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração"(Lucas 6,45a), sejamos essa árvore boa que dá bons frutos, que nossa boca possa expressar sem medo o que transborda em nosso coração, que nossos atos edifiquem a nós e aos demais; em suma, que esses frutos, nossa fala e atos estejam repletos de amor a Deus e ao irmão; e que, assim, possamos ser semelhante a quem edifica sua casa na rocha, essa não cai jamais. Do contrário, cuidado meu irmão, ainda dá tempo de sermos o trigo e não o joio.

Edificação em Deus requer conhecimento e dicernimento, São Paulo com certeza tinha isso de sobra, ele vem nos revelar na primeira leitura (1º Coríntios 10,14-22) o que realmente é a idolatria. Quem de nós nunca se perdeu no raciocínio ou mesmo balançou perante as indagações de nossos irmãos evangélicos? Aquele que nunca fez isso se manifeste! Se Paulo vem esclarecer isso é porque sabia, com certeza, da importância de se ter esse pensamento claro em nosso coração, tanto para recorrermos a intercessões de Santos ou "armas" espirituais quanto para não sairmos por aí adorando a falsos Deuses, muitas vezes camuflados por traz de várias faces. No início ele, ainda, faz referência a coisas que nos remetem a Deus como a eucaristia, ou seja coisas que nos remetem a verdade, coisas que nos conduzem a Deus! Idolatria é tudo o que nos se faz deus em nossa vida mas não é ou conduz ao verdadeiro Deus.

Que certos da verdade em nosso Deus sejamos uma árvore que dá excelentes frutos!

Que o Santo do dia, São João Gabriel Perboyre nos abençoe e nos conceda um dia repleto de Graças!

Josué Rigue

Ministério das Artes da RCC
Diocese de Santa Maria
10 de Agosto

Bom nada melhor para começarmos a semana do que rezando e meditando o que Deus quer fazer na nossa vida. Gostaria de começar citando uma frase do meu pároco PE. Gil “somos apenas um lápis nas mãos do nosso Criador” e assim relembro o evangelho do Domingo 5/9 onde nos fala que para servir a Deus devemos nos desapegar das coisas humanas. E assim meu irmão te convido a refletir sobre a sua vida e pensar em quais momentos que não estamos deixando a mão de Deus guiar as nossas vidas, aonde que estamos impedindo Ele de agir . PARE um pouco agora esqueça-se por apenas alguns instantes desse mundo agitado, do relógio e se concentre na sua vida interior. Aonde que ainda estou agindo com o meu humano em minha vida ao invés de deixar o Salvador fazer em minha vida.
Esse é um momento crucial da nossa caminhada, perceber aonde que estamos errando pois como a psicologia explica que o primeiro passo começa em reconhecer o erro, então aproveite este tempo para isso.
Agora que você já sabe em quais setores agir em sua vida eu te convido a pegar esse mesmo evangelho e ler um pouco mais a frente onde Jesus nos ensina que devemos planejar nossas atitudes assim como um engenheiro planeja uma casa pois não adianta fazermos o alicerce se não conseguirmos construir o resto. Eis agora mais um ponto chave em nossas vidas, vejam como foi rico o nosso evangelho da semana, traçar planos de forma estruturada. Isso significa que devemos pensar de forma racional e objetiva em como se despojar TOTALMENTE do nosso humano e deixar Deus nos guiar livremente. Vocês notem que eu falei racionalmente e realmente devemos ser assim porque de nada adiantaria eu fazer metas que não conseguisse cumprir por isso pense nas metas e pense em como faze-las também pois apenas pensar e não fazer é o mesmo que fazer o alicerce e não levantar o resto e se isso acontecer Deus nos exorta dizendo” E todos os que virem isso começarão a caçoar”. Portanto a palavra da semana é planejamento, pensem nisso sempre se lembrando de que um caminho em Deus é um caminho verdadeiramente feliz.
Irmãos paz e bem nesse dia !! Espero que as palavras de Deus ilumine a vida de vocês !
Um grande abraço André Weber

9 de Setembro

No salmo que meditamos no dia de hoje Davi exclama: “fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma” (Sl 138, 13-14).
Deus Pai, Todo-Poderoso, criou-nos de maneira única e extraordinária, criou-nos a Sua imagem e semelhança, conforme consta no livro de Gênesis. Quanta beleza há em nosso ser, em nossa alma tão inexplicável e incompreensível, alma que tem sede do Criador. Alma que não descansa até encontrar o Amado e que é profundamente conhecida por Ele.
Amado este que conhece todos nossos atos, nossos pensamento, nossos anseios mais profundos, acerca de quem cantava Davi “Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos” (Sl 138,1-3).
E quanto deseja nossa alma encontrar o seu Amado, já dizia Santo Agostinho:
“Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!
Tarde demais eu te amei!
Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora!
Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas.
Estavas comigo, mas eu não estava contigo.
Retinham-me longe de ti as tuas criaturas, que não existiriam se em ti não existissem.
Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez.
Fulguraste e brilhaste e tua luz afugentou a minha cegueira.
Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por ti.
Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo de tua paz...”
Nossa alma deseja estar diante deste Deus e Senhor do qual fala Paulo ao povo de Corinto na leitura de hoje (I Cor 8,6: “Mas, para nós, há um só Deus, o Pai, do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nós também”). Frente a este Deus nada passa despercebido, nenhum de nossos atos, nenhum de nossos pensamentos. Sé o Senhor que ilumina a miséria de nossos pecados e que pode transformar-nos em obra nova, que cura nossas cegueiras, rompe com a nossa surdez e nos mostra por onde devemos seguir.
Da mesma forma, Jesus faz no Evangelho de hoje (Lc 26, 27-38) nos convida a deixarmos encontrar por Ele, para que assim possamos amar nossos irmãos, perdoar-nos mutuamente, sermos misericordiosos. A irmos muito além daquelas atitudes convenientes e “politicamente corretas”. Afinal, aqueles que não experimentaram da Verdade também podem ter atitudes plausíveis, orientados pelo bom senso.
Deus nos chama, no dia de hoje, a IRMOS ALÉM!!!!
Que o Senhor nos leve além no dia de hoje!

Lisiane Griebeler

Coordenadora do Ministério Jovem da Diocese de Montenegro/RS
Advogada e Pós-graduanda em Direito Processual Civil