sexta-feira, 27 de agosto de 2010


27 de Agosto, 1Cor 1,17-25 e Mat 25,1-13

Bom dia queridos irmãos, é uma alegria partilhar com vcs hoje a Palavra de Deus!!

Hoje pela manhã enquanto rezava, pensei o quanto o Senhor nos alerta pra que estejamos prontos pra quando ele voltar ou então quando partirmos para a eteridade. Irmãos, quanto amor do Senhor para conosco, pensem.. Ele veio para o mundo trazer a SALVAÇÃO, e de fato isso aconteceu!! Nossa, não existe amor maior do que dar a vida por alguém, como diz na palavra e Ele, o filho de Deus, o Homem perfeito, morreu pra salvar a humanidade. E se isso não bastasse, temos a sagrada escritura, que nos permite contato direto com as palavras e promessas de Deus, basta querer. Além de tudo que Cristo passou, Ele nos alerta a cada dia.. pra que estejamos prontos.. quanto amor!!
Mas e como seria estar pronto?? Na verdade, pronto pronto pronto não estaremos porque somos pecadores por essência, mas estar pronto é voltarmos nossos olhares para a Cruz. Amar o sacrifício de Cristo, viver a cruz a cada dia na nossa vida. E como seria isso?? AMANDO!! Amando Deus em primeiro lugar, nossas familias, nossos amigos, as coisas que fazemos.. buscar estar reconciliado com Deus, sempre!!
Ninguém nos ama mais do que Deus, isso é fato.. e quando assumimos isso nossa vida muda e passamos a buscar as coisas do alto. Consequentemente começamos a experimentar uma verdadeira felicidade, e por mais que estejamos enfrentando dificuldades, porque isso todo mundo tem, enxergamos as coisas de uma forma diferente, e o principal, ficamos com o nosso coração em paz sob qualquer circunstância.
A leitura nos remete à Cruz, assumir a cruz na nossa vida, por mais que nos chamem de loucos. E o evangelho fala justamente em estarmos preparados em alerta, como as jovens previdentes.

Lebrem: Sempre há tempo de recomeçar e a cada dia Deus nos dá uma nova oportunidade para sermos íntimos Dele. Ele nos ama acima de nossas limitações.

Então irmãos, busquemos as coisas do alto, sacrifiquemos nossa vida pelas coisas de Deus, pelos outros. Sem pensar em recompensas nos reconciliemos com Deus e busquemos uma intimidade mais profunda com Ele a cada dia para usufruirmos da verdadeira felicidade que vem de Cristo!!

Deus abençoe a todos!!

Elysa Zart

Consagrada da Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
Ministério de Música do GO São Pedro - Diocese de Santa Maria
Acadêmica de Terapia Ocupacional - UFSM

quinta-feira, 26 de agosto de 2010


26 de Agosto

Salmo de meditação: 144(145), Evangelho do dia: Mt 24, 42-51

“Louvarei o Senhor por toda a vida”

Somos chamados pelo Senhor a estarmos vigilantes para o Grande dia do Encontro. Dia do encontro definitivo com Jesus.

Ao longo de nossas vidas, vamos vendo setas e placas que nos indicam que Ele é o Caminho. Peçamos a Jesus que nos dê a graça da vigilância para não sermos pegos de surpresa ... e que surpresa será! Para aqueles que sabem usar devidamente os dons que o Senhor nos deu, será um dia de encontro entre amigos pois respeitamos e trabalhamos devidamente com aquilo que Ele nos confiou. Muito cuidado servo que desonra os dons que o Senhor nos confiou e maltrata seus irmãos, pois Ele pedirá contas de tudo aquilo que nós fizemos, do quanto amamos, do quanto fomos misericordiosos, como testemunhamos a sua Boa Nova da Esperança e como vivemos a confiança em sua Redenção. Ajudai-nos Sr. Jesus a estarmos prontos e vigilantes quando Tu chegares e que o meu olhar não fuja de teus olhos.


Leonardo Leonardo Zaromski

(3°Ano Filosofia)
Seminarista da Diocese de Pelotas R.S.

25 de Agosto

“Felizes os que temem o Senhor, os que andam em seus caminhos. Poderás viver então do trabalho de tuas mãos, serás feliz e terás bem estar.” Sl 127, 1-2

Hoje a Igreja nos propõe a leitura do Evangelho de São Mateus 23, 27-32 e a segunda carta de São Paulo aos Tessalonicences 3,6-10.16-18.

As leituras de hoje nos alertam para duas realidades: a HIPOCRISIA e o TRABALHO.

No Evangelho, Jesus parece que está furioso com aqueles que dizem, aparentam, mas não fazem e não são nada do que se imagina deles. Me pergunto: será que eu sou assim também? O que vem primeiro: o que está por fora (aparência) ou o que está por dentro (a essência)?
Eu preciso neste dia me questionar se minhas atitudes correspondem ao que eu sou de verdade. Não adianta nada eu querer ser aquilo que eu não sou... e o que eu sou? Em primeiro lugar, sou uma filha amada por Deus! Como filha de Deus, preciso ter atitudes de uma filha de Deus! Quando isto for uma verdade em mim, o que se vê por fora, a aparência, será puro reflexo da essência... sem hipocrisias!
Na carta de São Paulo, o apóstolo alerta sobre a dignidade e o valor do trabalho. Ele diz: “quem não quiser trabalhar não tem o direito de comer” (II Tes 3, 10). Ele se coloca como exemplo para que o povo busque a santidade nas suas atividades do dia-a-dia, buscando no trabalho digno, ético o seu sustento material e o seu meio de santificação.
Será que às vezes eu não procuro desculpas, até mesmo com atividades religiosas, para fugir dos meus compromissos diários? Será que estou esquecendo de santificar as coisas ordinárias do meu dia e só me lembro de fazer aquilo que todo mundo vê? Será que eu canto, prego, rezo... mas não vivo o que canto, prego ou rezo???
Eu não sei de você, mas vou cuidar mais por onde ando! Não quero que Jesus me encontre como um “sepulcro caiado”. Sejamos homens e mulheres de atitudes verdadeiras!

Virgem do Carmo Peregrina, peregrinai conosco!

Ana Paula Cardoso Kirchhof
Consagrada a Obra Missionanária Virgem do Carmo Peregrina
Diocese de Santa Maria
Fisioterapeuta

24 de Agosto

Hoje celebramos com toda a Igreja e festa do apóstolo São Bartolomeu. Bartolomeu e Natanael são a mesma pessoa. Entendamos isso, de imediato, para que não haja confusão de pessoas. “Natanael” significa “dom de Deus”.

Filipe leva Natanael até Jesus dizendo-lhe que havia encontrado Aquele sobre o qual falou Moisés e os profetas: Jesus de Nazaré, Filho de José. Imediatamente Natanael pergunta se pode vir algo de bom de Nazaré (cf. Jo 1,46 ). Ou seja, pode vir algo de bom de um lugar tão insignificante aos olhos humanos?

Quando Natanael chega até o Senhor é surpreendido pelo Mestre. Eis que Cristo exclama: “Eis aí um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade” (Jo 1, 47c). E o israelita pergunta ao Senhor: “De onde me conheces?” (Jo 1, 48b) e Jesus responde-lhe: “Antes de estares sentado embaixo da figueira, eu já te conhecia” (Jo 1, 48c). Que estupenda a resposta do Senhor e a profundidade desta. O que Cristo quis dizer com isso?

Jesus havia visto Natanael sentado embaixo da figueira, lendo e meditando a Torá e permitindo que aquela Palavra entrasse em seu coração; como a Palavra é o próprio Jesus Cristo – o Verbo do Pai Encarnado – é Ele mesmo que adentra o mais íntimo do coração daquele homem. E esse homem de fé [Natanael] fica encantado, estupefato com tal realidade… Ele encontra personificada aquela Palavra, a qual ele sempre colocou como guia da sua vida e do seu futuro.

Jesus é este que adentra as realidades mais profundas do coração e da alma de cada um de nós; quando permitimos este adentrar de Cristo, a nossa vida muda, mudam nossas concepções acerca de Deus, do mundo, do ser humano e de nós mesmos. Para isso, é preciso deixar o Senhor entrar. É o próprio Jesus quem diz: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos juntos“ (Ap 3,20).

Natanael é o exemplo de discipulado no que diz respeito à abertura que devemos ter para com Nosso Senhor Jesus Cristo, para com Sua Palavra. Esta Palavra – que é o próprio Jesus – é a única realidade capaz de mostrar e desvendar a nossa identidade mais profunda e mostrar a maravilha que cada um de nós somos aos olhos do Pai.

Permitamo-nos ir até Cristo, assim como Natanael foi levado por Filipe até Ele, muitos “Filipes” Jesus coloca em nossa vida; sejamos dóceis deixando-nos ser conduzidos por esses instrumentos de Deus.

Em Natanael, como no coração de cada um, existe um anseio pela verdade, pelo sentido da nossa vida. Esta verdade é Jesus. Quando nos encontramos com o Senhor, por meio de Sua Palavra, como também por meio de cada irmão, para os quais somos chamados a nos doar e amar, aí fazemos uma experiência profunda com esta verdade que buscamos: o próprio Jesus, o sentido maior da nossa vida!

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 23 de agosto de 2010


23 de agosto: 2º Coríntios 10, 17-18; 11, 1-2
Mateus 13, 44-46

Olá, irmãos. É com imensa alegria que venho novamente falar do plano de nosso Pai Celestial para nós. Pai este que hoje, por meio da liturgia, vem nos mostrar mais uma vez o bem precioso que é viver ao Seu lado.
Jesus nos fala, no Evangelho, que o Reino dos Céus é como um tesouro, uma jóia, pela qual vale a pena largar, desistir, entregar tudo para alcançá-la.
Isto, porém, nem sempre nos é fácil, pois acabamos por nos apegar à falsa segurança que as coisas nos trazem.
Para encontrarmos este tesouro valioso, temos que tomar a decisão de largar tudo e buscar o prêmio que o Senhor nos chama a receber, pois quando confiamos n’Ele e somos fiéis, tudo nos é acrescido por recompensa e nada nos há de faltar.
Conforme afirma São Paulo na carta aos Coríntios, devemos nos gloriar no Senhor, e somente n’Ele.
Precisamos nos deixar conduzir a este Esposo Fiel e sermos também nós fiéis a Ele. Somente assim seremos capazes de alcançar este riquíssimo tesouro que é a Vida Eterna.
Isto pode até nos parecer loucura, mas como já afirmou o próprio São Paulo “a loucura de Deus é mais sábia que os homens” (1º Cor 1,25ª).

Tenham todos uma ótima semana e permaneçam na paz do Senhor.


Camila Ribeiro


Ministério Jovem Rcc - Diocese de Santa Maria
Estudante de Matemática - UFSM

22 de Agosto, Liturgia dominical

O Evangelho deste final de semana nos mostra, por intermédio de São Lucas, Jesus percorrendo cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Aliás, esta é uma marca significante no Evangelho de Lucas: Cristo está em constante movimento, caminhando para Jerusalém, ou seja, o Senhor tem uma meta clara: Jerusalém, pois é ali que entregará a vida em resgate de todos nós.

Alguém no meio do povo questiona Jesus; interessante é que Lucas não diz o nome da pessoa, pois esta pessoa é você, sou eu, ou seja, esta pessoa que pergunta a Jesus é o anseio da alma de cada um de nós; daí a pergunta: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”

O grande milagre da salvação, em si, não é difícil ou reservado a algumas pessoas. Não! O milagre da salvação foi conquistado por Cristo para toda a humanidade, sem distinção de ninguém. Para dizer que, no que depender de Deus, não seremos salvos, pois já o fomos [salvos] pela morte d’Ele na Cruz. A salvação já aconteceu, meus irmãos!

Contudo, entretanto, sendo assim, é preciso que urgentemente venhamos a entender uma coisa que é fundamental para a nossa salvação: o milagre da salvação é uma via de mão dupla, ou seja, Deus já fez a Sua parte; cabe a nós fazermos a nossa.

Com o evento Cristo – Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição – o pecado e a morte não possuem mais a última palavra na nossa vida; quem dá a última palavra na nossa vida é Jesus Cristo. E esta palavra nada mais é que: salvação! Para dizer que tudo concorre para a nossa salvação; em Deus, já estamos salvos. Mas, como a salvação é uma via de mão dupla – repito: precisamos fazer a nossa parte.

Precisamos fazer a nossa parte no milagre da salvação! Aí “aperta o sapato”, como diz o ditado. Por quê? Porque – me desculpe e permita-me falar – estamos acostumados a receber tudo pronto, sem esforço. Estamos nos acostumando com uma vida medíocre, fraca, sem luta, sem esforço, vivendo cada vez mais do mínimo esforço possível. Aí está a grande dificuldade da salvação, ou seja, em nós mesmos, pois não queremos tomar a vida das mãos e viver de acordo com o Evangelho; aliás, não queremos adequar a nossa vida ao Evangelho, mas sim, queremos adequá-lo à nossa mediocridade de vida.

Salvação é luta, é esforço, é garra e combate! É ter a coragem de querer recomeçar a cada novo dia, a cada instante; isso só é possível para pessoa de garra e não para pessoa medíocre. Desculpe a franqueza!

Por isso é tão difícil a salvação: porque não queremos nada disso, muitas e muitas vezes, e depois dizemos que Deus e Sua Igreja dificultam as coisas. Tomemos consciência!

No que consiste a nossa parte no milagre da salvação? Consiste em vivermos de acordo com o Evangelho; em criarmos uma sociedade mais justa e solidária (também com o nosso voto: jamais votando naquelas pessoas que são a favor do aborto, contra a vida, mesmo quando a desculpa é o fator da saúde pública), em nos doando aos outros, gastando a nossa vida pelos irmãos, a começar por aqueles que mais próximos de nós se encontram; e em sermos modelos das virtudes e dos valores com uma vida fundamentada na Palavra de Deus e na Eucaristia.

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

21 de agosto de 2010.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo ...

Neste dia a igreja nos traz em sua liturgia a leitura de Ez 43, 1-7a e o evangelho de Mt 23,1-12. A igreja celebra São Pio X, papa (+1914).

A leitura de Ezequiel nos traz uma narrativa em que o profeta é conduzido por Deus para contemplar sua glória, que nesta passagem é simbolizada através do ruído das águas e com o clarão que iluminava a terra. Podemos observar já nesta passagem características que hoje atribuímos ao Espírito Santo, pois é ele que nos ilumina e que através de sua ação purifica (água) nossas vidas.
A leitura segue e constatamos que a glória mostrada a Ezequiel penetrou no templo de sorte que ele “estava cheio do resplendor do Senhor” (Ez 43, 4b). Sabemos que na tradição judaica o templo é o lugar onde reside o próprio Deus e é isto que notamos nos versículo 7a do capítulo 43. Vejamos:
“Filho do homem, disse-me (a voz), é aqui o lugar do meu trono, o lugar onde pus a planta dos meus pés, minha morada definitiva entre os israelitas.”. No novo testamente este lugar em que habita o próprio Deus passa do templo para os corações humanos, pois é em nossos corações que depois do batismo o próprio Deus trindade vem fazer sua morada. Ele sabe que se faz necessário que o homem seja transformado de dentro para fora, num processo contínuo de conversão que inicia com o nosso batismo e terminará apenas com nossa morte.

O Evangelho de Mateus nos alerta hoje para o grande perigo que corremos, o de esvaziarmos nossa relação com Deus, fazendo com que nosso culto seja apenas externo, o que, de fato, não agrada ao Senhor. Observamos claramente o exemplo dado por Jesus em que ele mostra a decadência religiosa na qual muitos (não todos) dos fariseus e escribas estavam submetidos. Vejamos:
“Os escribas e os fariseus sentaram-se na cadeira de Moisés. Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem. Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem move-los sequer com o dedo. Fazem todas as suas orações para serem vistos pelos homens, por isso trazem largas faixas e longas franjas nos seus mantos.” (Mt 23, 2-5). Fazendo ligação com a leitura de Ezequiel em que vemos o templo repleto com a glória de Deus e sabendo que este templo, é em nossos dias, o próprio coração humano, percebe-se a necessidade urgente de um profundo e contínuo encontro com Deus. Assim como os fariseus e escribas acostumaram-se com a lei e os preceitos divinos e acabaram por fazer do culto a Deus um momento de promoção pessoal e opressão do povo, também nós, cristãos, se não observarmos nosso chamado de batizados, corremos o sério risco de nos tornarmos fariseus e escribas contemporâneos, que ao invés de promover o povo de Deus, passe a oprimi-lo.
Este problema exposto por Cristo que hoje se atualiza, através da liturgia, é sério e requer de nós um verdadeiro esforço pessoal e comunitário, para que a cada dia estejamos configurados a proposta de nosso mestre. Ele, sabendo de nossa debilidade e limitação, além de nos apontar o erro para que não sejamos seduzidos por ele, também nos aponta o caminho de saída e de libertação. Deixemos que o evangelho fale por si mesmo neste momento:
“O maior entre vós será vosso servo. Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado.” (Mt 23, 11-12). Com estas palavras o próprio mestre nos convoca a humildade, pois só através dela saberemos como proceder em nossa caminhada. Um cristão profundamente humilde jamais irá se emancipar de Deus, pelo contrário, cada dia mais buscará em seu coração, templo vivo do Espírito Santo, a comunhão com seu senhor. Esta busca, longe de se tornar intimista, o levará também a uma verdadeira comunhão com toda a igreja, através do culto que prestamos externamente, principalmente na Santa Missa. Com toda a certeza, Deus que é comunhão por excelência, nos ensinará a viver verdadeira comunhão com todos os batizados, para que juntos, como corpo mítico de Cristo possamos proclamar a salvação que nos vem por seu intermédio.

Rezemos com confiança:
Senhor Jesus Cristo, mestre e autor da humildade, ensina-nos a viver como Tu viveste, para que sendo luz neste mundo possamos conduzi-lo a verdadeira e autentica felicidade. Dá-nos o AMOR que vem só de Vós e ajuda-nos em nossas limitações para que estejamos sempre unidos a Ti, no interior dos nossos corações e no seio de Tua Igreja. Assim seja. Amém!

Diego Santos Borges


Seminarista da Diocese de Rio Grande (2º semestre de filosofia).
Membro da Comunidade Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010


20 de Agosto, Ezequiel 37,1-14 e Mateus 22,34-40

Jesus, ao ser interrogado pelos fariseus, pois havia feito calar os saduceus sobre o maior mandamento existente debaixo do Céu, responde que não há maior mandamento que amar a Deus e, consequentemente, amar o outro.

Esta palavra – amor – hoje em dia, está muito desgastada, “saturada”, banalizada. Perdeu-se a noção e a compreensão do significado dessa palavra. Há um empobrecimento e um esvaziamento na compreensão e no sentido mais profundo do que é amor.

Gosto da definição, acerca do amor, trazida por Madre Tereza de Calcutá. Ela diz que: “o amor é aquilo, que diagnosticamos na carne, ou seja, o amor começa em nossa vida, quando começa a dor a carne”. Ou seja, enquanto não dói a nossa carne, só estamos fazendo o bem; o amor começa quando começa a dor a carne.

Amor não é sentimento, apesar de passar por ele muitas e muitas vezes; amor é decisão, é opção consciente por querer amar, por querer dar a vida pelo outro. Passamos a amar a Deus quando nos deixamos levar pela Sua vontade e não pela nossa; quando começamos a fazer a opção pela vontade d’Ele em nossa vida e não mais pela nossa. Dessa forma, logo nosso ser, – nossa carne –, começa a dor e a doer muito; queremos, a carne grita, pela vontade do nosso corpo, dos nossos sentimentos, dos nossos afetos, dos nossos apetites, sejam eles quais forem eles.

Quando fazemos a opção pelo amor a Deus, como consequência, fazemos a opção pelo amor ao próximo. Aliás, como poderei amar a Deus, que não vejo, se não amo meu irmão que vejo? Incoerência total! O amor pelo Senhor passa pelo irmão; o amor pelo irmão passa, necessariamente, pelo amor ao Senhor.

Costumo dizer: quem não quer sofrer não ame! Pois quem ama, sofre! Quem não quer sofrer não ame, mas tenha certeza de uma coisa: não viverá e, sim, vegetará. Por quê? Porque – repito – o amor começa quando começa a doer a carne.

O amor acontece na concretude da nossa vida, como fruto de decisões livres e conscientes que fazemos em favor dos outros e por amor a Deus. O amor passa pelos sentimentos, mas não pode ser sentimentalismo.

Existem muitas pessoas se perdendo, pois não as estamos amando realmente, ou seja, não as estamos exortando, dizendo as coisas que elas precisam ouvir. Amar significa não dizer o que a pessoa quer ouvir, mas o que ela precisa escutar.

O amor acontece nas realidades mais simples da nossa vida, nas pequenas coisas que somos convidados a fazer pelos outros; ou seja, precisamos entender que amar é fazer concretamente o que deve ser feito, a partir das pequenas coisas, pois grandes coisas qualquer desesperado faz. Gosto muito deste exemplo: uma pessoa que está prestes a perder a esposa, como muita facilidade consegue descer de um prédio de vinte andares, com uma rosa na mão e dizer para todos que a ama. Difícil é dizer, na simplicidade do dia, todos os dias da vida, que ama a esposa. Repito, grandes coisas qualquer pessoa desesperada faz. Claro, estava prestes a perder a esposa e o casamento neste caso…

Amemos, irmãos e irmãs, a todos e a Deus, com gestos concretos, pois de promessas e de desejos o inferno também está cheio. Amar dói; mas tudo que faz doer cura!

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 19 de agosto de 2010


19 de Agosto, Ez 36, 23-28 e Mt 22, 1-14

Bom Dia irmãos, a paz do Senhor!!

E a liturgia hoje é muito clara, hoje o Senhor nos chama a vida nova, nos chama a transformação e conversão, reconhecer que Ele é o nosso Senhor. Isso fica explícito em Ezequiel 36, 23.. de cara já percebemos que Deus quer manifestar a vossa santidade em nós afim de que possamos reconhecer que Ele é o Senhor. E a partir desse reconhecimento, tão simples, e as vezes tão dificil de aceitarmos, Ele muda nossa vida.. transforma a nossa integralidade. Derrama sobre nós a água que purifica e nos lava de todo o pecado, nos coloca um coração novo, de carne!! E o principal.. no 27: "meterei em vós o meu espírito, afim de que obedeçais as minhas leis e sigais e obsrveis os meus preceitos". Nossa!! Num simples passo: reconhecer Deus como Senhor, Ele transforma todas as coisas em nós e ainda nos dá o Espírito Santo afim de que continuemos vivendo e experimentando o novo, a renovação. Fico pensando.. como Deus é bom.. não nos pede nada, apenas que reconheçamos que Ele é o Senhor, que Ele te palavra de vida eterna, que Ele pode todas as coisas e tudo mais ele nos dará. E o Senhor chama a todos, sem dinstinção. "Todos são chamados, mas poucos são os escolhidos" por que será que todos são chamados mas nem todos são escolhidos?? Porque todos são convidados ao banquete, como diz o evangelho, alguns já de cara negam ou dão risada, e isso é muito comum na Universidade por exemplo, ou entre nossos amigos e famílias, tem gente que não pode nem ouvir falar em Deus.. isso é uma pena porque o Senhor chama a todos. Outros ainda, aceitam o convite para o banquete mas não estão com roupas nupciais e são lançados ao fogo, como diz em Mt 22, 12 e 13 esses vão ao banquete, mas de fato não estão com as vestes adequadas, e o que seria as vestes adequadas?? É o meu coração, o teu coração. Como está a nossa relação com Deus? os nossos pensamentos? as nossas atitudes? a nossa intimidade com Deus? a nossa busca pelas coisas do alto? pela santidade? como está a nossa fé? essa é a nossa veste!! É o nosso coração, repito!! E eu tenho escutado pessoas me dizerem.. "mas eu não sinto Deus", ter fé não é sentimento, crer em Deus não é sentimento, optar por Deus e pela santidade não é sentimento!! É questão de escolha e de acreditar!! Acreditar que Ele te chamou, e que tu é um escolhido para o banquete. Ele quer te fazer feliz, quer te dar uma vida nova, hoje, renovada no seu amor, amor de Pai, amor Perfeito. Temos duas opções: ou cremos no Senhor e lutamos pelos planos Dele, ou seremos lançados ao fogo como diz no versículo 13. É duro sim ler isso, mas é a verdade! Somos livres pra escolher o que faremos com a nossa vida, mas nossas escolhas serão refletidas, seja na eternidade, participando do baquete que o Senhor preparou para os escolhidos ou não!! E isso é fato!! Você é um chamado, é um escolhido de Deus, e Ele te ama com amor eterno!! Ele quer, mais do que tudo, que você seja feliz desde agora!! Irmãos,lutemos pelas coisas do alto!!

Lembrem: "Deus nos ama acima de nossas limitações"

Sempre é tempo de voltar, de experimentar o amor de Deus em nossas vidas. Faça parte deste banquete, seja um escolhido de Deus. Posso te garantir que não será fácil, mas também te garanto que vai valer a pena!!

Virgem do Carmo, peregrinai conosco!! Deus abençoe a todos!!

Elysa Zart

Consagrada da Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
Ministério de Música do G.O. São Pedro - Diocese de Santa Maria
Estudante de Terapia Ocupacional - UFSM

quarta-feira, 18 de agosto de 2010


O profeta Ezequiel compara os pastores com as autoridades políticas, e compara o rebanho com o povo que pertence exclusivamente a Deus. A função do pastor é de cuidar do rebanho, defende-lo dos lobos.As autoridades políticas se preocupam com seus próprios interesses, em vez de servir ao povo. Em vez de defender o rebanho, elas os entregam aos lobos.Na visão do profeta, a ruína da nação é culpa exclusiva das autoridades que a governavam. Visão que nos cristãos temos hoje também.

Já no evangelho, Jesus nos diz que todos temos os mesmos direitos de participar da bondade e misericórdia divina, superando o que os homens consideram como justiça.

No Reino de Deus não há lugar para o ciúme.

Devemos é permanecer na conversão sistemática, nos doutrinarmos na oração e preparar os caminhos para que o ultimo seja o primeiro no dia seguinte.

Não devemos possuir méritos, devemos aprender que o reino de Deus é um dom gratuito.

“ No Reino de Deus não há lugar para o ciúme.”

Maikon Coelho

Consagrado e vida integral da Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
Diocese de Rio Grande

terça-feira, 17 de agosto de 2010


Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
www.obramissionaria.org.br


MENSAGEM Nº. 579 - ANO X – XXI TEMPO COMUM (C)


“ENTRAR PELA PORTA ESTREITA É O CAMINHO DIRETO PARA ALCANÇARMOS A DEUS”.


Pax Domini sit semper vobiscum!


O grande desafio que enfrentamos na peregrinação desta vida consiste na assimilação dos valores do Evangelho. Para que isto aconteça precisamos ter a coragem de entrar na “porta estreita” das provações que se tornam essenciais para sermos felizes. Neste domingo rezamos e meditamos na vocação do leigo pedindo especialmente pelos catequistas que passam o essencial de nossa fé. São cristãos comprometidos com as diversas comunidades onde a Igreja está presente. Devemos estar sempre atentos ao que o Senhor nos solicita em meio às diversas contradições presentes dentro da sociedade.



OREMUS: Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Amém.



EVANGELHO (Lc 13, 22-30):
Naquele tempo: Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no reino de Deus. E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.


“Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão”.


Quando olhamos para a doutrina de Jesus podemos ter certa desconfiança por ela se apresentar de um modo contraditório ao que nós adotamos no cotidiano de nossas vidas. Deus se utiliza de uma linguagem paradoxal. São dois contrários que se unem para se chegar a uma verdade. É como a criança que por se baixa vê o bordado da mãe pelo avesso e se queixa para ela da falta de beleza no seu trabalho até que a mãe abaixa o bordado e mostra para a criança o lado contrário do avesso e a criança percebe a beleza do que a mãe está fazendo.
A linguagem evangélica é sempre contrária ao que a nossa natureza nos inspira no momento. Jesus fala em porta estreita. São as dificuldades, as provações que vamos assumindo em nossas vidas que vão nos purificando e mostrando o essencial. A porta larga são as facilidades e de uma falsa prosperidade que é na realidade um desvio do imenso desafio daqueles que querem seguir a Cristo. Nesta porta estão contidas as alegrias momentâneas que nos enganam nos arrastando ao superficial. As pessoas seduzidas pelo passageiro do mundo não conseguem encontrar a Paz do Ressuscitado porque vivem presas no emaranhado do ter do poder e do prazer.
Os verdadeiros discípulos de Jesus são reconhecidos pela prática da justiça unida a solidariedade. Não seguimos uma doutrina vazia em relação ao amor que devemos devotar aos nossos semelhantes. Não adianta termos uma prática religiosa só em nível pessoal esquecendo que o cristianismo é uma vivência comunitária. Talvez esta seja a porta mais estreita que teremos que passar, pois a comunidade sempre nos questiona e nos pede mais. A nossa santificação sempre tem uma dimensão eclesial. Buscamos a santidade com e para a Igreja.
Todo ser humano busca a felicidade. Gostaríamos de viver uma felicidade mais permanente. Desde a sua origem o homem deve fazer escolhas, ele é administrador de sua vida. Quando pensamos poder encontrar a felicidade sozinhos, nos enganamos profundamente. Começamos a nos satisfazer com pequenos momentos de alegria que depois podem se transformar numa grande angústia. Podemos perceber que esta é a radiografia do ser humano da atualidade: pensa em ser feliz sem um profundo relacionamento com seu Criador. Pensa em buscar a felicidade sem as raízes da própria felicidade que está na profunda comunicação com Aquele que pode nos dar uma verdadeira explicação do sentido de nossa existência.
A porta larga das facilidades é uma tentação constante na vida do cristão. Hoje poucos falam de ascese e penitência, até mesmos os consagrados a Deus pelos votos religiosos. Entrar pela porta estreita é auto superar-se na tentativa de praticar a justiça que sempre nos questiona. É buscar uma conversão sistemática sob a ação do Espírito Santo. A experiência da Noite Escura de São João da Cruz é de grande atualidade pois ela nos purifica para chegarmos ao essencial.
Jesus se afasta daqueles que praticam a injustiça. Todos aqueles que se perdem na falta de solidariedade. Deus é o Sumo Bem, Ele quer que todos vivam na prática do Bem. Deus não nos criou para atingirmos a felicidade no fechamento em nós mesmos. A paz interior é conseqüência da certeza do objetivo de nossa vida.
A porta estreita sempre será um grande desafio. Não sabemos bem onde ela se encontra se não formos pessoas de profunda oração. Ela é um trato de amizade que nos traz automaticamente discernimento sobre o sentido de nossa vida. Pela oração descobrimos o que o Senhor quer de nós e ao mesmo tempo encontramos força para concretizarmos o que Ele nos pede em nossa vida.
Quando amamos alguém buscamos as coisas da pessoa amada. Se amarmos realmente a Deus vamos buscar os seus valores, vamos procurar, com nossas limitações, viver o essencial. Jesus se nega a aceitar os injustos porque eles mesmos fizeram sua escolha de viverem longe do projeto de Deus.

"Senhor Jesus, com a vossa graça nos ajude a termos a coragem de sempre escolher a porta estreita de seu amor”.


Rio Grande, 17 de agosto de 2010.



“Deus nos ama acima de nossas limitações”.

A Obra Missionária de Evangelização e Acolhida Social Virgem do Carmo Peregrina é uma comunidade de vida localizada na cidade de Rio Grande RS. Tem como carisma o Cultivo da Presença de Deus e a Efusão do Espírito Santo vividos na Oração e na Vida Fraterna. Somos um grupo de cristãos católicos que procuramos ajudar como missionários nos locais mais desprovidos de evangelização. Também temos como ideal ajudar os mais necessitados especialmente as crianças, os dependentes químicos e os encarcerados com suas famílias.


NÃO SE ESQUEÇA:

 Celebração Eucarística.
 Sacramento da Reconciliação.
 Adoração ao Santíssimo Sacramento.
 Leitura Orante da Palavra de Deus.
 Devoção a Virgem Santíssima.




Frei Giribone

Terça-Feira, 17 de Agosto de 2010
20ª Semana do Tempo Comum

Mt 19, 23-30

No evangelho desse dia Jesus fala aos discípulos que a riqueza e o apego aos bens podem gerar muitas dificuldades e entraves na caminhada rumo ao reino de Deus. Assim como no evangelho do dia de ontem, em que Jesus encontra um jovem rico apegado aos seus bens e sem coragem de vender tudo para segui-lo, nesse episódio o Senhor quer alertar os seus discípulos a respeito desse problema, levando cada um de nós a refletirmos sobre esta questão: Será que confiamos verdadeiramente em Jesus ou muitas vezes colocamos a nossa confiança na “segurança” e “conforto” que os bens podem nos proporcionar?

Diante da dificuldade que Jesus coloca para que uma pessoa rica, apegada aos seus bens entre no céu, os discípulos espantados se questionam se alguém poderá salvar-se, pois somos limitados e de uma forma ou de outra, sempre temos os nossos apegos materiais. Jesus responde dizendo que a Deus tudo é possível, ou seja, se não somos capazes de nos salvar, porque de fato não merecermos, pelos méritos de sua entrega na cruz, Deus pode nos salvar.

Pedro fala ao Senhor que os discípulos largaram tudo para o seguir e o ponto chave do evangelho é a promessa de Jesus como resposta: “todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.”

Podemos nos perguntar: em quais momentos realizamos tais coisas?
Momentos que deixamos de estar com nossas famílias para estar presente na vida da Igreja, na comunidade, na pastoral ou movimento da qual fazemos parte, na visita ao doente, na missão ou até mesmo na entrega mais radical ao serviço de Deus em uma vocação religiosa. Em todas essas situações em que livremente e por amor levamos o evangelho e fazemos o bem aos pequeninos é ao próprio Senhor que o fazemos e com isso temos a esperança que a promessa da vida eterna se cumpra, conforme as palavras de Jesus.

Que neste dia possamos pedir ao Espírito Santo de Deus que nos dê a força necessária para fazermos as renúncias que precisamos. Que o Senhor nos torne pessoas mais livres e disponíveis para o anúncio da Boa Nova e que os bens materiais não sejam barreiras em nossa missão, mas que possamos colocá-los ao serviço do reino na partilha, na caridade e no amor.

Eder dos Santos Borges

Membro e Consagrado da Comunidade Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
Seminarista da Diocese de Rio Grande-RS
2º semestre de Filosofia.

sábado, 14 de agosto de 2010



14 de Agosto, Ezequiel 18,1-10.13b.30-32 e Mateus 19,13-15

No tempo de Jesus, as crianças menores de doze anos, assim como as mulheres, os publicanos, os pastores de ovelhas e os cobradores de impostos, não possuíam valor algum na sociedade. Eram insignificantes. Todavia, os meninos ao completarem doze anos e ser levados ao templo, a partir desse momento, já passavam a ser vistos de outra forma. Daí o fato de os apóstolos impedirem as crianças de ir até Jesus. Isso não porque não gostassem de crianças; mas sim porque elas nada significavam para importunar o Mestre.
Cristo aproveita a ocasião e a oportunidade para formar os discípulos acerca do que é o Reino de Deus Pai e a quem este pertence: no caso, por excelência, às crianças. O Senhor quer ensinar-nos que o Reino nada mais é que adesão a Ele e amor fraterno aos irmãos, ou seja, as crianças têm muito a nos ensinar sobre o significado de aderir a algo e o amor fraterno.
Uma das características mais marcantes em uma criança é a confiança que ela possui no pai e na mãe – quando estes são pais e mães de verdade e não apenas genitores – é fundamental ressaltar isso em nossos dias diante de tanta irresponsabilidade paterna e materna. A criança confia plenamente no pai e na mãe e, em suas brincadeiras, se lança, se joga, nos braços deles [pais], não interessando a altura e a distância, pois sabem que estes, no momento certo, vão pegá-la, por isso, ela se abandona!
Da mesma forma, as crianças, por causa da sua sinceridade, muitas e muitas vezes, fazem os pais passarem vergonha; não porque aprontam – na maioria das vezes – mas porque não têm trava na língua, não têm máscaras, são sinceras, francas, transparentes, verdadeiras, doa a quem doer. Elas não jogam com ninguém: ou elas gostam ou não gostam de alguém. Aderir a Jesus Cristo significa justamente isso: passar a viver sem máscaras, sem mentiras, sem hipocrisia diante de Deus, de si e dos outros; significa confiar inteiramente no Senhor, sabendo que Ele não nos abandona e que vai nos segurar naqueles momentos mais difíceis em nossa vida. Aderir a Jesus Cristo é lançar-se, sem medo, ao encontro da Sua vontade e da Sua Pessoa buscando viver uma profunda intimidade com Ele.
A criança nos mostra a outra característica do Reino de Deus, que é o amor fraterno entre os irmãos. É lindo ver quando uma criança discute, briga, se desentende com a outra. Ela não teme dizer as coisas, dar-se a conhecer, dizer o que pensa à outra pessoa; ela fere a outra criança com suas palavras, com seu egoísmo, para dizer que ela é gente, humana, passiva de erros como qualquer pessoa. Todavia, passando poucos minutos, aquela criança que brigou, fez o que fez, já se encontra totalmente em paz com a outra. Para dizer: a criança possui uma capacidade de perdoar que causa inveja aos adultos, que se julgam tão sabidos e tão estudados; donos do mundo. Criança não leva mágoa e ressentimento para casa.
No amor fraterno, a criança não tem medo de sorrir e brincar; ela não leva a vida tão a sério. Bobagem quem se acha muito sério nesta vida, quem não acha oportunidade – ou melhor: quem não se dá a oportunidade – para sorrir e brincar. Aliás, quem leva tudo muito a sério acaba se achando importante demais, até mesmo para sorrir e brincar. Só quem sabe sorrir saberá tomar decisões corretas a respeito da vida, pois saberá modificar o ambiente em que vive e acabará influenciando o maior número de pessoas ao seu redor. Pela graça da alegria, recuperamos a nossa capacidade de nos divertir. Quem não souber ou não quiser se divertir não poderá ir para o céu, lugar de delícias e alegrias. Isto é o Reino de Deus, prometido às crianças.
Sejamos como as crianças: simples, alegres, verdadeiras, confiantes, inteiras em tudo que formos fazer, e, acima de tudo, com grande coragem e capacidade de tomar a decisão por perdoar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010


Hoje, sexta-feira, dia 13 de agosto de 2010, a Igreja nos coloca as leituras do profeta Ezequiel 16,1-15.60-63 e o Evangelho de São Mateus 19, 3-12.

Após a meditação destas leituras, uma palavrinha não quer calar em mim: FIDELIDADE! Fidelidade à Deus, fidelidade a vocação, fidelidade...
Na primeira leitura do profeta Ezequiel, vemos claramente o cuidado de Deus para com seu povo, o cuidado Dele comigo: “Estendi sobre ti o pano do meu manto, cobri tua nudez; depois fiz contigo uma aliança ligando-me a ti pelo juramento e tu me pertencestes” (Ez 16,8). Deus faz aliança conosco, é Ele que vem ao nosso encontro para nos desposar, Ele é o esposo fiel. E nós?!?! “Tu porém, te fiaste na beleza, aproveitaste da tua fama para te prostituíres...” (Ez 16,15). Depois de tudo o que Deus faz por nós, a gente ainda “vira as costas”, nos “fiamos na nossa beleza” (que não tem nada de NOSSA, visto que foi ele quem nos embelezou!!!) e nos prostituímos, ou seja, amamos outros deuses... criados por nós mesmos. Que tristeza e que burrice a nossa! Ainda bem que Deus tem boa memória... ao contrário de nós... e Ele diz: “Mas eu me recordarei da aliança que contigo celebrei no tempo de tua juventude e farei contigo uma eterna aliança” (Ez 16,60). Estas palavras nos enchem de esperança!
No Evangelho, os fariseus querem por Jesus à prova e o questionam a respeito do matrimônio... sobre quando é permitido separar-se. Jesus é claro: o matrimônio é indissolúvel, pois aquilo que Deus tornou um, ninguém pode separar mais. Deus quer a UNIÃO e não a separação. Ele ainda diz que isso não é tão fácil de entender... pois alguns não são chamados para este tipo de vida.... e é aí que eu penso de novo na palavra fidelidade.... FIDELIDADE A VOCAÇÃO!
Meus irmãos, num mundo tão separatista vamos lutar pela união das nossas famílias e pela fidelidade ao projeto de amor de Deus para cada um de nós!
Jesus, me ajuda a ser fiel!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E você, o que acha disso?!?!?!
Deus abençoe!

Ana Paula Kirchhof

Consagrada a Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
Fisioterapeuta – Diocese de Santa Maria

quarta-feira, 11 de agosto de 2010



11 de Agosto, Ez 9,1-7;10,18-22 e Mt 18,15-20

Mateus, no capítulo 18 do seu Evangelho – um trecho deste capítulo, inclusive, é o Evangelho de hoje – quer trazer à sua comunidade e a toda a Igreja algumas regras fundamentais para que haja comunidade e para que se possa viver bem nesta.

No Evangelho de hoje Jesus exorta sobre a postura que devemos tomar diante do irmão que venha a errar; este erro não é propriamente um pecado na maioria das vezes, ou seja, sou convidado a ir ao meu irmão, e muito mais que corrigi-lo, ir a ele e mostrar-lhe a verdade que está em mim. Muitas e muitas vezes, na comunidade, as pessoas nos fazem muitas coisas maravilhosas para que possamos crescer; todavia, a forma que o irmão adota, muitas vezes, para fazer isso não é o melhor caminho. Por exemplo: muito mais que dizer aquilo que precisamos escutar, bem dizer aquilo que precisamos escutar; não basta dizer, é preciso bem dizer as coisas com o máximo possível de verdade e caridade.

Cristo nos exorta a termos a coragem e a caridade de ajudar nossos irmãos, eles errando ou não, com muita caridade, chamá-los a sós e dizer aquilo que não caiu bem em nosso coração, para que eles cuidem, da próxima vez, em fazer ou dizer algo. Tudo isso, muito mais que no intuito de corrigir o irmão para que ele não nos machuque mais, ajudá-lo a ser melhor e a servir melhor.

Contudo, se o irmão não aceitar o que foi dito, tenho de chamar outras pessoas para que falem com ele; estas pessoas não devem ir com respostas sentenciadas em direção a ele e devem ser as mais respeitadas e queridas por este irmão, para que ele se sinta amado e venha a se emendar. Agora, se nem assim ele aceitar ajuda, então a própria comunidade – a Igreja - deve tomar a decisão de respeitar a sua decisão: ele não quer estar em comunidade e viver nela. É preciso respeitá-lo.

Estamos vivendo e rezando, nesta semana, pelas famílias do mundo inteiro, na Igreja do Brasil; estamos na Semana da Família. Especificando esta Palavra, dentro do fator família: como seriam diferentes nossas famílias se tivéssemos a coragem de viver o diálogo dentro de casa…! Dialogar significa falar daquilo que está dentro do coração, ou seja, das realidades mais profundas acerca daquilo que estamos sentindo e vivendo e sobre o que estamos percebendo das pessoas que amamos e vivemos dentro de casa. Se vivêssemos esta correção fraterna dentro de casa, certamente desligaríamos as pessoas que amamos das correntes e amarras do pecado! Desligar não significa retirar a pessoa da nossa relação; pelo contrário, significa ajudá-la a romper com tudo aquilo que a faz estar presa e não caminhar como deveria: em Deus, na comunidade de fé, a começar pela família.

No entanto, infelizmente, nos encontramos tão indiferentes uns com os outros, a começar pelas pessoas que mais perto de nós se encontram, especialmente, lá dentro da nossa casa . Quanta indiferença, individualismo, egoísmo, divisão! Consequência disso? Cada um se encontra amarrado, ligado pelas teias do pecado e da morte. Simplesmente pelo fato de não termos a coragem de nos abrirmos uns com os outros num profundo diálogo e transparência. Sem isso, impossível de vivermos comunidade.

Vamos nos ajudar e ajudar nossos irmãos a se desligarem de tudo aquilo que divide, fragmenta, provoca cisão! Unidade e amor: eis a identidade do cristão, Cristianismo este que começa dentro da família: Célula-mãe da sociedade; Igreja doméstica; santuário da vida. Ah! Se fosse isso mesmo…

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

terça-feira, 10 de agosto de 2010


10 de Agosto, 2Cor 9,6-10 e Jo 12,24-26

Paulo nos diz que toda essa preocupação pela coleta em favor dos necessitados da comunidade de jerusalém demonstra que, desde o início, o econômico também fazia parte do testemunho cristão. A partilha e a solidariedade em favor dos mais pobres não se manifesavam só na própria comunidade, mas era um sinal de unidade entre as diversas comunidades. Assim, no evangelho de João, vimos que ,o grão de trigo, que quanto mais passa pelo mais rigoroso friu do inverno, brota com mais força e dá mais frutos. Por isso, nós cristãos devemos seguir Jesus e carregar sua cruz mesmo nas dificuldades. Nos doar para o irmão com amor incondicional para receber vida eterna e honras do Pai.

A paz de Jesus !!

Maikon Coelho

Consagrado e vida integral da Comunidade Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
Diocese de Rio Grande

domingo, 8 de agosto de 2010



09 de Agosto de 2010

Olá irmãos, tudo bem?

A Paz do Senhor!

Deus nos fala hoje, por meio das leituras, que são Ez 1, 2-5.24-28c, Sl 148 e Mt 17, 22-27. Graça e vida Ele sempre nos dá, através da Igreja. Em especial, queria que olhássemos para o evangelho. Mateus relata o episódio em que Jesus, após um diálogo com Pedro, paga o imposto do templo. Esse imposto era pago, primeiramente, ao Senhor, como resgate das vidas dos israelitas (Ex 30, 11s) e era aplicado nas despesas do templo. Em um momento do diálogo, Jesus pergunta a Pedro sobre quem pagava os tributos aos reis, sabendo que eram os povos conquistados e os estrangeiros. Os filhos, portanto, estavam isentos dessa cobrança, não precisavam pagar nada. Nós não precisamos mais pagar imposto nenhum, não há conta alguma que devemos quitar, pois somos filhos. Somos filhos de Deus! Jesus com o seu sacrifício reconstituiu a nossa condição e então, podemos chamar Deus de pai. O Senhor, em sua morte, apaga a nossa dívida, pois Ele era o único que poderia fazer isso. É por isso, que não são moedas que resgatam as nossas vidas, mas o sangue precioso de Cristo. São Pedro é quem escreve assim, em sua primeira carta, mostrando que havia entendido o ensinamento do mestre. Sim, os sofrimentos virão, as cruzes serão pesadas, mas não por que temos que pagar. São, para nós, fonte de santificação e oportunidade para nos ajustarmos com Deus. As tribulações, quando unidas à Cruz do Senhor, tornam-se bênção. Pois o Pai sabe o que dar aos seus filhos amados. Se nos permite as adversidades, é porque existe um sentido. Que o Pai nos dê também o Espírito Santo, que é o melhor que podemos receber. Porque Ele derramado nos nossos corações é a prova da nossa filiação. Filiação, que nos dá o direito de um dia, como o profeta na primeira leitura, contemplar a glória, o esplendor e a majestade de Deus. Que pelo Espírito do Senhor, tenhamos coragem de unir tudo, principalmente o que nos é difícil, aos méritos da Cruz e Ressurreição de Jesus e entendamos que são as cruzes, vividas por amor a Jesus, que nos levam rumo ao alto.
Deus os abençoe!

Vinícius Medeiros da Rosa

Ministério de Música do Grupo de Oração São Pedro
Diocese de Santa Maria
Acadêmico de Física- UFSM

sábado, 7 de agosto de 2010


Jesus, após transfigurar-se na presença de Pedro, Tiago e João, no Monte Tabor, desce a montanha e encontra os demais apóstolos que haviam ficado; ou seja, ao chegarem a montanha, Jesus toma Pedro, Tiago e João e sobem a montanha, deixando os demais no sopé do monte, num pequeno vilarejo. Quando descem, encontram os demais num total apuro: estão tentando expulsar o demônio de um menino epilético. O pai do menino corre em direção a Cristo suplicando-Lhe que cure o filho.

O pai do menino, após suplicar a cura, comunica ao Senhor que Seus discípulos nada fizeram. Jesus chama a atenção deles: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei?”

Cristo expulsa o demônio daquele menino imediatamente, deixando-o curado, liberto. Os discípulos vão a Ele e questionam o fato de não conseguirem realizar o “exorcismo”. O Messias lhes responde que não conseguiram porque a fé deles era demasiado pequena.

O grande problema conosco é que somos profundamente – muito, eu digo – descrentes acerca daquilo que Cristo quer fazer em nós a através de nós. Nós não conseguimos caminhar, muitas e muitas vezes, porque não temos a coragem e a decisão de expulsar certos demônios de cada um de nós e, por isso, não conseguimos ajudar ninguém; visto que ninguém dá o que não tem. Estamos parados, entrevados, epiléticos, porque estamos olhando para a montanha e não estamos olhando para as pedras que estão à frente, por isso, tropeçamos sempre, sempre no mesmo lugar. Para dizer que ninguém tropeça em montanha, mas nas pequenas pedras que estão à frente de todos nós. Por isso devemos clamar sempre: “Senhor, não quero ver o horizonte, mas que me ilumines o meu primeiro passo”.

Ter fé significa, muito mais que fazer, ser, ou seja, ser aquilo que Deus quer que sejamos: santos, de confiança, misericordiosos capazes de nos colocarmos no lugar dos outros. Aliás, uma das dificuldades dos discípulos para expulsar aquele demônio, por conta da falta de fé, é que não conseguiram se colocar no lugar daquele menino que estava sofrendo; o ser de fé sempre terá compaixão dos outros, ou seja, conseguirá se colocar com a paixão, com a dor do outro. Jesus é mestre nisso.

O ser de fé sempre alimentará a sua fé numa profunda vida íntima com Jesus Cristo. Existem certos tipos de demônios que só podem ser expulsos pela força da oração. E nada mais! Como está a nossa vida de intimidade com o Senhor? Como estão as nossas participações da Santa Missa dominical e ou semanal? Como se encontra a nossa vida íntima com a Palavra? É uma vida íntima com a Palavra? Existem muitas pessoas muito atentas e ocupadas quanto ao manuseio do Corpo e Sangue de Cristo nas espécies eucarísticas; não perdem nenhum fragmento, pois ali está Jesus. Perfeito que Deus sempre nos dê este zelo! Agora, como se encontra o manuseio e a receptividade da Palavra – O Verbo se vez Carne – em nossa vida? Como a Palavra está sendo fragmentada e dispersa, perdida, por cada um de nós! E depois queremos perguntar por que as coisas não vão bem em nossa vida, por que certos tipos de demônio não saem de nós e dos nossos? Tomemos consciência enquanto ainda é tempo.


Padre Pacheco


Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 6 de agosto de 2010


Hoje, celebramos, com toda a Igreja, a festa da Transfiguração do Senhor, que é a manifestação gloriosa de Jesus aos apóstolos Pedro, Tiago e João no Monte Tabor. Este local está situado a 840m de altitude do nível do mar, na região da Galileia. Um dos lugares mais lindos existentes no mundo. Ali viveram – os apóstolos – a experiência da Ressurreição de Cristo.

Os três evangelistas – Mateus, Marcos e Lucas – relatam em seus Evangelhos esse estado glorioso em que Jesus Cristo apareceu aos três discípulos; todavia, Lucas nos apresenta algumas particularidades sobre o fato, as quais não constam nos outros Evangelhos. Vale a pena deter-nos.

Somente Lucas especifica a razão pela qual o Senhor subiu ao monte: lá foi para orar. Jesus, muitas e muitas vezes, dedicava horas, grandes momentos – por vezes uma noite inteira – para estar em intimidade com o Pai. O Filho de Deus saía da planície do cotidiano da vida, muitas e muitas vezes, para subir à montanha, ou seja, sabia desde sempre que esse é o grande lugar da manifestação de Deus. Ali se dirigia para viver e conviver com o Pai.

Nosso Senhor Jesus Cristo, desde o início de Sua vida entre os homens, assumindo a humanidade toda e toda a humanidade, nunca soube totalmente com clareza a Sua missão; conforme ia crescendo, se desenvolvendo e desenvolvendo a missão que Deus Pai lhe confiara, Ele ia percebendo e tomando consciência do plano do Pai em Sua vida e por intermédio da Sua vida, ou seja, salvar a humanidade.

Durante a oração, transformou-se o rosto de Jesus; de modo diverso aos outros evangelistas, Lucas não fala da transfiguração, mas do rosto transformado. Cristo Jesus é o novo Moisés; Moisés prefigurou Jesus. Jesus, como Moisés, em contato e comunhão com Deus – com o Pai – sente seu rosto tornar-se brilhante pelo fato de estar com o Pai. Quando estamos em Deus e com Deus, numa profunda intimidade com Ele, tudo começa a se tornar brilhoso em nós; nosso rosto, nosso corpo começam a resplandecer a luz que vem do alto; mas o que mais resplandece é o testemunho de vida, que ilumina a vida dos outros.

Para dizer: você anda resplandecendo o amor de Deus por onde você anda? Ou melhor, você costuma sair da planície, a exemplo de Jesus, para se encontrar com o Pai, subindo a montanha? Subir a montanha significa mergulhar a vida em Deus. Rasgar as vestes (coração).

Cada encontro autêntico com Deus deixa marcas visíveis em nosso rosto, em nosso ser. A luz no rosto de Jesus indica que, durante a oração, Ele compreendeu e fez Seu o projeto do Pai; entendeu que Seu sacrifício não estaria concluído na derrota, mas na ressurreição.

Lucas também ressalta que enquanto Jesus trata de realidades relacionadas com a Sua Paixão e Morte, os três apóstolos encontram-se sonolentos, dormindo; da mesma forma aconteceu no Horto da Oliveiras. O sono dos apóstolos significa que eles não estão entendendo o que acontece com Jesus. Quando Cristo realiza milagres, prodígios e curas, eles encontram-se bem acordados; agora, quando o assunto é a vontade do Pai, mesmo que custe a própria vida, uma sonolência toma conta dos apóstolos.

Da mesma forma somos nós. Como estamos bem espertos, acordados, bem atentos, quando queremos as graças de Deus, os milagres, as curas; todavia, quando o Altíssimo nos quer dar e confiar a vontade d’Ele na nossa vida, principalmente quando isso envolve esforço, renúncia, sacrifício e a própria vida, logo apoderam-se de nós uma sonolência, um cansaço, uma fadiga.

Subamos a montanha para que nosso rosto, nossa vida, nossas atitudes mudem; o coração é nosso, mas o rosto e vida são dos e para os outros.

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 5 de agosto de 2010


Boa Noite a todos, a paz de Cristo!!

Em nome da Comunidade Virgem do Carmo Peregrina, peço desculpa por esses quatro dias sem atualizar o Blog de Partilha Online. Por motivos pessoais tive acesso restrito a internet e não foi possível as postagens. Mas como todos podem ver, já está ratificado as quatro partilhas ;)

A partir de amanhã as postagens devem ocorrer normalmente.

Mais uma vez peço desculpas,

Deus abençõe a todos!!

Virgem do Carmo, rogai por nós!!

Elysa Zart - MVC

Hoje a liturgia nos traz as leituras de profeta Jeremias 31,31-34 e o Evangelho de São Mateus 16,13-23.

“E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15)
Depois que Jesus perguntou isto para seus discípulos, logo São Pedro veio com a resposta: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” (MT 16,16). Com certeza ele ganhou uma estrelinha no boletim por ter dado esta resposta, pois ele acertou em cheio! Mais do que isto, ele ganhou as chaves da Igreja! Nesta passagem vemos claramente o início do pontificado de Pedro, que perdura até hoje na pessoa de Bento XVI. Aí está claro: foi Jesus quem fundou a Igreja Católica! Que nossos irmãos de outras religiões me perdoem, mas só não vê quem não quer! Ainda, é através da Igreja que Jesus veio fazer esta nova aliança prometida pelo profeta Jeremias: “Serei o seu Deus e Israel será o meu povo” (Jr 31,33).
Claro, nem tudo é perfeito, logo depois que Pedro exprime sua fé em Jesus, ele já “dá uma bola fora” dizendo que Deus não permitiria que Jesus sofresse. Nos espelhamos em Pedro para afirmar que não sabemos mesmo os planos de Deus. Ai é preciso deixar que Deus seja Deus! A nossa opinião é muitas vezes contrária aos seus planos.
Hoje é o dia para nos questionarmos: quem é Jesus para mim? Será que o que Ele disse faz alguma diferença na minha vida? O que a Sua presença tem feito em mim? Eu sou a mesma pessoa desde que Jesus passou a “freqüentar minha casa”?
Este é o momento de fazer nova aliança com Deus! É o momento de deixar que Jesus tome conta, mesmo que a gente não entenda direito os seus planos... E, se em algum momento a gente vacilar (e vão existir muitos destes momentos), o que importa é baixar a cabeça e voltar. Voltar sempre!
Obrigada, Senhor, por este dia. Hoje eu quero que tu sejas o Senhor da minha vida! Esta é a minha resposta à tua pergunta: tu és o meu Senhor! E eu só te peço uma coisa: fica comigo!
Virgem do Carmo Peregrina: peregrinai conosco!

Ana Paula Kirschoff

Membro e consagrada da Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
Membro da RCC - Diocese de Santa Maria
Fisioterapeuta

No dia em que lembramos do grande Santo São João Maria Vianey, o Cura D´ars, patrono de todos sacerdotes, o Evangelho nos traz um fato que demonstra o amor de Deus para com seus filhos e filhas.
No evangelho narrado em Mateus 15, 21-28, Jesus é interpelado por uma mulher que pede a cura para sua filha, atormentada por um demônio. Esta mulher, Cananéia, busca a cura para um ente querido, esquecendo toda a diferença política e religiosa que existia naquele tempo, envolvendo o povo cananeu e o povo israelita. Tal mulher, que não tem seu nome grafado, apresenta-se dependente da cura do Alguém que pode e realizava muitas curas, mas que à principio “negou” tal cura, reservada tão somente aos da “casa de Israel”. Jesus então é surpreendido pela fé de uma mulher simples, que humilhando-se na presença do Poderoso, sabe que Nele encontra-se a cura para o problema vivido não somente por sua filha, mas por todos que conviviam com tal problema.
Através deste evangelho, podemos perceber o amor de Deus para com seus filhos, ao enviar Seu Filho para habitar entre um povo de lábios tão impuros e coração tão corrompido pelos problemas e dissimulações criadas pelo inimigo para inflingir em nós a perdição e a busca por falsos deuses.
Tal mulher, possivelmente havia acorrido à diversos curandeiros cananeus, talvez se prostrado diante de imagens e adorado falsos deuses na tentativa de encontrar a libertação de sua filha. Talvez, por diversas vezes tal mulher se viu envolvida pelas práticas abomináveis daquele povo cananeu, que envolvia até mesmo sacrifícios humanos.
Mas Jesus veio para todos! Sua palavra traz a certeza da salvação daqueles que crêem Nele como Senhor e Salvador, como único e verdadeiro elo que nos une ao Pai. Este Jesus, que percorria aquela região do Oriente Médio, ao ser interpelado por alguem que, se jogando aos pés de Jesus sabe que ali encontra-se a verdadeira libertação, realiza o novo na vida daquela mulher, sua filha e sua família, curando e libertando-a do demônio que lhes aterrorizavam.
Amados, Jesus veio para nos curar e nos libertar, Sua palavra não voltará sem deixar Sua Marca em nossas vidas!
Eu não sei como anda sua vida, quais são os problemas que você tem enfrentado e se a solução para eles está próxima. Talvez estejas passando por problemas na tua vida profissional, na tua escola ou na tua família. Talvez o inimigo tenha semeado a discórdia e a divisão no teu lar. Jesus hoje nos chama para perto, como amigos, independente de onde tenhamos andado e das coisas que podemos ter feito até então, Deus quer nos libertar plenamente das amarras do inimigo, Deus quer libertar-nos de nossas doenças, físicas e espirituais! Deus quer nos libertar de todos os problemas financeiros ou materiais que estejamos passando! Aquela Cananéia sabia onde estava a solução para uma vida problemática, para uma situação que possivelmente já vinha tirando a paz e destruindo sua família e lapidando seus bens. Ao se prostrar na presença do Rei dos Reis, do Senhor dos Exercitos, ela reconheceu a soberania Daquele que tudo pode e assim, foi liberta!
Deus quer ouvir sua voz hoje, dizendo à Ele seu problema e sua situação. Experimente no dia de hoje tirar o fôlego de Deus com tua fé! Prostre-se na presença do Senhor e adore-O de todo coração, confesse suas dificuldades, suas frustrações e tristezas! Jesus vai te libertar, Jesus quer NOS libertar e NOS curar!
Ore comigo neste momento: Senhor Jesus, confesso que andei por caminhos errados. Confesso que muitas vezes não Te amei nem Te busquei como deveria. Senhor Jesus, prostro-me na Tua presença e escancaro meu coração. Senhor, Te reconheço como Único e verdadeiro Senhor, capaz de retirar as amarras que impedem minha felicidade! Batiza-me com teu espírito Senhor, fazendo de mim nova criatura a partir de hoje. Te agradeço Jesus, porque através do Sangue derramado na Santa Cruz hoje sou livre e posso alegrar-me na Tua presença! A ti Senhor! Todo louvor, toda honra e toda gloria!

Cristiano Zart

Ministério de Pregação da RCC
Diocese de Capão da Canoa

Terça-feira, 03 de agosto de 2010.
18ª Semana do Tempo Comum (Mt 14, 22-69)

O Evangelho de hoje nos apresenta o fato ocorrido logo após o grande milagre da multiplicação dos pães. Passando a outra margem, ou seja, indo Jesus a um local deserto e distante, lá também o povo o encontrou porque tinha fome e sede de suas palavras, mas tinham também uma grande necessidade material, tinham fome de pão e Jesus os alimenta.

Depois que comeram até saciar-se, Jesus pediu aos discípulos que entrassem na barca e seguissem a outra margem, enquanto ele iria despedir as multidões. Logo após, Jesus sobe ao monte para orar e fica só, mostrando a nós hoje a grande necessidade da oração para alimentar o nosso “corpo espiritual”, sustentando dessa forma a nossa missão de anunciar a Boa Nova do reino. Ele ficou muito tempo em oração até ao anoitecer. Os discípulos por sua vez, ainda sem entender direito o que Jesus tinha feito no milagre dos pães, por volta das três horas da manhã, em uma situação de desespero devido a tempestade que enfrentavam no mar, avistam um homem caminhando sobre o mar e apavorados pensam que é um fantasma.

Jesus os encoraja, dizendo para não terem medo e nesse momento Pedro vai ao seu encontro sobre as águas, mas ao sopro do vento começa a afundar, sente medo. Isso ainda hoje acontece com cada um de nós, pois quando tiramos o nosso foco de Jesus e achamos que os problemas são maiores que o Senhor, afundamos em nossa vida de oração, em nossa família, trabalho, estudo e relações em geral. Deixamos o vento e as tempestades de nossa história tomarem conta de nossos pensamentos e não mais confiamos no mestre que está sobre as águas e que guia nossa vida. No entanto, Jesus estende a mão e levanta Pedro que estava afundando, mostrando que é o Senhor e que está pronto para nos ajudar no processo de conversão e de mudança de vida.

Os discípulos na barca prostram-se diante de Jesus reconhecendo-o como filho de Deus. Esse é o momento chave do evangelho, pois eles conseguem passar de uma atitude de desespero, falta de fé, desesperança e pavor para um um ato de profissão de fé. Eles que muitas vezes não entendiam direito quem era a pessoa de Jesus, nesse instante proclamam a sua identidade: “Verdadeiramente, tu és o filho de Deus!”.

Nossa missão hoje é fazer ecoar no mundo essa frase, é proclamar Jesus o filho de Deus que veio para nos salvar e nos livrar do pecado. Como na primeira leitura, Jeremias nos diz que Deus mudou nossa sorte, terá compaixão de nós e de nossa boca brotarão cânticos de louvores e hinos festivos. No entanto para que isso aconteça, se faz necessário abandonar a maldade que nos faz endurecer o coração no pecado. É o momento de entregarmos as “rédeas” de nossas vidas ao Deus verdadeiro e deixar com que ele guie os nossos passos, somente dessa forma alcançaremos a felicidade e a realização como pessoa humana e filhos amados do Pai.

Eder Borges

Seminarista da Diocese de Rio Grande-RS, 2º Semestre de Filosofia.
Membro da Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina.

02 de Agosto de 2010

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo ...

A igreja em sua liturgia nos apresenta hoje a leitura do livro do profeta Jeremias 28, 1-17 e o Evangelho de Mateus 14, 13-21.

A Leitura de Jeremias é um alerta a todos nós que estamos em um caminho de busca e discernimento para fazermos à vontade de Deus. Todos os cristãos desejam estar em conformidade com esta vontade divina, mas para que isto ocorra se faz necessário uma busca constante de intimidade com o Senhor que nos levará a tal conformidade. A leitura é clara quando narra o profeta Ananias a falar em nome do Senhor, profetizando o fim do julgo imposto por Nabucodonosor, rei da babilônia. Esta suporta profecia, posteriormente desmascarada por Jeremias vislumbrava um período de prosperidade o que de fato não ocorreu. Jeremias, como grande profeta, detecta que a vontade de Deus não era o que Ananias havia pronunciado e proclama a verdadeira “palavra do senhor” que alertava os seus filhos sobre um período de maior opressão e não de libertação como Ananias erroneamente anunciou. Fica claro que nem sempre a vontade de Deus é a nossa vontade, o que devemos fazer, portanto, é buscar entender os propósitos do Senhor, mesmo que estes, a principio, nos desagrade.

O Evangelho de Mateus narra o episódio da multiplicação dos pães e segue a mesma linha de reflexão que a leitura de Jeremias nos propôs. Observamos já nos primeiros versículos deste evangelho a perseverança daquelas pessoas que seguiam a Jesus. Estas, vendo que o mestre se afastava para um lugar deserto, descobriram o lugar e foram a seu encontro, de sorte que chegaram antes dele. Ao ver a multidão com sede e fome de Deus, Jesus “moveu-se de compaixão para ela e curou os seus doentes” (Mt 14, 14b). No final da tarde, os discípulos queriam mandar o povo ir embora porque o lugar que estavam era deserto e eles não possuíam ali nada para comer. Foram falar com Jesus a respeito disso e Ele mandou a seus discípulos dar de comer a multidão. Observamos o total embaraço que os discípulos se viram ao ouvir tais palavras de Jesus, pois só possuíam cinco pães e dois peixes. Como alimenta-los com tão pouco? Assim como estes discípulos também nós temos dificuldade de entender de fato à vontade de Deus, pois não raramente esta vontade nos surpreende. Julgamos e planejamos tudo de forma humana, mas o Senhor com sua graça transforma o humano e limitado que possuímos em milagre. É importante ressaltar que Deus não despreza o que é humano, e isto vemos na leitura quando Jesus aceita a pequena oferta dos discípulos. São com os limitados cinco pães e dois peixes que o Senhor alimenta toda aquela multidão. Porque os discípulos não entenderam o que Jesus disse quando mandou que eles alimentassem o povo? Será que estavam em intimidade com Deus para entender os seus planos? Com certeza também os discípulos poderiam ter dado de comer a toda aquela multidão se estivessem “sintonizados” e conformados à vontade divina, mas infelizmente não estavam. Jesus na sua infinita misericórdia os acolhe em sua debilidade e com o que possuíam realiza o Milagre.

Ao analisar-mos esta liturgia percebemos a necessidade de estarmos constantemente buscando entender os planos de Deus a nosso respeito e também com relação ao povo que nos foi confiado. Como batizados precisamos profetizar sua vontade, como Jeremias fez, e executar seus planos exatamente como Jesus realizou, multiplicando os pães e surpreendendo os que o seguiam. Para que isto se concretize nossa intimidade com o senhor é indispensável. Que o Espírito Santo nos ilumine neste caminho de discernimento!

Virgem do Carmo Peregrina,
Rogai por nós. Amem!

Seminarista Diego Borges MVC
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Estudante de Filosofia do Seminário Diocesano São Francisco de Paula de Pelotas/RS.
Membro da Comunidade Católica Virgem do Carmo Peregrina.

domingo, 1 de agosto de 2010



Reflexão das leituras bíblica do domingo, dia 01 de agosto

Desejamos segurança e felicidade, mas onde a podemos encontrar? Muitos a procuram nas COISAS terrenas. Às vezes basta a simples visita de um ladrão e lá se vai o que acumularam.
Outros buscam segurança e felicidade nas PESSOAS, e às vezes acabam decepcionados. Percebem que, o que este mundo oferece, não é suficiente para estancar a sede de felicidade. Só Deus pode nos tornar plenamente felizes. As Leituras bíblicas aprofundam essa Verdade:
A 1a Leitura lembra a situação insuportável do povo de Deus pela ganância dos poderosos de então. Isso levou o autor sagrado a afirmar: "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade". (Ecl 1,2; 2,21-23). Essa afirmação é atribuída a Salomão que, apesar de ser um rei sumamente sábio, rico e poderoso, lembrava que as coisas terrenas são passageiras, uma "bolha" de sabão e convidava ao desapego delas.
Na 2a Leitura, São Paulo nos exorta a mesma coisa: "Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto e não as da terra...” (Cl 3, 1-5. 9-11)
No Evangelho, Cristo denuncia a cobiça e a preocupação exagerada pelos bens terrenos... (Lc 12,13-21) Um desconhecido pede a Jesus para resolver um problema de herança. Jesus se recusa, porque é difícil fazer justiça quando existe cobiça. E adverte: "Tomai cuidado contra todo tipo de GANÂNCIA.. A vida de um homem não consiste na abundância de bens..."
Para iluminar, Jesus conta a Parábola do RICO, que construiu grandes celeiros para armazenar a colheita abundante, pensando assim ter segurança para viver tranqüilamente. Pura ilusão: Naquela mesma noite veio a morrer e se apresentou de mãos vazias diante de Deus. E Jesus conclui: "Assim acontece com quem guarda tesouros para si e não é rico diante de Deus."
A ganância pelos bens terrenos é a causa de muitos males...
- Quantas brigas e divisões em família... na divisão da herança!
- Quantas lutas... para vencer o concorrente... e ter mais!
- Quantas fraudes, injustiças e corrupção... no desejo insaciável de bens!
Pura ilusão: A fonte da vida está só em Deus...
E a morte nos convence dessa dura realidade...
Esta parábola não se destina apenas àqueles que têm muitos bens; mas destina-se a todos aqueles que (tendo muito ou pouco) vivem em função do material.
Hoje em dia é muito comum pôr tudo no seguro...
Há seguro de vida para carros, roubos, incêndios, acidentes pessoais...
A nossa vida, que continua na eternidade, também deve ser assegurada.
Mas a vida eterna não pode ser assegurada com as riquezas desse mundo... e sim com os tesouros reconhecidos por Deus.
O dinheiro nos dá a falsa sensação de segurança. Diz uma frase: “Não é o que tens no bolso que vai ter fazer feliz, mas o que tens no coração”.
A grande riqueza que temos não está nos bens matérias, mas está na fé, no amor e na confiança em Deus.
O único fundamento seguro de nossa existência é Deus...
Onde estamos depositando a nossa segurança e construindo a nossa felicidade?
Não nos esqueçamos: nosso coração foi feito por Deus, e apenas em Deus encontrará a verdadeira e plena felicidade...
Estamos celebrando o mês vocacional.
A Vocação é um dom gratuito, um chamado, um convite, uma proposta de Deus, que se apresenta à nossa liberdade e nos pede uma tomada de decisão.
Esse chamado é um grande mistério de amor entre nós e Deus. Não precisamos ter medo de responder ao chamado de Deus mesmo que, às vezes, não entendemos muito. Não podemos esquecer que quando Deus nos envia por caminhos pedregosos e providencia sapatos resistentes.
A nossa vida foi feita para ser doada e aquilo que doamos ninguém poderá roubar de nós, nem a morte nos rouba.
Nesse domingo, queremos lembrar de modo especial a Vocação Sacerdotal.
Aos nossos Padres, a nossa gratidão e a nossa prece!...

Pe Dalvino Junior
Diocese de Santa Maria