quinta-feira, 5 de agosto de 2010


Terça-feira, 03 de agosto de 2010.
18ª Semana do Tempo Comum (Mt 14, 22-69)

O Evangelho de hoje nos apresenta o fato ocorrido logo após o grande milagre da multiplicação dos pães. Passando a outra margem, ou seja, indo Jesus a um local deserto e distante, lá também o povo o encontrou porque tinha fome e sede de suas palavras, mas tinham também uma grande necessidade material, tinham fome de pão e Jesus os alimenta.

Depois que comeram até saciar-se, Jesus pediu aos discípulos que entrassem na barca e seguissem a outra margem, enquanto ele iria despedir as multidões. Logo após, Jesus sobe ao monte para orar e fica só, mostrando a nós hoje a grande necessidade da oração para alimentar o nosso “corpo espiritual”, sustentando dessa forma a nossa missão de anunciar a Boa Nova do reino. Ele ficou muito tempo em oração até ao anoitecer. Os discípulos por sua vez, ainda sem entender direito o que Jesus tinha feito no milagre dos pães, por volta das três horas da manhã, em uma situação de desespero devido a tempestade que enfrentavam no mar, avistam um homem caminhando sobre o mar e apavorados pensam que é um fantasma.

Jesus os encoraja, dizendo para não terem medo e nesse momento Pedro vai ao seu encontro sobre as águas, mas ao sopro do vento começa a afundar, sente medo. Isso ainda hoje acontece com cada um de nós, pois quando tiramos o nosso foco de Jesus e achamos que os problemas são maiores que o Senhor, afundamos em nossa vida de oração, em nossa família, trabalho, estudo e relações em geral. Deixamos o vento e as tempestades de nossa história tomarem conta de nossos pensamentos e não mais confiamos no mestre que está sobre as águas e que guia nossa vida. No entanto, Jesus estende a mão e levanta Pedro que estava afundando, mostrando que é o Senhor e que está pronto para nos ajudar no processo de conversão e de mudança de vida.

Os discípulos na barca prostram-se diante de Jesus reconhecendo-o como filho de Deus. Esse é o momento chave do evangelho, pois eles conseguem passar de uma atitude de desespero, falta de fé, desesperança e pavor para um um ato de profissão de fé. Eles que muitas vezes não entendiam direito quem era a pessoa de Jesus, nesse instante proclamam a sua identidade: “Verdadeiramente, tu és o filho de Deus!”.

Nossa missão hoje é fazer ecoar no mundo essa frase, é proclamar Jesus o filho de Deus que veio para nos salvar e nos livrar do pecado. Como na primeira leitura, Jeremias nos diz que Deus mudou nossa sorte, terá compaixão de nós e de nossa boca brotarão cânticos de louvores e hinos festivos. No entanto para que isso aconteça, se faz necessário abandonar a maldade que nos faz endurecer o coração no pecado. É o momento de entregarmos as “rédeas” de nossas vidas ao Deus verdadeiro e deixar com que ele guie os nossos passos, somente dessa forma alcançaremos a felicidade e a realização como pessoa humana e filhos amados do Pai.

Eder Borges

Seminarista da Diocese de Rio Grande-RS, 2º Semestre de Filosofia.
Membro da Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina.

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