quinta-feira, 5 de agosto de 2010


02 de Agosto de 2010

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo ...

A igreja em sua liturgia nos apresenta hoje a leitura do livro do profeta Jeremias 28, 1-17 e o Evangelho de Mateus 14, 13-21.

A Leitura de Jeremias é um alerta a todos nós que estamos em um caminho de busca e discernimento para fazermos à vontade de Deus. Todos os cristãos desejam estar em conformidade com esta vontade divina, mas para que isto ocorra se faz necessário uma busca constante de intimidade com o Senhor que nos levará a tal conformidade. A leitura é clara quando narra o profeta Ananias a falar em nome do Senhor, profetizando o fim do julgo imposto por Nabucodonosor, rei da babilônia. Esta suporta profecia, posteriormente desmascarada por Jeremias vislumbrava um período de prosperidade o que de fato não ocorreu. Jeremias, como grande profeta, detecta que a vontade de Deus não era o que Ananias havia pronunciado e proclama a verdadeira “palavra do senhor” que alertava os seus filhos sobre um período de maior opressão e não de libertação como Ananias erroneamente anunciou. Fica claro que nem sempre a vontade de Deus é a nossa vontade, o que devemos fazer, portanto, é buscar entender os propósitos do Senhor, mesmo que estes, a principio, nos desagrade.

O Evangelho de Mateus narra o episódio da multiplicação dos pães e segue a mesma linha de reflexão que a leitura de Jeremias nos propôs. Observamos já nos primeiros versículos deste evangelho a perseverança daquelas pessoas que seguiam a Jesus. Estas, vendo que o mestre se afastava para um lugar deserto, descobriram o lugar e foram a seu encontro, de sorte que chegaram antes dele. Ao ver a multidão com sede e fome de Deus, Jesus “moveu-se de compaixão para ela e curou os seus doentes” (Mt 14, 14b). No final da tarde, os discípulos queriam mandar o povo ir embora porque o lugar que estavam era deserto e eles não possuíam ali nada para comer. Foram falar com Jesus a respeito disso e Ele mandou a seus discípulos dar de comer a multidão. Observamos o total embaraço que os discípulos se viram ao ouvir tais palavras de Jesus, pois só possuíam cinco pães e dois peixes. Como alimenta-los com tão pouco? Assim como estes discípulos também nós temos dificuldade de entender de fato à vontade de Deus, pois não raramente esta vontade nos surpreende. Julgamos e planejamos tudo de forma humana, mas o Senhor com sua graça transforma o humano e limitado que possuímos em milagre. É importante ressaltar que Deus não despreza o que é humano, e isto vemos na leitura quando Jesus aceita a pequena oferta dos discípulos. São com os limitados cinco pães e dois peixes que o Senhor alimenta toda aquela multidão. Porque os discípulos não entenderam o que Jesus disse quando mandou que eles alimentassem o povo? Será que estavam em intimidade com Deus para entender os seus planos? Com certeza também os discípulos poderiam ter dado de comer a toda aquela multidão se estivessem “sintonizados” e conformados à vontade divina, mas infelizmente não estavam. Jesus na sua infinita misericórdia os acolhe em sua debilidade e com o que possuíam realiza o Milagre.

Ao analisar-mos esta liturgia percebemos a necessidade de estarmos constantemente buscando entender os planos de Deus a nosso respeito e também com relação ao povo que nos foi confiado. Como batizados precisamos profetizar sua vontade, como Jeremias fez, e executar seus planos exatamente como Jesus realizou, multiplicando os pães e surpreendendo os que o seguiam. Para que isto se concretize nossa intimidade com o senhor é indispensável. Que o Espírito Santo nos ilumine neste caminho de discernimento!

Virgem do Carmo Peregrina,
Rogai por nós. Amem!

Seminarista Diego Borges MVC
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Estudante de Filosofia do Seminário Diocesano São Francisco de Paula de Pelotas/RS.
Membro da Comunidade Católica Virgem do Carmo Peregrina.

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