quarta-feira, 29 de setembro de 2010


Olá pessoal,

Gostaria de partilhar alegremente a experiência que tenho tido diariamente através da oração pessoal, experiência esta que Deus
me permite ter com ele. Fico maravilhado em conseguir observaro carinho de Deus para conosco, um Deus que se faz simples diante da sua grandeza,
que se faz tão pequeno para vir ao nosso encontro, hora por meio da palavra ou gesto de uma pessoa, as vezes por um acontecimento cotidiano, ou pela
mais clara manifestação do Cristo na missa, na Eucaristia. Mas hoje, lendo a liturgia diaria pude observar o quanto por vezes nós nos queixamos de Deus
sem razão. Muitas dificuldades e provações que passamos pelas nossas escolhas erradas e muitas vezes deixamos Deus de lado, procuramos o que nos parece
ser mais conveniente e não somos fieis a palavra daquele que foi fiel até a ultima gota de sangue na Cruz.
Deus é fiel, Deus é misericordioso e não condena seu povo, ele repreende qualquer ação que possa ir contra o ser humano, mesmo que nós mesmos mereçamos.
Observamos isso claramente na leitura do Evangelho de São Lucas 9, 51-56, quando os discipulos indignados com o povo que não quer receber a palavra questionam
a Jesus se deveriam clamar fogo do Céus sobre eles, e Jesus sabiamente e cheio de amor aos pecadores os repreende e pede que sigam a evangelização em outros lugares.
As vezes como Jó nos voltamos contra Deus diante das dificuldades e não testemunhamos um amor verdadeiro que vai além do interesse pessoal, além dos nossos
benefícios. Deus nos convida a viver um amor sincero, um amor que, sobretudo, ama. Sem ter benefício por isso, ou obrigação, ama pela decisão de querer amar.
Que nosso bom Deus nos ensine a amar como ele nos amou, para que sejamos melhores a cada dia para com os outros e, principalmente, com agente mesmo.
Que pela intercessão de Maria Santíssima Deus abençõe, proteja cada um e que o Espírito Santo conduza cada passo nosso.

Abraços e um ótimo dia a todos .


Vinicius Dieter
Relações Públicas
Ministério de Música do GOU
Diocese de Santa Maria

28 de Setembro


A Igreja celebra hoje o dia de São Venceslau, homem que adveio de família real, sendo chamado durante muito tempo de “Príncipe Santo” por parte de seu povo. Entretanto, sua família era dividida quanto a opção de seguir Cristo Jesus. Seu pai, extremamente cristão. Sua mãe, uma pagã ambiciosa que, aproveitando-se da morte de seu marido, expulsou todos os missionários católicos de seu reinado, acarretando grande revolta do povo que, após um golpe de estado, pressionaram Venceslau à assumir o governo em 925.
Venceslau, por sua vez, ao assumiu o trono, tratou de regressar os cristãos exilados, governando com justiça e equidade durante todo seu reinado, tratando bem os pobres, doentes e menos favorecidos, sendo chamado por muitos como “Verdadeiro pai” de quem não tinha família.
Entretanto, tal abnegação pelos desfavorecidos e empenho na evangelização geraram uma revolta em seu irmão, Boleslau, que tramou em conjunto com sua mãe, a morte do filho cristão.
No ano de 929, São Venceslau caiu morto após receber punhaladas por seu irmão e capangas, enquanto encontrava-se orando na capela real. Entretanto, antes de cair morto, pronunciou: “Em tuas mãos, ó Senhor, entrego o meu espírito”.
No Evangelho de hoje, Lucas nos traz o firme propósito de Jesus se dirigir ao centro do judaísmo, Jerusalém e o Templo, para ali fazer seu anúncio libertador, em um confronto direto com o estado teocrático judaico. Nosso Senhor não fugiu de suas responsabilidades, pois conforme Lucas, Jesus sabia que estava chegando seu tempo de ir para o céu.
Os discípulos, ao atravessarem a Samaria, narram aos habitantes uma visão triunfalista de um Jesus glorioso, que veio para restaurar a casa de Israel. Entretanto, tal pregação acaba por gerar rejeição dos moradores samaritanos, profundamente descriminados pelos Judeus. E Cristo era Judeu. Estes apóstolos, embuidos de um terrível espírito vingativo, chegam a propor ao Senhor que fosse enviado fogo do céu para acabar com tais pessoas.
Podemos pensar com tal narrativa, que tal atitude foi extremamente radical. Mas se pararmos para pensar realmente, quantas vezes também pensamos em nos vingar daqueles que nos fazem mal, caluniam ou contrariam nossos pensamentos? Quantas vezes podemos rememorar quando um espírito de vingança tentou nos apossar? Nestes momentos, devemos lembrar da atitude de Jesus ante a revolta dos seus discípulos, quando disse Porém Jesus, virando-se para eles, os repreendeu. 56Então ele e os seus discípulos foram para outro povoado. Com um simples gesto, Jesus repreende-lhes esta sua ideologia. Assim tem que funcionar conosco, pois diversas vezes pensamos (e julgamos) que o problema está tão somente nos outros. Esquecemos que talvez o problema este conosco, com nossa “cegueira” ante ao pecado ou àquilo que está causado a revolta em nosso interior.
O inimigo tem tentado tapar nossos olhos para alguns pecados que cometemos, e somente nós não o vemos... precisamos olhar com olhos de Cristo nossa vida e missão, percebendo nossas fraquezas e falhas, pois muitas vezes, cometemos o “pior dos pecados”, que é aquele pecado que TODOS enxergam, menos nós mesmos!
O inimigo tem tentado, mas contamos com a força do Altíssimo e com o Sangue de Jesus para nos livrar de todo julgamento e “achismos”. Precisamos orar ao Senhor incessantemente, pedindo a graça de perceber nossas falhas e assim, ajustarmos nossa vida para não vacilarmos.
Os discípulos naquele episódio, narraram a vitoria de um judeu que poucos samaritanos conheciam. Sem querer, colocaram-se acima daquele povo que era visitado. A revolta se deu, talvez, por tal questão, já que o próprio Lucas, na parábola do samaritano, e, depois, João em seu evangelho destacam a acolhida dos samaritanos a Jesus em outros episódios. Tudo depende da forma que a pessoa fala e da forma que a pessoa recebe o que foi dito.
Peçamos à graça de percebermos as nossas limitações, as nossas cegueiras e os nossos erros para podermos com compaixão, misericórdia e perdão acolher os nossos irmãos e irmãs para que não aconteça que fechemos as portas à Jesus como fizeram os Samaritanos.
Peçamos a graça do autoconhecimento, da humildade e da mansidão, para não cairmos nas armadilhas armadas pelo inimigo, que muitas vezes nos afastam da visão Cristocêntrica e da missão que Deus tem nos chamado.
Uma semana abençoada!
São Venceslau, rogai por nós e por nossos políticos!
Padre Pio, rogai por nós!

Em Cristo.
Cristiano Zart –
coordenador estadual do ministério de comunicação social da RCC/RS
Diocese de Capão da Canoa

segunda-feira, 27 de setembro de 2010


27 de setembro de 2010
Leitura: Jó 1,6-22
Evangelho: Lucas 9,46-50

A paz do Senhor!
Com alegria venho novamente falar de nosso Pai e de Seu amor por nós!
Na leitura do livro de Jó, o Senhor nos dá um exemplo de vida e de fé. Jó perde tudo, filhos, bens materiais,... , mas mesmo assim continua bendizendo a Deus.
No Evangelho, Jesus nos mostra que devemos receber os menores, os mais frágeis e desfavorecidos; devemos tomar conta dos necessitados, pois neles Deus habita e é a Ele que servimos ao acolhê-los.
Mais ainda, o Senhor nos diz que aquele que trabalha pela construção do Seu Reino é nosso aliado.
Pensemos, então. Em nosso dia-a-dia, mesmo quando as coisas não vão bem, louvamos e glorificamos a Deus por aquilo que Ele é em nossas vidas? Enxergamos o Senhor na face dos frágeis e necessitados? Fazemos algo para ajudar a estes?
Busquemos ser os menores diante de Deus, servindo a todos, aliando-nos àqueles que trabalham em nome de Jesus, pela construção do Reino, louvando ao Pai em todas as circunstâncias, e, assim, estaremos mais próximos da Glória de Deus.

Tenham todos uma semana abençoada.
Permaneçam na paz de Cristo.

Camila Inês Ribeiro


Ministério de Comunicação Social – GO São Pedro
Diocese de Santa Maria
Acadêmica do Curso de Matemática – UFSM

domingo, 26 de setembro de 2010



26 de Setembro

Estamos nos aproximando do término de mais um ano litúrgico da vida da Igreja. Estamos iniciando a 26ª semana do Tempo Comum. Estamos à algumas semanas de iniciarmos mais um ano litúrgico, com o Tempo de Advento. Para dizer que, conforme vai se aproximando o encerramento do ano litúrgico, vamos nos deparando com uma realidade escatológica a partir da Palavra de Deus, ou seja, com as últimas coisas acerca da existência humana neste mundo.

Neste final de semana, mais uma vez a palavra nos faz questionar a respeito da maneira que estamos administrando a nossa vida; onde estamos colocando nossa vida, o seu sentido, a nossa esperança: em Deus ou nas coisas passageiras desta vida.

Para melhor entendermos isso, a partir da palavra de Deus, como um todo, na liturgia da Igreja para este final de semana, algumas coisas precisarão ficar bem claras na nossa cabeça e na nossa compreensão, principalmente a respeito daquilo que é trazido por Lucas, no evangelho de hoje.

Em primeiro lugar, nos é apresentado dois principais personagens: lázaro e o homem rico. Não sei se percebemos isso, mas é fundamental percebermos, caso ainda não viemos a perceber: em momento algum é apresentado Lázaro como uma pessoa boazinha, como também não é apresentado o contrario. Também, em momento alguns é apresentado o homem rico como uma pessoa má – prova disso é o fato de Lázaro não sair da porta da sua casa, pedindo alguma coisa.

A conduta de um para com o outro, não é o principal questionamento que a palavra nos apresenta. A questão está mais a fundo, ou seja, no que está dentro do coração de cada um deles acerca daquilo que verdadeiramente vale a pena neste mundo.

Lázaro ganha a eternidade junto de Abraão – Abraão aqui significando nosso pai na fé, o homem da promessa – não porque era pobre e mendigo; ele ganha porque teve a coragem de colocar o seu coração no lugar certo, ou seja, não nas coisas perecíveis, mundanas, realidades terrenais, mas em Deus. O homem rico perde a eternidade, não porque tinha bens, mas porque colocou sua esperança nestes bens.

A grande pergunta que devemos fazer para cada um de nós é esta: onde estamos colocando nossa esperança? Neste mundo – nas coisas – ou naquilo que é do céu, ou seja, em Deus? Somos convidados a colocar nossa esperança em Deus, pois, caso contrario, passamos a colocar em nós mesmos; quando colocamos em nós, passamos a viver para nós mesmos e passamos a nos tornar insensíveis às necessidades dos irmãos.

Nada pode me garantir a felicidade no mundo vindouro, a não ser o bem que vivo e faço para que os outros tenham um pouco mais de vida e sentido de viver a vida. Somos chamados a viver e a propagar a dignidade entre todos. Por mais que venhamos a ter todos os bens do mundo, se isso não me fizer se uma pessoa despojada, serei mais pobre do que qualquer mendigo. Aliás, a verdadeira pobre está no fato do coração estar amando errado. Quem ama o Senhor, para este não falta nada, pois quem tem Deus tem tudo; ao contrario, quem ama as realidades perecíveis, estes sim empobrecem e passam fome, principalmente a pior fome: a fome de sentido e de amor. Amemos o que deve ser amado colocando nosso coração no lugar certo.

Padre Pacheco,
Comunidade Canção Nova.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010


24 de Setembro, sexta-feira!!

Ecl 3,1-11 e Lc 9,18-22

Como está a sua relação com Deus??
Como está sua relação com seus pais??

pensa um pouco nisso..


Às vezes abrimos mão de tanta coisa, e até da família muitas vezes, pra sairmos em missão, ou nem precisa ser missão pode ser um passeio pra conversar com um amigo que precisa de nós, um colega que não está bem. Nos doamos por inteiro pelas pessoas, e isso é bom, muito bom.. mas.. como estamos agindo dentro da nossa casa?? Estou me doando e abrindo mão das minhas coisas pelos meus pais??
pelas pessoas que vivem comigo e que, muito mais que um amigo, precisam de mim??

Honrar pai e mãe é alcansar a vida em plenitude

Quem honra seu pai e sua mãe é a Deus que está honrando e terá felicidade e vida longa. Nossa!! Isso é muito sério!!
Talvez não nos damos conta da importância que isso tem, mas hoje Deus vem nos dizer.. honremos nossos pais, nossa família, nossa casa, por mais dificil que isso seja.. foi a familia que Deus planejou pra nossa vida. Talvez a salvação de nossas famílias comece por nós ou dependa de nós. Já parou para pensar nisso??

Quem teme ao Senhor honra seu pai e sua mãe

irmõs, é a própria palvra que diz isso!! E no evangelho diz: Quem dizeis que sou? Tu és o Cristo"

Então, a liturgia nos diz.. se eu creio que Jesus é o Cristo de Deus e temo ao Senhor, eu PRECISO honrar meu pai e minha mãe, e não só eles, mas a minha família, a minha casa, as pessoas que convivem comigo. Eu preciso ser fonte, ser canal da presença de Deus a essas pessoas. Tem um outro trecho da bíblia que diz: crê e tu e tua família serão salvos" e outra diz: pra Deus nada é impossível" e na leitura de hoje ainda diz: aquele que ama a Deus é ouvido na sua prece "cotidiana"

O que mais dizer sobre isso??

Deus abençoe a todos
e a Virgem do Carmo peregrine conosco!!

Elysa Zart


Membro e Consagrada da Obra Missionária
Ministério de música GO São Pedro
Diocese de Santa Maria
Acadêmica de Terapia Ocupacional - UFSM

quinta-feira, 23 de setembro de 2010


23 de Setembro

A paz de Cristo irmãos!!

A pergunta que Herodes faz a respeito de Jesus é: "Quem é, pois, este de quem ouço tais coisas?" E nós conhecemos Jesus?
Onde ele está no meu dia?
Onde Jesus está na minha vida?
Confio realmente que ele está vivo no meio de nós?
Confio meus projetos, minha vida a ele?
Que neste dia tenhamos a graça de conhecermos quem é realmente Jesus nas nossas vida

Paulo Marquette
Membro e Consagrado de vida integral da Comunidade
Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
Diocese de Rio Grande

terça-feira, 21 de setembro de 2010


21 de Setembro

Realmente era verdadeira a acusação dos puritanos a Jesus: “Andas com pessoas de má fama”. Assim o evidencia o Evangelho de hoje em que o Senhor chama para a sua companhia, como um apostólo a mais, Mateus – a quem Marcos e Lucas chamam de Levi -, publicano de profissão, isto é, cobrador de impostos para os romanos, oriundos da potência estrangeira de ocupação. Os abusos dos publicanos, “ladrões oficiais”, eram visíveis, pois aí radicava a sua margem de lucro. Por isso mesmo deviam ser evitados social e religiosamente, na opinião dos mestres da ortodoxia judaica.

Por que essa preferência de Jesus pelos marginalizados da salvação? “Não têm necessidade de médicos os sãos, mas os doentes. Ide, aprendei o que significam essas palavras: Eu quero misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6). Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Mt 9,12b-13). Eis aqui a explicação da conduta de Jesus e o substrato de todo o Seu ministério de encarnação na raça humana, a razão de toda a Sua vida e do Seu Evangelho, a finalidade da Sua morte e ressurreição.

Jesus provoca intencionalmente o escândalo dos puritanos tomando partido dos pecadores para mostrar a misericórdia de Deus, que os acolhe e perdoa como o pai do filho pródigo o faz. Mais ainda: avisou aos chefes religiosos do povo judeu de que publicanos e prostitutas lhes antecederiam no caminho do Reino de Deus. De fato, foram os pecadores e ignorantes, os pequenos e os pobres, os doentes e os marginalizados que captaram a mensagem libertadora de Cristo melhor que os justos e os sábios, os grandes e os entendidos.

Ninguém, pois, deve escandalizar-se; porque a misericórdia de Deus não é cumplicidade e laxismo permissivo, mas procura do homem para o promover e o redimir. Mateus era um marginalizado da salvação e um discriminado social, como o são hoje tantos homens e mulheres. Não obstante, ou precisamente por isso, Cristo dignifica-o e restabelece-o na sua condição de pessoa e de filho de Deus com o voto de confiança que supôs o convite do “segue-me”. Sugestão que, por certo, contava com todos os pressupostos em contrário. Mas para o Senhor a pureza religiosa autêntica não é a legal, mas a conversão ao amor, à piedade e à misericórdia.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

16 de Setembro

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo ...

A Igreja nos traz hoje, em sua liturgia, a leitura de I Cor 15, 1-11 e o Evangelho de
Lc 7, 36-50. Celebramos também São Cornélio e São Cipriano.

Na primeira leitura observamos a comovente carta de São Paulo a comunidade de corinto. Nela
podemos constatar o grande amor que este apóstolo teve por tal comunidade e a preocupação de que os
cristãos não deixassem cair no esquecimento o evangelho de Cristo. Paulo diz: "Irmãos, quero lembrar
-vos do evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. Por ele sois salvos,
se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo teríeis abraçado a fé
em vão." (I Cor 15,1-2). De fato, esta palavra de Paulo parece ecoar ainda mais fortemente em nossos
dias, pois não raramente nos deparamos com desvios e propostas que em nada condizem com a BOA NOVA
de Cristo, nosso Senhor.
A carta segue e Paulo vai narrando uma espécie de resumo, ou síntese, em que podemos
vislunbrar a história da Salvação que Cristo construiu em sua própria vida. Esta história é o
próprio evangelho "encarnado", não de meras e vazias palavras, mas de VIDA! Podemos notar que Paulo
deixa claro a afirmação de que também ele recebeu o anúncio desta boa notícia. Mesmo que ele tenha
sido surpreendido de forma milagrosa por Cristo no caminho de Damasco, faz questão de expressar sua
pertença a IGREJA, a hiearquia dos apóstolos que tem como fundamento a pessoa de Pedro.
Se queremos a salvação precisamos acolher a boa notícia que nos vem através da Igreja,
expressão viva e sacramento de Cristo na terra. Não podemos de forma alguma nos fechar em uma
espiritualidades intimistas em que temos um CRISTO PARTICULAR, que se revela a nós de forma
individual. A figura de Paulo é este grande exemplo, pois apesar de ter recebido a Cristo
de forma extraordinária, reconheceu na comunhão com a Igreja a expressão Máxima da Revelação da BOA
NOTÍCIA de nossa Salvação.

No Evangelho de hoje lemos a história de uma mulher que como tudo indica deveria ser uma
pecadora pública, completamente excluida pela sociedade de sua época. JESUS chegando na Casa do
fariseu é recebido, como narra o evengelho, de duas formas: pelo anfitrião da casa (fariseu) e também
por aquela mulher. Podemos fazer um paralelo entre entas duas formas de acolhimento recebidas pelo
divino mestre e que nos fará pensar sobre a forma como estamos nos comportando diante de tão
magnífico Senhor, que hoje deseja entrar em nossa casa, nosso coração.
Primeiramente natamos que o fariseu não se preoculpou em realizar o que de preche se fazia
quando um visitante chegava em uma casa judaica. Podemos citar três ritos de acolhida que foram
deixados para traz pelo fariseu: o lava pés, o ósculo e a unção na cabeça. No entanto, aquela mulher
simples e pecadora, surpreendendo todos com tanto AMOR para com CRITO, lavou os seus pés com as
próprias lágrimas, beijo-os e os ungio com perfume. A ação desta mulher não poderia deixar de
incomodar aquele homem, pois o sistema em que ele estava inserido não o deixava pensar de outra
forma. Como poderia DEUS não reconhecer que aquela mulher era uma pecadora? Mas, a Boa Nova que
ouvimos na primeira leitura e que agora vislumbramos neste evangelho como um verdadeiro testamento
de AMOR, nos aponta para uma atitude que deverá sempre ser a nossa atitude e que, certamente, será
as avessas do que o mundo tem como lógico, afinal, a sabedoria de Deus é loucura para o mundo.
Gostaria de terminar esta reflexão com a parábola narrada por Jesus neste evangelho, que
expressa bem tudo o que ele realizou na vida daquela mulher e que hoje deseja realizar em nossas
vidas. A parábola diz: "Um Credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários e o outro,
cinquênta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a sua dívida. Qual deles (os devedores) o
amará mais?" (Lc 7,41-42). Com este simples exemplo podemos entender que não importa o pecado que
um dia tenhamos cometido ou que ainda hoje nos pesa nos ombros, pois sempre há tempo de recomessar.
O tempo é favorável e a misericórdia está diante de nós para nos resgatar, transformando nossa vida
excluida e marginalizada, assim como a daquela mulher, em um verdadeiro testemunho de RESSURREIÇÃO!

Que a liturgia deste dia nos ajude a sermos COMUNHÃO para que a RESSURREIÇÃO se faça semmpre
presente no seio de nossa amada Igreja. Deus está conosco, ele caminha ao nosso lado: TENHAMOS CORAGEM!


Assim seja. Amém!


Diego Santos Borges

Seminarista da Diocese de Rio Grande (2º semestre de filosofia).
Membro da Comunidade Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina.

15 de Setembro

Olá, queridos irmãos, a paz de Jesus!

Hoje a Igreja nos coloca as leituras da carta de São Paulo aos Hebreus 5, 7-9 e o Evangelho de São João 19, 25-27, lembrando o título de Maria como Nossa Senhora das Dores.
As leituras, especialmente o Evangelho, me questionam: até que ponto chegou Jesus?! Quando Ele não tinha mais nada para dar, porque Ele já tinha se dado todo... Ele nos dá a sua mãe! Que angústia e que dor, tanto no coração do Filho quanto no coração da Mãe! Quem é que vai entregando assim a sua mãe?!?! E qual a mãe que se deixa entregar pelo filho?!?! Isso é próprio de quem ama e confia em Deus. Imaginem a cena: Jesus vê o discípulo amado ao lado de sua mãe... vê a dor da mãe amada... e me vê... e te vê.... vê uma humanidade sedenta de Deus e sedenta de um colo de mãe! E os entrega um ao outro...
Que troca! Jesus por nós! E Maria ainda aceita?!?!?! Dessa forma ela continua sendo a mãe das dores, pois o nosso calvário ainda não acabou. E é ela quem vai ao nosso lado, junto da cruz, dizendo: coragem! Só quem ama vê além da dor e do sofrimento.

Virgem do Carmo Peregrina, peregrinai conosco!!!

Ana Paula Kirchhof

11 de Setembro

Olá caros irmãos em nosso senhor Jesus Cristo!

Na reflexão do evangelho e na leitura desse dia podemos encontrar várias respostas para nossa vida.

No evangelho (Lucas 6,43-49), Jesus nos mostra como medirmos ou quantificarmos nossa fé e entrega a Deus, através dos frutos em nossa vida. "O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração"(Lucas 6,45a), sejamos essa árvore boa que dá bons frutos, que nossa boca possa expressar sem medo o que transborda em nosso coração, que nossos atos edifiquem a nós e aos demais; em suma, que esses frutos, nossa fala e atos estejam repletos de amor a Deus e ao irmão; e que, assim, possamos ser semelhante a quem edifica sua casa na rocha, essa não cai jamais. Do contrário, cuidado meu irmão, ainda dá tempo de sermos o trigo e não o joio.

Edificação em Deus requer conhecimento e dicernimento, São Paulo com certeza tinha isso de sobra, ele vem nos revelar na primeira leitura (1º Coríntios 10,14-22) o que realmente é a idolatria. Quem de nós nunca se perdeu no raciocínio ou mesmo balançou perante as indagações de nossos irmãos evangélicos? Aquele que nunca fez isso se manifeste! Se Paulo vem esclarecer isso é porque sabia, com certeza, da importância de se ter esse pensamento claro em nosso coração, tanto para recorrermos a intercessões de Santos ou "armas" espirituais quanto para não sairmos por aí adorando a falsos Deuses, muitas vezes camuflados por traz de várias faces. No início ele, ainda, faz referência a coisas que nos remetem a Deus como a eucaristia, ou seja coisas que nos remetem a verdade, coisas que nos conduzem a Deus! Idolatria é tudo o que nos se faz deus em nossa vida mas não é ou conduz ao verdadeiro Deus.

Que certos da verdade em nosso Deus sejamos uma árvore que dá excelentes frutos!

Que o Santo do dia, São João Gabriel Perboyre nos abençoe e nos conceda um dia repleto de Graças!

Josué Rigue

Ministério das Artes da RCC
Diocese de Santa Maria
10 de Agosto

Bom nada melhor para começarmos a semana do que rezando e meditando o que Deus quer fazer na nossa vida. Gostaria de começar citando uma frase do meu pároco PE. Gil “somos apenas um lápis nas mãos do nosso Criador” e assim relembro o evangelho do Domingo 5/9 onde nos fala que para servir a Deus devemos nos desapegar das coisas humanas. E assim meu irmão te convido a refletir sobre a sua vida e pensar em quais momentos que não estamos deixando a mão de Deus guiar as nossas vidas, aonde que estamos impedindo Ele de agir . PARE um pouco agora esqueça-se por apenas alguns instantes desse mundo agitado, do relógio e se concentre na sua vida interior. Aonde que ainda estou agindo com o meu humano em minha vida ao invés de deixar o Salvador fazer em minha vida.
Esse é um momento crucial da nossa caminhada, perceber aonde que estamos errando pois como a psicologia explica que o primeiro passo começa em reconhecer o erro, então aproveite este tempo para isso.
Agora que você já sabe em quais setores agir em sua vida eu te convido a pegar esse mesmo evangelho e ler um pouco mais a frente onde Jesus nos ensina que devemos planejar nossas atitudes assim como um engenheiro planeja uma casa pois não adianta fazermos o alicerce se não conseguirmos construir o resto. Eis agora mais um ponto chave em nossas vidas, vejam como foi rico o nosso evangelho da semana, traçar planos de forma estruturada. Isso significa que devemos pensar de forma racional e objetiva em como se despojar TOTALMENTE do nosso humano e deixar Deus nos guiar livremente. Vocês notem que eu falei racionalmente e realmente devemos ser assim porque de nada adiantaria eu fazer metas que não conseguisse cumprir por isso pense nas metas e pense em como faze-las também pois apenas pensar e não fazer é o mesmo que fazer o alicerce e não levantar o resto e se isso acontecer Deus nos exorta dizendo” E todos os que virem isso começarão a caçoar”. Portanto a palavra da semana é planejamento, pensem nisso sempre se lembrando de que um caminho em Deus é um caminho verdadeiramente feliz.
Irmãos paz e bem nesse dia !! Espero que as palavras de Deus ilumine a vida de vocês !
Um grande abraço André Weber

9 de Setembro

No salmo que meditamos no dia de hoje Davi exclama: “fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma” (Sl 138, 13-14).
Deus Pai, Todo-Poderoso, criou-nos de maneira única e extraordinária, criou-nos a Sua imagem e semelhança, conforme consta no livro de Gênesis. Quanta beleza há em nosso ser, em nossa alma tão inexplicável e incompreensível, alma que tem sede do Criador. Alma que não descansa até encontrar o Amado e que é profundamente conhecida por Ele.
Amado este que conhece todos nossos atos, nossos pensamento, nossos anseios mais profundos, acerca de quem cantava Davi “Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos” (Sl 138,1-3).
E quanto deseja nossa alma encontrar o seu Amado, já dizia Santo Agostinho:
“Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!
Tarde demais eu te amei!
Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora!
Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas.
Estavas comigo, mas eu não estava contigo.
Retinham-me longe de ti as tuas criaturas, que não existiriam se em ti não existissem.
Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez.
Fulguraste e brilhaste e tua luz afugentou a minha cegueira.
Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por ti.
Tu me tocaste, e agora estou ardendo no desejo de tua paz...”
Nossa alma deseja estar diante deste Deus e Senhor do qual fala Paulo ao povo de Corinto na leitura de hoje (I Cor 8,6: “Mas, para nós, há um só Deus, o Pai, do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nós também”). Frente a este Deus nada passa despercebido, nenhum de nossos atos, nenhum de nossos pensamentos. Sé o Senhor que ilumina a miséria de nossos pecados e que pode transformar-nos em obra nova, que cura nossas cegueiras, rompe com a nossa surdez e nos mostra por onde devemos seguir.
Da mesma forma, Jesus faz no Evangelho de hoje (Lc 26, 27-38) nos convida a deixarmos encontrar por Ele, para que assim possamos amar nossos irmãos, perdoar-nos mutuamente, sermos misericordiosos. A irmos muito além daquelas atitudes convenientes e “politicamente corretas”. Afinal, aqueles que não experimentaram da Verdade também podem ter atitudes plausíveis, orientados pelo bom senso.
Deus nos chama, no dia de hoje, a IRMOS ALÉM!!!!
Que o Senhor nos leve além no dia de hoje!

Lisiane Griebeler

Coordenadora do Ministério Jovem da Diocese de Montenegro/RS
Advogada e Pós-graduanda em Direito Processual Civil

8 de Setembro

“Mas tu, Belém de Éfrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel” (Mq 5,1)

Olá queridos irmãos! Hoje, dia 8 de setembro, celebramos a festa da Natividade de Nossa Senhora e a Igreja nos propõe as leituras do profeta Miquéias 5,1-4a e o Evangelho de São Mateus 1,1-16.18-23.

Celebrar o aniversário de Maria é como celebrar um pré-natal! Afinal foi pelo sim dela que Jesus veio ser o Emanuel... Deus conosco (Mt 1,23). Se Jesus é nosso redentor, Maria é co-redentora, pois, agindo em conformidade com a vontade de Deus, ela foi o “lugar” escolhido para gerar o nosso Salvador e cooperar com a nossa salvação. Portanto hoje é um dia de festa, de alegria!!!

Também é um dia para nos espelharmos em Maria. Ela, sendo tão grande, se fez tão PEQUENA... Só ela poderia se gloriar de “ter o Rei na barriga” e não o fez! Ela cumpriu sua missão sem muito alarde, sem aparecer muito. Ela simplesmente “guardava tudo no coração” (Lc 2-51). A festa de hoje nos convida a viver ocultamente com Maria em Cristo, e com Cristo em Deus. Assim como ela, que nós também possamos ser pequenos para que Deus tenha espaço de ser grande em nós!

Mãe, me ensina a ser pequena, me ensina a querer TUDO não buscando nada do que este mundo me oferece! Como tu, eu quero cumprir minha missão sem muito alarde, fazendo o que preciso fazer em silêncio e colocando minha vida nas mãos do teu Filho!

Virgem do Carmo peregrina, peregrinai conosco!

Ana Paula Cardoso Kirchhof

7 de Setembro

Lucas 6, 12-19

“12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos.”

Apóstolo é uma palavra derivada do grego que significa enviado. Jesus é o enviado do Pai, “Como o Pai me enviou, eu também vos envio” Jo 20, 21.

Com a missão de Ensinar, Santificar, e de Governar em seu nome e por seu poder, Cristo enviou os apóstolos que escolhera, dando-lhes o mandato de anunciar o evangelho: “Ide, fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo ensinando a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” Mt 28,12-20

Fortalecidos com esta missão, os apóstolos saíram a pregar o Evangelho, a todos os homens como fonte de toda a verdade salvífica e de toda disciplina de costumes, comunicando-lhes os dons divinos.

Cheios do Espírito Santo os apóstolos também são chamados a anunciarem a toda criatura que o Filho de Deus, por sua morte e Ressurreição, nos libertou do poder de satanás e da morte e nos transferiu para o Reino do Pai, mas ainda para serem as testemunhas e levarem, com efeito, o que anunciavam: a obra de salvação por meio do sacrifício e dos sacramentos.

Vivemos novos tempos e conseqüentemente desafios novos, provenientes do tempo em que vivemos novas linhas de pensamento e mentalidades nas quais, muitas vezes, a “verdade” é transmitida por conveniência e a mentira se camufla e se disfarça de verdade.

Atual continua a ser o envio de Jesus a nós, os discípulos de hoje, “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações”. Precisamos dar e ser essa resposta aos desafios e necessidades atuais desta grande missão, nos tempos de hoje, dentro do contexto no qual estamos inseridos, não temendo os desafios e tudo aquilo que vier por conseqüência da missão. Precisamos anunciar a Palavra com a nossa vida.

Há muitos lugares onde a Boa Nova, isto é, a Palavra de Deus, já foi anunciada e o está sendo; mas também há muitos aos quais ela ainda não chegou. Eis o grande desafio para os discípulos de hoje e a grande necessidade para o tempo em que vivemos: transmitir a Palavra de Deus por meio do nosso testemunho de vida. Como discípulos e missionários essa é a nossa grande resposta à missão dada e orientada por Cristo-Palavra: anunciá-Lo e transmiti-Lo por meio da nossa conduta de vida.

Você e eu somos chamados a ser discípulos, hoje, na realidade de uma cultura ensandecida, que nos apedreja para legalizar o aborto e a eutanásia, para fazer experiências com embriões humanos e aprovar a união homossexual. Cultura que destrói a família e os bons costumes, transforma o ser humano em infeliz escravo de seus instintos. Cultura que fomenta a corrupção e a violência, a tal ponto de não querer e não saber mais como punir.

Em meio a essa realidade, o Senhor nos chama, unge e envia. Nossa missão não é mais fácil nem mais difícil que a dos irmãos que nos precederam. Temos o chamado e a promessa. Lancemo-nos sem medo, afinal somos discípulos para o nosso tempo.



Que Deus nosso Pai abençoe todos nós nesta missão.



Jeronimo Davi Beierle

Coordenador do Ministéro Jovem da RCC
Diocese de Santa Cruz do Sul

30 de agosto! Lc 4, 16-30. I Cor 2, 1-5. Sl 118(119), 97-102.)
Que a Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com cada um de vocês, bloggeiros!! Hoje, a meditação da leitura nos questiona sobre o seguir Jesus, seguir os ensinamentos de Jesus, nos impulsiona a segui-lo em plenitude.
Por meio do texto lido por Jesus e profetizado por Isaías, demonstra a síntese da ação do Senhor. Certamente Jesus sentiu-se muito confortado quando leu aquele texto. Escrito por um grande profeta, o trecho falava dele e no que consistia sua missão. No entanto, muitos não compreendem essa missão de Jesus, tanto que o assassinaram. Deu-me a impressão de que nós podemos fazer o mesmo! Temos que tomar esta citação de Isaías e lê-la como se a nós fosse incumbida a realização dessa Palavra.
Ao passo da parábola citada por Jesus que diz: ...“nenhum profeta é bem recebido na sua terra”, meu coração se alegra sabendo que o Senhor não quer proclamemos sua Palavra tão somente na nossa “terra”. Ele quer que anunciemos sua Palavra até os confins do mundo! Sejamos verdadeiros anunciadores da Boa Nova, repletos do Espírito Santo que nos cumula de seus dons e carismas, pois como o Senhor diz em um trecho da Sagrada Escritura “cuidarás das minhas coisas e eu cuidarei das Tuas”. Assim, veremos que temos muito a fazer. Se quisermos e desejarmos estar cheios do Espírito Santo de Deus, que nos unge e capacita, tornando-nos verdadeiros profetas, teremos êxito. E aí, vamos tentar?
Paz e bem. Deus abençoe =)



Andressa Christiane Habekost

Acadêmica do 8º semestre de Química Industrial
Coord. Grupo de Oração Jovem Arca da Aliança
Santa Cruz do Sul - RS
29 de Agosto

Confesso, que não conseguiria explicar como que na Igreja ainda exista uma ideia totalmente distorcida e doentia de Deus. Está aí a grande causa de tantas pessoas estarem doentes, ou seja, a visão doentia que se tem de Deus faz adoecer aquele que a tem. Imagina-se Deus como aquele que está distante, bravo, muito ocupado em ver o que fazemos de errado para nos cobrar no momento oportuno, que não vive comunhão conosco, que não se alegra e convive com seus filhos. Jesus é a revelação plena do Pai; Ele é o “Emanuel”, ou seja, Ele é o “Deus conosco”. Que maravilha! Jesus é este que sabe viver a vida, está próximo dos seus, no meio do povo procurando levar todos a uma experiência com Ele, com seu amor. Ele não se mistura com nossos pecados, mas abraça a cada um e faz comunhão com todos. Ele entra na vida toda de cada um de nós, para que possamos entrar na Dele, ou seja, para que nos santifiquemos. Ele não tem medo de conviver, brincar, tomar refeição com todos, dançar e se divertir.

É sábado, acabou-se de viver o dia santo para os judeus, apos ouvirem a Palavra de Deus na Sinagoga, um fariseu convida Jesus para uma refeição. Na cultura, todas as pessoas importantes, bem sucedidas, vão sentando-se a partir do dono da casa, por ordem de importância: do dono da casa, depois os mais importantes, os mais velhos e os demais, exatamente nesta ordem. Jesus observa o cenário, a busca de lugares importantes por parte de muitos que se encontram na casa e lança a parábola aos convidados.

Nesta parábola, Jesus não quer ensinar um truque acerca de como fazer para ser reconhecido e ser convidado para os melhores lugares. Não, Jesus ao dizer isso, não está ensinando nada de novo, pois na cultura judaica já era ensinado às crianças de como fazer para não passar vergonha na frente dos outros: senta no último lugar. Se te chamarem, tu ficarás engrandecido diante dos outros; se não te chamarem, tu não passa vergonha, pois não te mandarão sair, pois não tomaste um lugar que não te pertencia.

Jesus quer ensinar o que com isso? Que devemos ser visto e chamado por Deus. Devemos fazer isto aos olhos de Deus, vivendo a nossa vocação, pela qual fomos criados, ou seja, viemos do Amor, por amor, para vivermos o amor entre os irmãos. Este amor só pode ser vivido e testemunhado pela vivencia do serviço. Sentar no último lugar, neste caso, para Jesus, é se sentar sobre a autoridade que nos foi dada no dia do nosso batismo. A autoridade na Igreja chama-se serviço! O maior é aquele que serve, aquele que se coloca como o servo de todos.

Toda via, só é capaz de servir aquele, aquela que possui a virtude da humildade. Só o humilde serve, vive a autoridade da Igreja. A humildade é a mãe de todas as virtudes. Há uma crise de pessoas humildes no mundo, pois as pessoas não se conhecem; por que não se conhecem? Porque não conhecem a Deus. Cristo é a imagem visível do Pai e que reflete aquilo que devemos ser. Quem conhece a Cristo, passa a se conhecer e, se conhecendo, passa a ter um auto-conhecimento; o auto-conhecimento é o pai da humildade e, somente o humildade é capaz de servir; quem serve, será exaltado, pois viverá a humildade – característica essencial da santidade. Tudo está interligado!

Para dizer que, a parábola nos chama a santidade, que começa no auto-conhecimento como fruto de um conhecer a Deus e que gerará a humildade e, esta, me conduzirá ao serviço: a autoridade na Igreja. Por isso que o maior é aquele que serve; porque vive a autoridade, a santidade.

Padre Pacheco,
Comunidade Canção Nova

28 de Agosto de 2010- Festa de Santo Agostinho.

Amados irmãos e irmãs, dando continuidade ao Ano Litúrgico que pouco-a-pouco se desenvolve e caminha para seu término, ao encerrarmos a Vigésima Primeira Semana do Tempo Comum, a Igreja como sendo uma Mãe que sempre nos direciona para o caminho da santidade, nos apresenta hoje a figura de Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja. Um grande Santo e homem de Deus. Um homem que como conhecemos sua história, teve uma vida conturbada, marcada por inúmeras dificuldades e conflitos na busca da verdade, que teve uma vida dada aos prazeres momentâneos, aos erros e vícios, mas que com o esforço pessoal e contando especialmente com as orações de sua mãe, Santa Mônica, depois de muita luta conseguiu encontrar-se consigo mesmo e de modo particular, com Deus, levando-o a exclamar com tamanha convicção em suas Confissões as seguintes palavras: “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova. Tarde te amei!”. Desse modo, uma vez convertido e tendo encontrado a Verdade que tanto procurava, isto é, o próprio Cristo, tornou-se um grande modelo de cristão para toda a Igreja, para cada um de nós.

Ao olharmos para sua vida somos, portanto, chamados a imitá-lo e a não perdermos tempo de irmos ao encontro do Senhor. Vale a pena enfrentarmos as intempéries de nossa existência e irmos ao encontro de Deus. Oxalá pudéssemos à seu exemplo, mesmo que depois de muitos anos, ao fazermos uma experiência íntima de encontro com Ele, chegarmos ao ponto de também dizer: ó beleza tão antiga e tão nova!, reconhecendo assim Jesus, como sendo o Centro e a beleza de toda a nossa existência e de toda nossa caminhada neste mundo.

Olhando para as leituras que a liturgia nos apresenta, em especial para Evangelho de São Mateus (25, 14-30) a que vamos nos deter com mais atenção nesta reflexão, somos como que convidados a pararmos um instante e pensarmos no silêncio do nosso coração: como estamos cuidando daquilo que o Senhor em sua infinita bondade nos confia? Como estamos lidando com os dons e talentos que ele nos concede? Será que conseguimos fazer frutificar o pouco que está a nosso cuidado? São questionamentos que surgem ao nos depararmos com o Texto Sagrado e que nos ajudam a percebermos até que ponto estamos asumindo a missão que o Senhor nos confia, que é justamente fazermos com que o Reino aconteça no nosso meio, através de nossos dons.

O Evangelho que nos é proposto é bem rico em significado e é justamente isso que ele nos ensina: a termos a capacidade de sermos destemidos em colocar os nossos dons à serviço da comunidade. De nada adianta eu possuir um talento, um dom, se ao invés de fazê-lo crescer eu o enterro, isto é, prefiro guardá-lo comigo, tê-lo em segredo. De nada adianta! É uma ilusão pensarmos que ao fazermos assim estamos agindo correto, pois o dom que possuo só tem sentido na medida que me direciona para o outro, que me faz ser humilde e, ao mesmo tempo, capaz de fomentar a vida da comunidade. É apresentando o meu talento e somando com os outros, ou se quisermos compreender melhor, formando esta grande família de “empregados” como o Evangelho nos indica que o Reino de Deus que tanto almejamos acontece.

Ao contar-nos esta parábola do patrão que sai, faz uma viajem e deixa seus bens aos seus empregados, Jesus quer nos mostrar que Ele é este grande Patrão que está por vir novamente. Ele, que com sua Ascenção aos céus fez esta viagem para o estrangeiro e prometeu voltar e confiou a cada um de nós a administração de seus bens. Note-se, que não somos os donos, mas sim os administradores. Isto nos dá a compreensão de que somos chamados a zelar pelos bens do Senhor. Mas como ouvimos no Evangelho de ontem (Mt 25, 1-13), ninguem sabe qual o dia ou a hora que ele vem ao nosso encontro. O apelo da vigilância é constante. Portanto, há a necessidade de sempre estarmos vigilantes e previdentes. E esta espera não pode se dar de braços cruzados, levando uma vida tranquila, mesquinha, à sós, enterrando nossos talentos, etc. Pelo contrário, deve ser vigiada levando a sério os nossos compromissos. Aquilo que possuímos deve ser colocado em prol do nosso proximo. Mais uma vez afirmo: é só assim que o Reino acontece. É só assim que podemos ser chamados de servos bons e fiéis, pois quando somos fíeis no pouco, o Senhor sempre nos confia algo mais, nos confia dons em abundância e a cada dia nos capacita para melhor lidarmos com eles. Quando agimos de modo contrário, quando seguimos o exemplo do empregado que enterrou o seu talento, o que resta a nós é sermos tratados com desprezo pelo Senhor, pelo “Patrão” e sermos jogados no escuro, onde há choro e ranger de dentes, pois fomos preguiçosos e maus.

Santo Agostinho é hoje homenageado, lembrado em toda a Igreja porque conseguiu fazer seus dons frutificar. Através de seus estudos e de suas várias obras, fez com que muitos crescessem na fé e no amor para com Deus. A sua inteligência dada pelo Senhor, o dispensador dos dons, não foi só para si, mas para fazer o bem a toda a humanidade.Com isso, soube de fato, amar a Cristo e seus irmãos. Ele é santo, porque ao enfrentar na sua vida a experiência do pecado soube procurar a conversão, a mudança de vida. Se antes agia como um servo mau buscando apenas seus próprios interesses, convertido tornou-se um servo bom e fiel, chamado a participar das alegrias na Casa do Senhor.

Portanto, qua a Liturgia de hoje nos ajude a sempre mais colocarmos os nossos dons à serviço uns dos outros, colaborando assim com o bem comum de toda a comunidade. Que possamos à luz do testemunho de fé de Santo Agostinho correr ao encontro da Verdade e que através deste encontro possamos possuir a dignidade de servos bons e fiéis na administração dos bens que nos são confiados.

Edson Francisco dos Santos.
Seminario São Francisco de Paula – Segundo Ano de Teologia.