
16 de Setembro
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo ...
A Igreja nos traz hoje, em sua liturgia, a leitura de I Cor 15, 1-11 e o Evangelho de
Lc 7, 36-50. Celebramos também São Cornélio e São Cipriano.
Na primeira leitura observamos a comovente carta de São Paulo a comunidade de corinto. Nela
podemos constatar o grande amor que este apóstolo teve por tal comunidade e a preocupação de que os
cristãos não deixassem cair no esquecimento o evangelho de Cristo. Paulo diz: "Irmãos, quero lembrar
-vos do evangelho que vos preguei e que recebestes, e no qual estais firmes. Por ele sois salvos,
se o estais guardando tal qual ele vos foi pregado por mim. De outro modo teríeis abraçado a fé
em vão." (I Cor 15,1-2). De fato, esta palavra de Paulo parece ecoar ainda mais fortemente em nossos
dias, pois não raramente nos deparamos com desvios e propostas que em nada condizem com a BOA NOVA
de Cristo, nosso Senhor.
A carta segue e Paulo vai narrando uma espécie de resumo, ou síntese, em que podemos
vislunbrar a história da Salvação que Cristo construiu em sua própria vida. Esta história é o
próprio evangelho "encarnado", não de meras e vazias palavras, mas de VIDA! Podemos notar que Paulo
deixa claro a afirmação de que também ele recebeu o anúncio desta boa notícia. Mesmo que ele tenha
sido surpreendido de forma milagrosa por Cristo no caminho de Damasco, faz questão de expressar sua
pertença a IGREJA, a hiearquia dos apóstolos que tem como fundamento a pessoa de Pedro.
Se queremos a salvação precisamos acolher a boa notícia que nos vem através da Igreja,
expressão viva e sacramento de Cristo na terra. Não podemos de forma alguma nos fechar em uma
espiritualidades intimistas em que temos um CRISTO PARTICULAR, que se revela a nós de forma
individual. A figura de Paulo é este grande exemplo, pois apesar de ter recebido a Cristo
de forma extraordinária, reconheceu na comunhão com a Igreja a expressão Máxima da Revelação da BOA
NOTÍCIA de nossa Salvação.
No Evangelho de hoje lemos a história de uma mulher que como tudo indica deveria ser uma
pecadora pública, completamente excluida pela sociedade de sua época. JESUS chegando na Casa do
fariseu é recebido, como narra o evengelho, de duas formas: pelo anfitrião da casa (fariseu) e também
por aquela mulher. Podemos fazer um paralelo entre entas duas formas de acolhimento recebidas pelo
divino mestre e que nos fará pensar sobre a forma como estamos nos comportando diante de tão
magnífico Senhor, que hoje deseja entrar em nossa casa, nosso coração.
Primeiramente natamos que o fariseu não se preoculpou em realizar o que de preche se fazia
quando um visitante chegava em uma casa judaica. Podemos citar três ritos de acolhida que foram
deixados para traz pelo fariseu: o lava pés, o ósculo e a unção na cabeça. No entanto, aquela mulher
simples e pecadora, surpreendendo todos com tanto AMOR para com CRITO, lavou os seus pés com as
próprias lágrimas, beijo-os e os ungio com perfume. A ação desta mulher não poderia deixar de
incomodar aquele homem, pois o sistema em que ele estava inserido não o deixava pensar de outra
forma. Como poderia DEUS não reconhecer que aquela mulher era uma pecadora? Mas, a Boa Nova que
ouvimos na primeira leitura e que agora vislumbramos neste evangelho como um verdadeiro testamento
de AMOR, nos aponta para uma atitude que deverá sempre ser a nossa atitude e que, certamente, será
as avessas do que o mundo tem como lógico, afinal, a sabedoria de Deus é loucura para o mundo.
Gostaria de terminar esta reflexão com a parábola narrada por Jesus neste evangelho, que
expressa bem tudo o que ele realizou na vida daquela mulher e que hoje deseja realizar em nossas
vidas. A parábola diz: "Um Credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários e o outro,
cinquênta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a sua dívida. Qual deles (os devedores) o
amará mais?" (Lc 7,41-42). Com este simples exemplo podemos entender que não importa o pecado que
um dia tenhamos cometido ou que ainda hoje nos pesa nos ombros, pois sempre há tempo de recomessar.
O tempo é favorável e a misericórdia está diante de nós para nos resgatar, transformando nossa vida
excluida e marginalizada, assim como a daquela mulher, em um verdadeiro testemunho de RESSURREIÇÃO!
Que a liturgia deste dia nos ajude a sermos COMUNHÃO para que a RESSURREIÇÃO se faça semmpre
presente no seio de nossa amada Igreja. Deus está conosco, ele caminha ao nosso lado: TENHAMOS CORAGEM!
Assim seja. Amém!
Diego Santos Borges
Seminarista da Diocese de Rio Grande (2º semestre de filosofia).
Membro da Comunidade Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina.